Bienal Internacional do Livro 2019: evento de referência na literatura nacional

Os números dessa edição da Bienal Internacional do Livro, que vai até o dia 8 de setembro, na capital carioca, expressam a magnitude do evento: o público aguardado é de 600 mil pessoas; foram convidados mais de 300 autores internacionais e nacionais; 44 milhões de reais é o valor do investimento total e cerca de 5,5 milhões de obras estarão disponíveis para venda.

O ano de 2019 marca a consolidação de mais uma grande festa do livro no estado do Rio de Janeiro. A diretora da Bienal, em entrevista ao jornal O Globo, explicou que as crises sofridas por grandes livrarias brasileiras não chegou aos eventos de literatura. “As pessoas querem ler e comprar livros. Em 2017, cada visitante comprou cerca de seis livros, mais do que a média de leitura anual do brasileiro”.

Por isso, a Bienal desse ano trás inovações no que diz respeito ao espaço e ao conforto de seus visitantes. “A principal novidade deste ano foi dividir a Bienal por pavilhões, com o Pavilhão das Artes e o Pavilhão Laranja que transformamos num espaço para o público infantil, com praça de alimentação e fraldário”, conta Tatiana.

Essa edição tem a programação voltada totalmente para a diversidade. “A principal marca é a capacidade de congregar diversos assuntos, como crise da democracia, fake news, meio ambiente e igualdade de gênero, todos os temas que se discutem hoje numa mesa de bar ou no Facebook. No fim, o que precisamos é formar leitores”, explica Tatiana.

Nos dias que em que a feira ainda acontece, será possível assistir a Mauricio de Sousa, o criador da “Turma da Mônica”, num bate-papo sobre o lançamento do livro “Viagem ao Japão e ao Brasil”. A autora queridinha dos adolescentes, Thalita Rebouças, promete levar centenas de fãs para o debate “Ela disse, ele disse”.

Quem gosta de mesclar artes não vai querer perder a mesa “Muito além da música” com mediação de Zeca Camargo, Elza Soares e Martinho da Vila como convidados e um papo sobre política, racismo e feminismo. Os apaixonados por clássicos, que viveram a adolescência dos anos 90, terão a chance de assistir à mesa “Relendo Monteiro Lobato” com o autor de diversos clássicos da literatura infantojuvenil brasileira Pedro Bandeira.

A escritora Conceição Evaristo, que será homenageada como personalidade literária do ano do Prêmio Jabuti em outubro, comparece a duas mesas redondas: “Machado de Assis e a literatura negra” e “Livro de cabeceira”. Outro destaque é a conversa entre o romancista best-seller francês Marc Levy e os jornalistas Edney Silvestre e Artur Xexéo, sobre adaptações literárias para teatro, TV e cinema.

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Encerrando a programação, Lisa Genova, autora do sucesso literário com “Para sempre Alice”, participa do papo “Neurociência e narrativas”. E Miriam Leitão, ao lado de Mário Magalhães e Melina Risso, fala em “Um longo olhar sobre o Brasil”, com mediação de Bernardo Mello Franco.

A programação completa pode ser vista no site do evento.

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