Arte indígena contemporânea, os 30 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, internacionalização de Carreiras musicais, cosmologias negro-africanas e os ciganos no contexto da pandemia são temas da série “Ideias” do #EMCASACOMSESC

Entre os dias 14 e 18, participam das discussões pelo YouTube do Sesc-SP o artista visual indígena Gustavo Caboco, o antropólogo e um dos fundadores do Estatuto da Criança e do Adolescente Benedito Rodrigues dos Santos, o músico João Suplicy, a coordenadora estadual do Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro-Brasileira Egbonmy, Conceição Reis de Ógùn, e o acordeonista de origem romani Marcelo Cigano

Com o objetivo de incentivar a reflexão no contexto desafiador em que nos encontramos, a série Ideias, promovida pelo Sesc São Paulo por intermédio de seu Centro de Pesquisa e Formação (CPF), traz a transmissão ao vivo de debates sobre as principais questões que tensionam a agenda sociocultural e educativa atual. Sempre às 16h, as conferências acontecem pelo canal do YouTube do Sesc São Paulo, com participação do público e tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Na terça-feira, dia 14, Das entidades virtualizadas: Uma conversa sobre Arte indígena Contemporânea traz o escritor e artista visual indígena Jaider Esbell, Naine Terena, multiartista indígena da etnia Terena e doutora em educação, e Gustavo Caboco, artista visual indígena da etnia Wapichana, falando sobre a arte indígena contemporânea. Sob a perspectiva de uma escuta transgeracional, eles abordam também as políticas de acesso às tecnologias e aos sistemas de informação, bem as questões da autonomia e da automediação. Apresentação de Sabrina da Paixão, pesquisadora do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc SP.

No dia seguinte, 15, o tema será os 30 anos do ECA – perspectivas para as infâncias e adolescências, e como os direitos das crianças e adolescentes estão sendo abordados em tempos de isolamento social. A conversa terá a presença de Benedito Rodrigues dos Santos, antropólogo e um dos redatores do ECA, Ana Cristina Juvenal da Cruz, professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Guilherme Perissé, advogado e fundador do coletivo Advogados Ativistas, defensor dos Direitos Humanos em especial de crianças e adolescentes e Lucineia Rosa dos Santos, doutora em Direitos Humanos pela PUC – SP. A mediação será de Ana Cristina de Souza, pedagoga e assistente na Gerência de Estudos e Programas Sociais do Sesc SP, e a apresentação de Sabrina da Paixão, pesquisadora do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc SP.

Seguindo com a programação, a conversa do dia 16, quinta-feira, traz o tema A Internacionalização de Carreiras Musicais, para falar sobre turnês, feiras de negócios e royalties de direitos autorais. Serão dadas dicas na área de gestão de carreira, estratégias que levem em conta a cadeia produtiva da música, os locais de música ao vivo, as feiras de negócios mais relevantes e como elas estão se organizando nesse contexto, quais as políticas públicas e manuais de exportação existentes e como funciona a remuneração da música em ambiente digital a partir de royalties de direitos autorais. Os convidados para o debate são João Suplicy, artista com mais de vinte anos de carreira que transita com naturalidade por diversos gêneros musicais, Dani Ribas, doutora em Sociologia pela Unicamp e Diretora de Pesquisa do DATA SIM e da Sonar Cultural Consultoria, com mediação e apresentação de Danilo Cymrot, pesquisador do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc SP.

Cosmologias Negro-africanas e valores civilizatórios é o assunto do encontro de sexta-feira, 17, um bate-papo sobre os modos de existência nas cosmologias negro africanas, os diálogos do ser humano com seu ambiente em suas múltiplas possibilidades de vida, do cuidar de si, do outro e da natureza na promoção de saúde. Com a presença de Egbonmy Conceição Reis de Ógùn, coordenadora estadual do Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro-Brasileira – INTECAB SP, Helena Theodoro Lopes, doutora em filosofia e Especialista em Cultura Negra e Carnaval, e Tiganá Santana Neves Santos, filósofo, cantor, compositor, instrumentista e doutor em filosofia (USP). O debate terá a apresentação e mediação de Hugo Cabral Carneiro, graduado em Educação Artística pela UNB e Animador Cultural do Sesc Pompeia.

