Cinema sul-coreano ganha favoritismo ao Oscar

Com o fim de ano se aproximando, os apaixonados por cinema começam a fazer suas apostas nos favoritos às principais premiações de 2020. Na última edição de Cannes, por exemplo, o longa “Parasita”, do diretor Bong Joon-ho, foi saudado pela plateia e levou a Palma de Ouro, prêmio de maior prestígio do festival. Isso lançou o filme diretamente para a lista de favoritos ao Oscar.

Joon-ho já flerta com a crítica internacional desde 2006, quando lançou “Gwoemul – O Hospedeiro”, mas caiu mesmo nas graças do Ocidente com o drama ativista “Okja”, produzido especialmente para a Netflix em 2017. Aos 50 anos, o diretor consolidou a carreira tornando “Parasita” o primeiro título de seu país a conquistar tal feito em Cannes.

Acha que parou por aí? O filme foi uma das atrações mais esperadas pelo público da 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O resultado? “Parasita” saiu daqui como grande vencedor do Prêmio do Público na categoria de longa estrangeiro.

Não foi à toa. Com um enredo tragicômico, o filme mostra começa quando Ki-woo, filho de uma família pobre e desempregada, conseguindo um bico como professor de inglês para a filha de um casal ricaço, os Park. O jovem não tem as qualificações adequadas para a vaga. Mas, sua irmã Ki-jung, uma falsificadora de mão cheia, consegue forjar as certificações.

A família Park vai rapidamente sendo convencida e Woo ainda consegue uma abertura para que a irmã se torne a tutora — também com nome e documentação falsa — de pintura para o caçula do casal. Pouco a pouco, a mansão dos Park vai sendo invadida pela família suburbana de Ki-woo.

O pai consegue a vaga como motorista particular para o Sr. Park, a mãe assume o cargo de governanta da casa… Um plano perfeito que começa a falhar quando alguns segredos são revelados, causando reviravoltas surpreendentes que se convergem para construir um thriller, com um final, no mínimo, perturbador.

Abraçando diversas críticas sociais, a trama ironiza os conflitos de classe que a Coreia do Sul enfrenta. Enquanto a família rica usufrui de conforto e muito espaço (com direito a gigantescos planos abertos que percorrem a casa construída especialmente para rodar o longa), a família pobre se aperta no cubículo abaixo da viela onde vivem e lutam diariamente para encontrar uma rede de wi-fi livre.

O sucesso de crítica também virou um sucesso de público. Só nos Estados Unidos, o filme quebrou o recorde de maior arrecadação por sala em 2019 logo no primeiro final de semana, atingindo assim, a 9ª maior média de todos os tempos.

E assim, o filme de Bong foi considerado o maior concorrente para levar o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro no ano que vem. Recém lançado nos cinemas brasileiros, “Parasita” ainda ostenta 99% de aprovação no agregador de críticas Rotten Tomatoes.

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