Cinema brasileiro apresenta queda de público e bilheteria no primeiro trimestre de 2018

Com 23 filmes lançados no primeiro trimestre de 2018, o cinema brasileiro já acumula um público estimado de mais de seis milhões de espectadores. Esse número, porém, é 26,38% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado. Os dados são do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA) – entidade mantida pela Agência Nacional do Cinema (Ancine).

Ao todo, as salas de cinema brasileiras exibiram 73 títulos nacionais (sendo 23 inéditos) e acumulou um público total de 6.271.205 pessoas. De acordo com a OCA, nos três primeiros meses do ano foram arrecadados R$ 81.532.233 com a bilheteria desses filmes nacionais. Assim como no volume de público, esse resultado é inferior ao ano passado, registrando uma queda de 29,39%.

A região sudeste é a principal responsável pela exibição de filmes nacionais, contando com maior volume de público e títulos disponibilizados em suas salas. Em seguida, aparece a região nordeste, que conta com três capitais entre as principais exibidoras do audiovisual produzido no Brasil.

Confira as cidades que mais projetaram títulos nacionais de janeiro a março deste ano:

  1. Rio de Janeiro (RJ): 32 títulos exibidos e público de 738.673;
  2. São Paulo (SP): 32 títulos exibidos e público de 652.979;
  3. Salvador (BA): 14 títulos exibidos e público de 189.540;
  4. Belo Horizonte (MG): 15 títulos exibidos e público de 188.385;
  5. Recife (PE): 13 títulos exibidos e público de 160.519;
  6. Fortaleza (CE): 25 títulos exibidos e público de 146.628.

Cinema internacional

Da mesma forma como os filmes nacionais experimentaram queda no volume de público e na arrecadação no primeiro trimestre do ano, as produções internacionais também viram seus números caírem nas salas de cinema brasileiras. Porém, seus resultados seguem melhores que o audiovisual feito no Brasil.

Ao todo, os títulos internacionais levaram 42.715.448 pessoas ao cinema e arrecadou R$ 650.687.522 com bilheteria. Se comparado com 2017, o volume de público foi 19,15% menor e a renda caiu 16,75%. Esses dados levaram em consideração a exibição de 256 filmes, sendo que 30 eram inéditos.

É importante destacar que esses números devem sofrer mudanças e podem melhorar o rendimento frente aos resultados do ano passado. Isso porque os dados de filmes como “Vingadores: Guerra Infinita”, “DeadPool 2” e “Han Solo: Uma História Star Wars”, que estrearam recentemente no Brasil, ainda não foram levados em consideração pela OCA.

O sudeste, novamente, é a região que conta com o maior número de filmes internacionais exibidos e, consequentemente, tem a maior média de público. O Distrito Federal e as regiões nordeste e sul também aparecem com destaque na lista dos principais exibidores de títulos estrangeiros.

Confira as cidades que mais projetaram filmes internacionais de janeiro a março deste ano:

  1. São Paulo (SP): 100 títulos exibidos e público de 4.641.496;
  2. Rio de Janeiro (RJ): 111 títulos exibidos e público de 3.180.107;
  3. Brasília (DF): 90 títulos exibidos e público de 1.158.579;
  4. Belo Horizonte (MG): 82 títulos exibidos e público de 1.121.037;
  5. Salvador (BA): 89 títulos exibidos e público de 926.862;
  6. Curitiba (PR): 77 títulos exibidos e público de 912.534.

Principais bilheterias

Apesar de ter crescido nas últimas décadas, o cinema brasileiro ainda fica bem atrás das produções internacionais. Fato que fica bastante destacado no ranking com as maiores bilheterias no Brasil entre janeiro e março. Dos dez filmes que figuram na lista, apenas dois foram produzidos em terra tuipinquins. Confira:

  1. “Pantera Negra” (filme estrangeiro): público de 7.106.050 e renda de R$ 116.025.879;
  2. “Jumanji: Bem Vindo à Selva” (filme estrangeiro): público de 4.772.127 e renda de R$ 74.054.961;
  3. “Cinquenta Tons de Liberdade” (filme estrangeiro): público de 4.330.013 e renda de R$ 64.413.354;
  4. “O Touro Ferdinando” (filme estrangeiro): público de 3.417.537 e renda de R$ 46.955.152;
  5. “Extraordinário” (filme estrangeiro): público de 2.869.483 e renda de R$ 41.346.406;
  6. “Fala Sério, Mãe!” (filme nacional): público de 2.385.530 e renda de R$ 31.636.861;
  7. “Viva – A Vida é uma Festa” (filme nacional): público de 1.955.235 e renda de R$ 30.310.641;
  8. “Os Farofeiros” (filme nacional): público de 1.744.330 e renda de R$ 24.065.354;
  9. “Nada a Perder – Parte 1” (filme nacional): público de 1.732.025 e renda de R$ 20.310.537;
  10. “Maze Runner: a Última Chave” (filme estrangeiro): público de 1.444.912 e renda de R$ 22.673.487.

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