Finalizando a semana, no sábado dia 18 acontece o debate Os ciganos no contexto da pandemia: vulnerabilidades e invisibilidades, abordando o recrudescimento do anticiganismo, os múltiplos impactos da pandemia do novo coronavírus sobre as populações ciganas itinerantes e possíveis caminhos para atuação coletiva. Com Aluízio de Azevedo Silva Júnior, cigano calon, jornalista, doutor em Comunicação e Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz, Ricardo Marcelo Luiz (Marcelo Cigano), acordeonista autodidata de origem romani e Jucelho Dantas da Cruz, cigano calon, doutor em Ciências Biológicas pela UNESP. O encontro contará com apresentação e mediação de Marcos Toyansk, pesquisador no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc SP.

Programação “Ideias” do #EMCASACOMSESC:

Terça-feira, 14 de julho

Das entidades virtualizadas: Uma conversa sobre Arte indígena Contemporânea
Nessa conversa, Jaider Esbell, Naine Terena e Gustavo Caboco falam sobre a arte indígena contemporânea sob a perspectiva de uma escuta transgeracional, cuja abordagem passa pelas políticas de acesso às tecnologias e aos sistemas de informação, bem como pelas questões da autonomia e da automediação.

Participantes:

  • Gustavo Caboco – Artista visual indígena da etnia Wapichana.
  • Jaider Esbell – Escritor e artista visual indígena da etnia Makuxi.
  • Naine Terena – Multiartista indígena da etnia Terena e doutora em Educação.

Apresentação:

  • Sabrina da Paixão – pesquisadora do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc SP.

Quarta-feira, 15 de julho

30 anos do ECA – perspectivas para as infâncias e adolescências
Em tempos de isolamento social, como estão abordados os direitos das crianças e adolescentes? Em julho de 2020, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completará 30 anos. Com ele, crianças e adolescentes passaram a ser vistos a partir dos seus direitos com o reconhecimento da proteção integral de todas as pessoas com idade entre zero a dezoito anos. Sabemos que diversas mudanças aconteceram, que muitos direitos ainda não são respeitados e que existem desafios a serem superados.

Nesse encontro, serão realizadas reflexões sobre os tempos atuais e como estão contemplados os direitos das crianças e adolescentes, além das perspectivas de um futuro incerto, mas que necessita de um olhar sensível sobre os diferentes contextos sociais e culturais que estes estão inseridos.

Participantes:

  • Benedito Rodrigues dos Santos – Antropólogo, pesquisador e consultor em Políticas para as Infâncias, Adolescências e Juventudes. Foi um dos redatores do ECA.
  • Ana Cristina Juvenal da Cruz – Professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no Departamento de Teorias e Práticas Pedagógicas e no Programa de Pós-Graduação em Educação. Integra o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFSCar (NEAB-UFSCar), é Vice-Diretora do Centro de Educação e Ciências Humanas e Vice Coordenadora do GT 21 Educação e Relações Étnico-Raciais da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação – ANPEd, gestão 2020-2021.
  • Guilherme Perissé – Advogado, fundador do coletivo Advogados Ativistas, defensor dos Direitos Humanos em especial de crianças e adolescentes e mestrando em Políticas Públicas pela Universidade Federal do ABC.
  • Lucineia Rosa dos Santos – Doutora em Direitos Humanos pela PUC /SP. Mestre em Direito do Trabalho pela PUC/SP e Bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Professora na Pontifícia Universidade Católica nas áreas de Direitos Humanos, Direitos Humanos dos Refugiados e no Direito da Criança e do Adolescente e na disciplina Direito de Igualdade Gênero – Racial. Advogada Militante nas áreas do Direito do Trabalho, Direito Previdenciário e no Terceiro Setor.

