CineSesc estreia mostra “Visões: Cinema Grego em Foco” e novos títulos da 21ª Retrospectiva do Cinema Brasileiro

Programação da semana traz ainda as estreias da ficção “A Escolha de Sofia”, com Meryl Streep, do documentário “O Africano Que Queria Voar”, pelo Cine África, e do título “O Segredo dos Diamantes”, pelo CineClubinho. Até dia 23, a 21ª Retrospectiva do Cinema Brasileiro exibe uma seleção da produção nacional na plataforma de streaming. A série Cinema #EmCasaComSesc oferece a cada semana streaming gratuito de filmes em alta qualidade e sem necessidade de cadastro; para assistir, acesse: sescsp.org.br/cinemaemcasa ou sescsp.org.br/leonhirszman

A série Cinema #EmCasaComSesc, realizada pelo Sesc São Paulo há mais de cinco meses e com mais de 900 mil visualizações, disponibiliza gratuitamente ao público novos filmes em streaming pela plataforma do Sesc Digital. Na quinta-feira, 17 de dezembro, estreia a ficção “A Escolha de Sofia”, o documentário “O Africano Que Queria Voar”, pelo Cine África, e o título “O Segredo Dos Diamantes”, pelo CineClubinho.

A obra de ficção “A Escolha de Sofia”, de Alan J. Pakula, traz Meryl Streep no papel principal e é um dos destaques da semana. Sofia é uma polonesa católica atormentada pela escolha que teve que fazer em um campo de concentração nazista. Agora nos Estados Unidos, ela conhece Nathan (Kevin Kline), um encantador e instável judeu americano, obcecado pelo Holocausto. Eles ficam amigos de Stingo (Peter Macnicol), um jovem escritor que acabou de chegar a Nova Iorque. Logo, Stingo testemunha a destruição do relacionamento deles à medida que a felicidade de ambos é ameaçada pelos fantasmas de Sofia e pela obsessão de Nathan. Classificação indicativa: 16 anos.

Pelo Cine África – que traz filmes de países como Burkina Faso, Camarões, Egito, Etiópia e Nigéria – estreia o documentário “O Africano Que Queria Voar”, de Samantha Biffot. Luc, um menino de nove anos, vê um filme de Kung Fu pela primeira vez e tem uma “revelação”. Ele descobre que os chineses “sabem voar” – e fica obcecado em aprender também. Depois de 31 anos vivendo na China, dominando as artes marciais e atuando em filmes de Kung Fu, ele alcança seu sonho. Classificação indicativa: livre.

Pelo CineClubinho, o público pode conferir a ficção “O Segredo dos Diamantes”, de Helvécio Ratton. Angelo (Matheus Abreu) é um garoto de 14 anos que descobre uma antiga lenda sobre diamantes perdidos, e parte em busca desse tesouro para salvar a vida de seu pai. Para isso, ele e seus amigos, Julia (Raquel Pimentel) e Carlinhos (Alberto Gouvea), terão que decifrar um enigma e vencer a perseguição do vilão Silvério (Rui Rezende), que também sabe do tesouro. Classificação indicativa: 10 anos.

De 18 a 20 de dezembro, a plataforma do Sesc Digital recebe a mostra “Visões: Cinema Grego em Foco”, com a exibição inédita dos filmes “Apetaxamin”, de Frieda Liappa, “Symptom”, de Angelos Frantzis, e “The End Of Suffering (A Proposal)”, de Jacqueline Lentzou, curta-metragem selecionado para o Festival Locarno, vencedor do Festival Internacional de Cinema de Atenas e do Festival Internacional de Cinema de Chicago. Realizada em parceria com o Consulado Geral da Grécia e o Greek Film Archive, a seleção de filmes traz um recorte na cinematografia contemporânea grega, com foco em produções que flertam com a ficção científica e questionam as fronteiras entre nosso mundo interior e exterior. Mais informações sobre as obras, datas de estreia e classificação indicativa na programação abaixo ou em sescsp.org.br/cinemaemcasa.

Até 23 de dezembro, a programação da 21ª Retrospectiva do Cinema Brasileiro segue com a exibição de títulos na plataforma do Sesc Digital. Dia 17 de dezembro, estreiam as obras “Azougue Nazaré”, “Meu Amigo Fela”, “Nóis Por Nóis”, “Rogéria, Senhor Astoufo Barroso Pinto”, “Vaga Carne”, “Manaus Hot City”, “Marie”, “Receita De Caranguejo”, “República”, “Topawa” e “Entre Nós e O Mundo”.

A 21ª Retrospectiva do Cinema Brasileiro reúne uma seleção da produção nacional lançada comercialmente entre novembro de 2019 e outubro de 2020 na cidade de São Paulo. Desde sua primeira edição, no ano 2000, a Retrospectiva busca dar visibilidade à produção cinematográfica brasileira contemporânea, por meio de um recorte que procura refletir a diversidade de estilos, vozes e linguagens. Este ano, em função da pandemia de coronavírus (covid-19), o CineSesc apresenta uma edição mais enxuta, exclusivamente online e gratuita na plataforma do Sesc Digital, onde serão exibidos 20 filmes, sendo 10 longas-metragens e 10 curtas-metragens.

Entre os destaques desta semana da Retrospectiva, está o documentário “Rogéria, Senhor Astoufo Barroso Pinto”, de Pedro Gui. A vida e a trajetória artística de Rogéria, a partir da dualidade entre artista e personagem, entre Rogéria e Astolfo, é retratada na obra. O filme mescla dramatizações de etapas de sua vida – como o acidente que lhe feriu a cabeça – e depoimentos de artistas brasileiros, como Betty Faria, Jô Soares, Bibi Ferreira e Aguinaldo Silva, e trata de temas bastante abordados no mundo de hoje, como questões de gênero, preconceito e afirmação de direitos no Brasil. Classificação indicativa: 14 anos.

Outra sugestão é a ficção “Vaga Carne”, de Grace Passô e Ricardo Alves Jr. Uma estranha voz toma posse do corpo de uma mulher. Juntos, a voz e o corpo procuram por pertencimento e por uma identidade própria, enquanto questionam seus papéis dentro da sociedade. O filme é uma transcriação do espetáculo teatral da atriz e dramaturga Grace Passô. Classificação indicativa: 16 anos.

A Retrospectiva exibe ainda uma programação de núcleo histórico em homenagem ao diretor, produtor e roteirista Leon Hirszman (1937 – 1987). A Retrospectiva Leon Hirszman acontece de 10 de dezembro de 2020 a 09 de fevereiro de 2021. Confira a programação em sescsp.org.br/leonhirszman.

Além das exibições de filmes, mais uma edição especial do projeto Cinema da Vela, do Cinesesc, faz parte da programação. O bate-papo O Cinema de Leon Hirszman acontece na terça-feira, 15 de dezembro, ao vivo, pelo youtube.com/cinesesc, e reúne o professor e pesquisador Ismail Xavier e a crítica de arte Maria Hirszman para tratar da sétima arte, em uma conversa que tem a duração do tempo de queima de uma vela. A mediação é do crítico de cinema Sérgio Alpendre.

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