“E cantem mil canções em sustenidos, bemóis”: poesias e voz que se cruzam

“Enquanto eu viver / Quero estar de bem com a vida / Cantando os tributos/ Do amor à liberdade”. Os versos iniciais da música “De Bem com a Vida” traduzem bem o primeiro disco solo do cantor itabirano Karlo Kapo. E não só por intitular o álbum, chamado “Karlo, de Bem com a Vida”, mas também por contar um pouco do momento que o cantor vive. Aventurando-se em um projeto particular, o artista demonstra uma maturidade maior, não só em seu trabalho, mas também da maneira como entende e vivencia o cenário musical.

Porém, “Karlo, de Bem com a Vida”, é mais que um tributo ao crescimento musical de Carlos Cabeça – o alter ego de Karlo Kapo –, é também um reconhecimento à obra e o trabalho do poeta e músico itabirano Newton Baiandeira. Falecido em 2013, Baiandeira deixou uma vasta e importante obra artística que, agora, é homenageada pelo amigo a quem sempre incentivou a seguir a carreira musical. E, diga-se, uma homenagem merecida!

Carlos Cabeça esteve na redação do Trem das Gerais e contou um pouco sobre a produção desse disco. E, claro, não deixou de falar um pouco sobre o poeta Baiandeira. Confira esse bate-papo!

De onde surgiu a ideia de realizar esse projeto?

A ideia veio com o Newton [Baiandeira] ainda em vida. Ele sempre foi um cara que me incentivou a continuar tocando, falava que eu tinha um carisma que era difícil de encontrar por aí, então não era pra eu desistir. De uns tempos pra cá, uns dois anos antes da morte dele, ele falou: “Cabeça eu estou com umas músicas prontas e separo para você”. Ele via a demanda que era, por exemplo, produzir uma banda, então ele disse: “Cabeça faz um negócio pra você, eu tenho umas músicas e vou separar algumas que eu acho que tem a ver com você”. Acabou que ele veio a falecer e no outro ano abriu a Lei Municipal de Incentivo à Cultura, a Lei Drummond. Eu conversei com a Socorro [Villar Rocha], viúva dele, com os filhos e a família: “estou querendo apresentar esse projeto pra fazer um disco com a minha cara, mas com as músicas do Newton, seria um disco em homenagem a ele”. O projeto foi aprovado, a Transportes Cisne financiou todo o projeto e a ideia veio daí.

Como foi a seleção das músicas do Newton Baiandeira para esse álbum?

kapo_01A seleção das músicas, algumas delas foram por afinidade mesmo. “De Bem com a Vida” foi uma música que, quando o corpo dele estava sendo velado no Centro Cultural, eu perguntei para a Nayara [Villar, filha do Newton Baiandeira] se ela queria música e ela falou: “claro!”. Eu corri lá no escritório, imprimi as letras de “De Bem com a Vida”, que intitula esse disco, e entreguei pra todo mundo. Estavam lá o Nonoca, Romário, Nandy, Carlos, professor de violão, a turma toda pra prestar essa homenagem para ele. E foi essa música.

“Sô Turista, Uai!” tem muito a ver com os amigos que já tocaram. Então, a escolha desse repertório foi desse convívio que eu tinha com ele e contatos que eu já tinha com algumas músicas dele e algumas foram sugestões de amigos que eram próximos. Por exemplo, “Estrangeira” foi sugestão do Cléber Camargo, que escreveu a descrição do disco, a “Rasga os Óio de Te Ver” tinha muito a ver com o que eu estava vivendo naquele momento. O Newton é muito universal para falar as coisas, então elas tinham muito a ver comigo. “Trem que Leva Minas” não ia entrar e foi no último momento – vou gravar Newton e não vou colocar o “Trem” não pode, né!? Foi mais ou menos assim.

Como você se sente em gravar Newton Baiandeira e representar esse artista itabirano?

Muita responsabilidade. Eu acho que essa coisa desse coração forte batendo veio desde o início quando a gente começou a trabalhar as músicas e escolher o repertório. O Thiago [Mariano], filho do Newton, e que tem um timbre de voz parecido com ele, me recebia na sua casa para escolher essas coisas e a família dele estava junto. Eu acho que o Newton, depois de Drummond, é o nome mais forte que a gente tem como pessoa dentro de Itabira. E é uma responsabilidade muito forte porque é carregar o nome dessa figura que representa tanto para Itabira e, acho, tem tanto para representar ainda.