Mediação:

  • Ana Cristina de Souza – Pedagoga e assistente na Gerência de Estudos e Programas Sociais do Sesc SP, na área de Infâncias e Juventudes.

Apresentação:

  • Sabrina da Paixão – Pesquisadora do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc SP.

Quinta-feira, 16 de julho

A Internacionalização de Carreiras Musicais
Para falar de internacionalização de carreiras musicais é necessário falar de três pontos principais: turnês, feiras de negócios e royalties de direitos autorais. Num contexto de pandemia de Covid-19, em que viagens e participações ao vivo estão limitadas, quais seriam as alternativas para artistas e profissionais da área de gestão de carreiras? Para pensar em estratégias é necessário conhecer a cadeia produtiva da música e quais são os profissionais que atuam na internacionalização de carreiras; identificar informações sobre os locais de música ao vivo; estar atualizado sobre as feiras de negócios mais relevantes e como elas estão se organizando nesse contexto; saber quais as políticas públicas e manuais de exportação existentes; e como funciona a remuneração da música em ambiente digital a partir de royalties de direitos autorais, tanto em plataformas de streaming como em lives por meio de redes sociais.

Participantes:

  • João Suplicy – Artista com mais de vinte anos de carreira que transita com naturalidade por diversos gêneros musicais, sem perder sua identidade e criando um estilo próprio por meio da integração desses gêneros.
  • Dani Ribas – Doutora em Sociologia pela Unicamp, Diretora de Pesquisa do DATA SIM e da Sonar Cultural Consultoria. Foi consultora da UNESCO e do MERCOSUL CULTURAL em projetos na área da Música.

Mediação e apresentação:

  • Danilo Cymrot – Pesquisador do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc SP.

Sexta-feira, 17 de julho

Cosmologias Negro-africanas e valores civilizatórios
Bate papo sobre modos de existência nas cosmologias negro africanas, diálogos do ser humano com seu ambiente em suas múltiplas possibilidades de vida, do cuidar de si, do outro e da natureza na promoção de saúde.

Participantes:

  • Egbonmy Conceição Reis de Ógùn – Coordenadora estadual do Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro-Brasileira – INTECAB SP.
  • Helena Theodoro Lopes – Doutora em filosofia (UFG), mestre em Educação (UFRJ), pós-Graduação em Tecnologia Educacional – Fundação Konrad Adenauer (Alemanha); especialista em Cultura Negra e Carnaval; foi Vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos do Negro – CEDINE.
  • Tiganá Santana Neves Santos – filósofo, cantor, compositor, instrumentista e doutor em filosofia (USP). O seu fazer musical, artístico e político impele ao reconhecimento e à vivência de uma sonoridade afro-brasileira, endereçada à diáspora negra.

Apresentação e mediação:

  • Hugo Cabral Carneiro – Graduada em Educação Artística pela UNB e Animadora Cultural do Sesc Pompeia.

Sábado, 18 de julho

Os ciganos no contexto da pandemia: vulnerabilidades e invisibilidades
Nesta mesa, ciganos debatem sobre o recrudescimento do anticiganismo, os múltiplos impactos da pandemia do novo coronavírus sobre as populações ciganas itinerantes e possíveis caminhos para atuação coletiva.

Participantes:

  • Aluízio de Azevedo Silva Júnior – Cigano calon, jornalista, doutor em Comunicação e Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz. Assessor de Comunicação Social do Ministério da Saúde do Brasil.
  • Ricardo Marcelo Luiz (Marcelo Cigano) – Acordeonista autodidata de origem romani. Com Jucelho Dantas da Cruz – cigano calon, doutor em Ciências Biológicas pela UNESP e professor adjunto da UEFS.

Apresentação e mediação:

  • Marcos Toyansk – Pesquisador no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc SP.

*Com informações da Assessoria de Comunicação do Sesc São Paulo.

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