A força do power trio carioca Barba Ruiva explode no clipe da música “Filmes”

O power trio carioca Barba Ruiva lança “Filmes”, terceiro single do seu aguardado álbum de estreia. Após a ótima recepção dos lançamentos “Just Fuck” e “Sonho do Sonho”, a banda apresenta mais uma nova amostra do seu talento. Na canção, uma sonoridade selvagem contrasta com a letra minimalista, passando potência e qualidade instrumental. O lançamento e as músicas anteriores já estão disponíveis nas principais plataformas de streaming e marcam uma nova fase da banda. “Filmes” estreia com um clipe, dirigido e roteirizado pela baterista Aline Vivas.

Um dos nomes mais instigantes e repletos de personalidade na cena independente carioca, o Barba Ruiva é formado por Rafael Figueira (voz e guitarra), Aline Vivas (bateria e voz) e Leonardo de Castro (baixo e voz). No single “Filmes”, a musicalidade do trio transparece. A dinâmica dos instrumentos faz com que a música transborde, mostrando a verdadeira força do trio.

“Tem uma coisa meio minimalista, há momentos em que a bateria fica bem concisa e há outros em que ela vai explodindo, com vários elementos. O arranjo é bem diferente, incomum, não convencional. Essa música trabalha com uma sonoridade por vezes tribal, por vezes de tempestade, passando sensações”, define Aline.

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Entre as impressões que a canção “Filmes” passa, o estar sobrecarregado de imagens o tempo todo, de lembranças e emoções que nos acompanham, está sempre presente. O vocalista e compositor Rafael Figueira conta mais sobre a temática da música:

“A letra transmite imagens do que a gente percebe do mundo à nossa volta. É uma música que usa alegorias como carros, prédios, postes, nuvens, que observamos e passam pelos olhos. É uma tentativa de expressão imagética, de sensações. Não há uma mensagem, assim como um pensamento que surge e vai embora. E a música vai embora dizendo, ‘meu rosto dado ao vento/ joga um carteado de sentimentos.’ As coisas vêm e vão e se perdem de vista”, analisa.

“Filmes” faz parte do disco de estreia da banda, prestes a ser lançado e gravado em duas etapas: primeiro, no Estúdio Superfuzz, em 2013, com Lisciel Franco, onde registraram bateria, vozes e algumas guitarras. Posteriormente, em 2017, o produtor musical Maurício Negão (Marcelo D2, Frejat) e o produtor executivo Dudu Oliveira colaboraram na regravação, remixagem e masterização das faixas, com a ajuda do técnico de som Pedro Montano, do Estúdio Kultrix, onde foram gravados o baixo e as demais guitarras.

Produção anterior

Os músicos do Barba Ruiva já vem antecipando algumas das canções que estarão presentes em seu álbum. Em agosto, foi a vez de divulgar “Sonho do Sonho”, primeiro single da banda. Na música, o real e o imaginário ocupam o mesmo espaço.

“A letra é um poema relacionado, de certa forma, com o ser e o não-ser, e o ser duplo. Também fala de quando estamos adormecidos, porém alertas, apenas em outro estado de consciência, do cotidiano que a gente toca, ao mesmo tempo concreto e abstrato, e dessa crença de que existe um duplo – quando fala ‘eu sou seu eu em outro lugar’. É uma espécie de viagem astral”, explica Rafael Figueira.

A dualidade da letra explora a noção do que é real ou não, e mostra o sono como uma oportunidade de se libertar de amarras e vivenciar experiências únicas.

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“Durante o sonho, a gente vive outra realidade. Até que ponto o que vivemos quando estamos acordados é o real, e o que vivemos quando estamos dormindo não é real? Sonhar é uma dimensão da nossa existência, em que a gente também age e usa elementos do nosso pensamento e do nosso ser de forma livre, com possibilidades infinitas. Tem uma coisa de liberdade ligada ao sonho”, analisa Aline Vivas. “No sonho, a gente vive o que acredita, por isso a música tem um pouco da questão do otimismo”, complementa Leonardo de Castro.

Explorando esses conceitos, o vídeo dirigido por Sarah Abdala e desenvolvido pela produtora Pomar mostra ideias opostas, mesclando claridade e escuridão. A transição entre estes estados representa a trajetória do inconsciente, uma zona cinzenta onde não possível distinguir o real do imaginário.

A canção mostra algumas das influências da sonoridade da banda, que mescla ainda pitadas de blues, rock, MPB, psicodelia e samba, em uma verdadeira viagem no tempo e na música.

Assista ao clipe da música “Filmes”:

Assista ao clipe da música “Sonho do Sonho”:

Ouça a música “Filmes”:

Acompanhe os cariocas do Barba Ruiva: 

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