O acervo que me foi passado para a escolha de repertório tinha em torno de 600 músicas. Pra mim é motivo de orgulho pela confiança que me foi dada, e não só pela família, mas todo mundo que participou. O Genin, que fez essa arte [do disco], o próprio André, que produziu esse disco e é um itabirano que está em São Paulo e está muito bem nessa área de música – gravou com Gal Costa, Arnaldo Antunes, Karina Buhr… um cara que eu cheguei e chamei pra gravar e respondeu “claro, cara, já queria fazer alguma coisa por Itabira”. Então quando o André topou eu já estava alinhado com o Carlos Wagner, que é um músico belorizontino, na verdade é de [Governador] Valadares, estudou em São Paulo e se radicou em Belo Horizonte, e que é um grande amigo que eu tenho.

Chegou um momento em que a gente começou a fazer o trabalho, eram só pessoas daqui, gravar aqui, mas de repente a coisa começa a desandar. Acho que o próprio Newton lá de cima estava mandando “não é isso!”. Porque quando se mistura muito a questão da amizade com o seu trabalho você começa a lidar com situações que o amigo acha normal acontecer, então acabou que essas pessoas que estavam no início começaram a se esvair. E eu já estava cansado de ficar ligando e chamando. Eu liguei para o Carlos Wagner e ele respondeu “o querido, muito obrigado. É claro, vamos sim!”. Um mês depois ele estava lá em casa com a mulher e filho. Juntou com o Juninho Ibituruna [baterista e percursionista]e a gente fez essas oito guias aí.

Como era a sua relação com o Baiandeira?

Acredito que eu possa dizer que era de amizade, viu! O Newton, nas situações que ele precisava, sempre foi um cara que ajudei. E vem dessa situação: um dia estava na rodoviária tocando “SOS” do Raul Seixas e ele viu aquilo ali e fez questão de esperar. Foi aquele dia que a gente começou essa amizade. E a minha relação com ele era muito mais do que amizade, ele era um incentivador.

Ele era um cara muito na dele. Nunca me convidou para entrar na casa dele. Eu chegava na porta da casa dele, ele descia com o cigarro e fumava três cigarros na porta. Já tem o porãozinho que é pra fazer o memorial dele e essa é uma das ideias desse disco, de arrecadar um dinheiro para organizar as coisas dele lá.

Tem uma situação, que eu até falei há pouco tempo, que a coisa começou a ficar com mais afeto, eu acho, depois que eu mandei uma carta para ele falando que eu tinha passado por uma situação não muito agradável e ele falou com a Socorro, mulher dele: “olha essa carta aqui, ninguém se abre desse jeito assim com ninguém não”. Eu sempre fui um cara muito aberto e o Newton mais fechadão, mas conversava com todo mundo. E ele me respondeu com o poema das “Três Portas”. Mandei uma carta pra ele de quatro páginas e ele me respondeu com um poema de três estrofes. Então essa relação simples, sem cobrança e toda vez que a gente se encontrava alguma coisa saía dali.

O Mudrond, por exemplo, que é uma banda que eu participei, foi ideia teoricamente de uma conversa que eu tive com o Newton, que era colocar cachaça no Drummond. “Precisamos colocar cachaça no Drummond pro povo beber na rua porque está acontecendo uma coisa muito intelectual aí”, ele disse. Aí virou Mudrond que é Drummond na língua do Camaco.

O disco chama “Karlo, de bem com a vida”. Por que a escolha desse nome?

Primeiro pra fugir do Cabeça, mesmo. Do Cabeça do Juanitas, do Cabeça do Mudrond, do Cabeça do Uobá, Cabeça do Bar do Nilo. E Karlo é Carlos no vocabulário Esperanto, que é aquele vocabulário criado para se tornar uma língua universal e a escolha do Karlo foi essa. Ficou Karlo porque pode ser uma pessoa, uma marca ou uma banda, não sei. E o “De bem com a Vida”, a própria arte do disco mostra, é a música que passa essa energia e tem tudo a ver com a alma do Newton. Parece que ele tinha escrito o dia dele. Até pela letra quando você pega: “e quando eu morrer. Por favor/joguem meus restos”, então parece que isso estava subscrito.

O Kapo é cabeça, também em esperanto, e eu só usei esse Kapo para o Facebook mesmo. O Carlão mesmo disse que se você procurar Carlos Wagner no Facebook você não vai achar, você vai achar Pau de Arara Neto. É uma brincadeira com essa coisa de rede social e muitas pessoas me chamam de Karlo Kapo. No início estava estranhando, mas, cara, fui eu quem pus e é Cabeça. Mas pro disco mesmo ficou só Karlo.

