5 a Seco fala sobre a relação com os fãs, novo repertório e o trabalho como coletivo artístico

O coletivo paulista formado por cinco amigos músicos ganhou o coração dos fãs quando, em 2011, o DVD “Ao Vivo no Auditório Ibirapuera” caiu no gosto popular e os lançou para o sucesso de crítica e público. Simpáticos, acessíveis e divertidos, Pedro Viáfora, Pedro Altério, Leo Bianchini, Vinícius Calderoni e Tó Brandileone se surpreenderam com público que os aguardava, ansiosamente, na Concha Acústica, em Itabira.

Atração principal na noite do dia 22 de julho, no 43º Festival de Inverno de Itabira, os rapazes do 5 a Seco não esperavam tal recepção. “Então, a gente viu que tinha bastante gente… ficamos felizes, mas não sabíamos se era só pra ver a gente. Ficamos, acima de tudo, realizados por poder vir. Amamos Minas Gerais!”, conta Vinícius Calderoni.

Conhecido por terem um séquito de fãs militantes que, mais do que curtir o trabalho, divulgam e fazem compartilhamentos em massa dos vídeos e composições, o 5 a Seco vem ganhando destaque no cenário nacional. “Sem dúvida essa participação dos fãs foi muito decisiva no acontecimento do 5 a Seco nas nossas vidas. A banda foi ganhando uma proporção e um alcance que a gente nem supunha, no começo, por conta dessa dedicação de cada pessoa que se identificou com o trabalho, pegou para si e passou a diante. É algo muito genuíno e que nos deixa muito felizes. Sentimos que nosso trabalho é tijolinho a tijolinho. Não procuramos, e nem quisemos, um estouro fácil ou algo que não fosse esse tipo de disseminação tão verdadeira e visceral”, explica Vinícius.

Apesar do sucesso do coletivo 5 a Seco, cada um deles tem suas próprias carreiras individuais. Para eles, equilibrar os trabalhos pessoais com a banda é algo que acontece de forma extremamente orgânica e natural. “A banda é um coletivo, um momento em que a gente se encontra para fazer acontecer o 5 a Seco e, paralelo a isso, a gente faz os nossos trabalhos e vai fomentando um ao outro. Dá para conciliar e não é difícil porque uma coisa vai alimentando a outra”, descreve Pedro Viáfora. “Nesse contexto as narrativas ficam enriquecidas e isso é bem interessante. É um grande desafio, mas vencê-lo torna a coisa forte e genuína”, completa Leo Bianchini.

Graças à luta pela produção autoral e o sucesso de seu trabalho enquanto coletivo artístico, o 5 a Seco se tornou uma forte inspiração para os novos músicos. “Acho que a gente se transformou em inspiração mais por uma questão de idade. Somos de uma geração que pegou a internet no começo e hoje, por causa dela, tudo muda a cada segundo. Talvez esse pioneirismo seja fruto desse avanço nas comunicações”, reflete Pedro Viáfora. “Mas é também uma via de mão dupla. Esse lance de que quem veio antes é sempre a inspiração, de uma certa maneira, é uma retroalimentação. Hoje, nós somos muito alimentados por gente que veio depois de nós e que vamos conhecendo no caminho”, finaliza Vinícius.

Sobre os novos projetos, o 5 a Seco já está em processo de produção. “O show que apresentamos em Itabira já é um vislumbre desse novo trabalho chamado ‘Síntese’. A gente resolveu fazer um caminho mais parecido com o do nosso primeiro disco: antes de gravar, fizemos muito shows. Assim, a gente volta nesse formato de consolidar um repertório novo permitindo que as pessoas tenham contato com as músicas. Nessa relação com o público, conseguimos sentir e testar as canções para só depois gravar o CD. Isso deve acontecer no final deste ano para ser lançado no começo do ano que vem”, conta Vinícius.

Confira a galeria de fotos da apresentação do 5 a Seco no 43º Festival de Inverno de Itabira:

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Tatiana Linhares. Muitas. Jornalista. Mineira. Tatuada. Outono e primavera. Pão de queijo. Livros. Música. Revistas. Cinema. Teatro. Futebol. Cruzeiro. Viagens de carro. Areia e mar. Esmalte colorido. Cerveja gelada. Família grande. Incontáveis amores. Paixonites agudas. Saudade. Simplicidade. Palavras