Brasilidade e psicodelia marcam álbum de estreia dos cariocas do Barba Ruiva

Após apresentar os singles “Sonho do Sonho”, “Just Fuck” e “Filmes”, o Barba Ruiva lança o primeiro álbum homônimo. O power trio revela melodias e arranjos cheios de texturas e mostram inspirações que vão do jazz ao psicodélico, do indie ao samba, do rock n’ roll ao blues. O disco está disponível nas principais plataformas de músicas digital. O lançamento é pelo selo Caravela.

O Barba Ruiva inicia os trabalhos expondo uma verdadeira viagem sonora: ora volta no tempo para beber de fontes da música brasileira e do rock n’ roll psicodélico; ora olha para o presente. O primeiro disco da carreira evidencia ainda letras questionadoras e críticas, que exploram a inquietude dos tempos atuais. As nove faixas tratam de dialogar com o público e versam sobre questões da modernidade, mas com toques vintage e arranjos clássicos.

O debut começa com a canção “Represento”. O som já deixa claro o que está por vir: nuances exatas do rock misturando-se aos ritmos brasileiros. A faixa “Notícias” fala sobre rotinas, vitórias e derrotas do dia a dia, de forma sutil. Em inglês, “Just Fuck” explora o conceito de liberdade sexual e amorosa, enquanto bateria, baixo e guitarra fazem um diálogo psicodélico, entregando referências do rock n’ roll e blues. Quarta música, “Filmes” é uma canção densa e selvagem, que contrasta com a pegada tribal dos instrumentos. Realidade e fantasia ocupam o mesmo espaço em “Sonho do Sonho”, letra que explora a noção do que é real ou não, e mostra o sonhar como uma oportunidade de vivenciar experiências únicas.

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Prosseguindo, “Portas Abertas” trata de parar o mundo, e se deparar consigo mesmo e com as portas, infinitas possibilidades, encontrar a beleza da vida. A faixa traz um ritmo divertido em meio a uma letra que transparece a quebra de regras. Encorpada pela cozinha de Aline Vivas (bateria) e Leonardo de Castro (baixo), a voz e a guitarra de Rafael Figueira gritam em “Engano Padrão”. De ar pessimista, a canção é um desabafo, uma confissão da infelicidade de alguém, que não encontra seu lugar num mundo opressor. “Praia” é a descrição perfeita de um dia de diversão a beira-mar (só que não). O disco finaliza com a versão acústica e intimista de “Just Fuck”. O momento exato da composição foi capturado em fita cassete e chega ao público como bonus track.

O álbum “Barba Ruiva” faz um panorama do trabalho em progresso da banda, de 2005 até aqui. O trio selecionou algumas canções que harmonizam com o atual momento, e realizou a gravação em duas etapas. Primeiro, no Estúdio Superfuzz, em 2013, com Lisciel Franco, onde registraram bateria, vozes e algumas guitarras. Posteriormente, em 2017, ao lado do produtor musical Maurício Negão (Marcelo D2, Frejat) e produtor executivo Dudu Oliveira, que colaboraram na regravação, remixagem e masterização das faixas; junto do técnico de som Pedro Montano, do Estúdio Kultrix, onde foram gravados o baixo e as demais guitarras.

Composto por Rafael Figueira (lead vocal e guitarra), Leonardo de Castro (baixo e voz) e Aline Vivas (bateria e voz), o Barba Ruiva marca presença nos palcos do Rio de Janeiro desde meados dos anos 2000, quando os músicos retornaram ao Brasil após uma longa residência nos Estados Unidos. Desde então, os integrantes atuam como compositores, escritores, atores e realizadores culturais. Com o lançamento de seu primeiro disco, o power trio sedimenta seu nome com um dos sons mais instigantes e de personalidade na efervescente cena carioca.

Ouça o álbum “Barba Ruiva”:

Acompanhe a banda Barba Ruiva:

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