Como foi o processo de gravação desse disco?Kapo_02

Então, vieram os recursos da Lei de Incentivo financiados pela Cisne, e a partir desses recursos foi feito o contrato com André Lima para produzir o disco. Foi o André quem fez toda a produção musical e coordenou esse trabalho. Coordenar significa colocar brilho nos arranjos, explorar o melhor de cada um. Eram três músicos: o André, que gravou os teclados, piano e o baixo; o Carlão, que gravou os violões; e o Juninho, que fez uma parte de percussão e, principalmente, a bateria.

O tempo do André era muito curto e a gente fez essas primeiras guias em uma reunião lá em casa [com Carlos Wagner e Juninho Ibituruna]. A gente fez essas guias e todo mundo ficou com elas em casa para ir escutando e ir acostumando com as músicas. O André marcou uma semana em um estúdio de um amigo dele – em que o Samuel Rosa e muitos outros usam em Belo Horizonte -, que é o Locomotiva. O estúdio é do Marcelinho Guerra, guitarrista do Wilson Sideral, e um produtor muito foda. Quem presta serviço deveria aprender com essas pessoas, porque independente de que se eu estivesse gravando uma bosta lá eles prestariam o serviço da mesma forma. E, assim, foi o André e a nossa surpresa foi isso aqui [o disco]. A gente ficou uma semana, de segunda a sábado, de duas da tarde a dez horas da noite, e gravamos esse disco todo. Só as vozes que, posteriormente, colocamos porque pensar as vozes depois de tudo pronto fica melhor pra colocar. O André ia ter que vir a BH pra isso, mas ele resolveu que seria melhor eu ir para São Paulo e terminar a gravação no estúdio dele. Fiquei uma semana na casa do André colocando as vozes. Na verdade foram três dias: coloquei três músicas no primeiro, três no outro e duas depois, no último dia.

Acho que ficou apenas “O Trem [que Leva Minas]” para o último dia e em São Paulo, com aquela neblina, acabei ficando rouco. Nesse dia acho que eu conversei com o Newton. Eu não estava fumando e eu fumei um cigarrinho só e a voz voltou. Aí deu pra gravar “O Trem que Leva Minas”, a última faixa. Se não desse para gravar teria que finalizar em BH.

E a escolha dos músicos que o acompanharam nesse trabalho?

Acho que essa escolha foi de afinidade mesmo. Isso começou aqui em Itabira. Primeiro eu tive meio que desvincular do projeto que eu já fazia parte [a banda Uobá]. A gente já estava meio parado nessa questão de produzir e estávamos praticamente juntando para tocar. E essa falta de ensaio e dificuldade de ensaiar como vou me programar com isso? Então veio da disponibilidade mesmo.

O Carlos Wagner, que é o Carlão, ele já é um amigo meu de mais de 10 anos e a gente nunca tinha tocado junto. E o Carlos tocou na banda Nem Secos, em bandas de jazz, viajou a América do Sul toda com projetos de música pra criançada com conscientização ambiental misturado com teatro e foi isso, por afinidade.

O Juninho Ibituruna foi a primeira vez que eu tive a oportunidade de trabalhar. E foi também um cara que eu expliquei o que era e ele falou “beleza, tô dentro”. Igual o Carlão: “muito obrigado, tô dentro”. Acho que foi no próprio sondar e como foi a resposta. Aqui as pessoas estavam se esvaindo. As pessoas que eu imaginava que gravaria estavam se esvaindo, e de repente uma pessoa que está a 200km de distância, o André a 500 ou 600km, falaram: “vamos topar esse trabalho”.

E teve uma participação na cuíca também?

É, teve o Bobô. O Bobô foi muito engraçado. É meu amigo também, sambista em Belo Horizonte, e participa dessas rodas todas. Eu liguei para o Bobô numa quarta-feira à noite pedindo pra ele colocar a cuíca em uma faixa [“Sô Turista, Uai!”] e ele topou. Numa quinta-feira ele saiu do serviço todo de branco, colocou a cuíca na moto e tocou. Com uma hora ele gravou.

E teve também Daniel Pantoja em uma faixa [“Procissões”]. O Pantoja foi outra pessoa incrível porque ele entrou em um ônibus aqui em Itabira, tipo meio dia, e foi pra Belo Horizonte, cara. Com dinheiro dele, com as coisas dele pra participar. Saiu daqui [Itabira] na sexta-feira, gravou o dia inteiro e foi embora na mesma sexta-feira. Foi e voltou com recurso dele. Porque é apertado. Quando apresentei o recurso de R$ 24 mil o André falou: “vai gravar com R$ 24 mil?” Mas era o que eu tinha. Então espreme o seu um pouquinho, eu espremo o meu um pouquinho, e por aí vai. Mas no final eu acho que a amizade, como a do Daniel e do Bobô, fez isso, mesmo sem salário, vamos dizer. Mas isso que está aqui, gravado, eu acho que já trouxe um retorno pra gente.

Você vem de outros projetos como Amantes de Juanitas, Mudrond e Uobá. Qual avaliação que você faz dessa sua trajetória até chegar à gravação do “Karlo, de bem com a vida”?

Kapo_03Cara, eu acho que de crescimento, mas aprendendo sempre. Eu comecei como roadie com Nandy e os Minhocas, Banda Cor carregando instrumentos, viajando com eles. Eu sempre tive a graça, não sei, a benção, de estar com músicos muito bons. O Juanitas foi uma fase de aprendizado muito grande para todos nós – Tadeu, Mengueles. Tadeu e Mengueles até a última banda em que eu participei nós estávamos juntos. E, cara, isso vem desde 1997, que eu acho que foi o primeiro show que fizemos com a Amantes de Juanitas. E foi muito amadurecimento. O Mengueles ainda tocava guitarra todo desafinado e eu então nem se fala. Não sei como tinha gente que nos escutava.

Depois que acabou o Juanitas a gente estava mais maduro, foi quase 10 anos de Juanitas, e veio a ideia do Mudrond com o Gustavo Negão, que tinha uma banda no bairro Amazonas. Eu tô falando isso tudo resumidamente porque eu acho que tive a oportunidade de tocar com todo mundo, de tocar ou fazer um som. Até a Uobá, que eu nunca vi uma soma tão bacana. Tadeu e Mengueles com quem já tenho essa história toda. Tadeu um grande baterista e Mengueles é um personagem; O Debrau, de guitarrista aí em termos de pressão não tem, ele já tinha a Quebra Cabeça, então o cara já tinha banda e veio com isso; o Formiga, um sambista; e eu que já vinha da história com esses caras. Olha que mistura louca. Tanto que em qualquer lugar que tocava o balanço era aquele.

Nesse projeto tive que abrir mão dessas coisas ou fui excluído de outras, normal. Eu acho muito engraçado porque o vocalista não pode pertencer a outro projeto porque vem aquele clichezão: “pô, carreira solo e tal”. Mas o guitarrista, baterista, baixista, roadie, operador de som pode ser igual mulher da vida, tocar com todo mundo da cidade que ninguém está nem aí. Agora, quando é a cara, aquela mesma cara que segura quando o dia está ruim ou no dia que está bom, não pode. Então, até nesse ponto esse crescimento veio para mim. Foi o que me levou a fazer isso, esse projeto é minha responsabilidade. O que foi feito aqui, agora, podem falar que é o Cabeça. Então essa é a grande dificuldade. Acho que o Juninho Ibituruna me mostrou isso mais que todo mundo: “o cara, é possível se você juntar com as pessoas que estão realmente a fim de fazer”. Então foi isso: gravamos, eu acredito, um excelente disco com três, quatro músicos e um cantor.

Já ouvi falar que Cabeça não é músico. Outro dia escutei isso aí na rua: “Cabeça é músico?”. A coisa chega a ser louca que alguém espalha, planta alguma coisa e dissemina o mal pra mim: “o Cabeça é músico? Quando arruma um dinheiro sai fora”. Eu sou cantor, realmente não sou músico, mas o meu instrumento é a minha voz e o que eu faço com o meu instrumento é fazer as coisas acontecerem. E tá aqui [o disco]palpável.

E qual o seu sentimento com esse trabalho?

Se eu nunca mais fizer nada com música, o que eu duvido muito, eu acho que isso, gravar esse disco, por exemplo, me trouxe a oportunidade de conhecer a Karina Buhr. Eu a vi no estúdio chegando sozinha, pegando um tambor, e gravando uma música só ela – com um tambor. E eu sempre fiquei dependente de um cara tocar comigo. Isso é preguiça, falta de dedicação, disciplina. Porque música, qualquer instrumento que você for trabalhar, é isso. Agora não! Com esse disco me fez voltar a ter coragem de pegar e tocar.

Agora, eu e Tadeu, olha o Tadeu aí de novo, vamos fazer uma viagem pra Bahia e depois descer pelo litoral até Florianópolis. Estamos levando bateria, violão, microfone e vamos fazer. Sem medo. Acho que sempre tive essa coisa de estar cercado de bons músicos, de boas pessoas principalmente, me dava certa comodidade de deixar a música fluir na alma e cantar rasgando a voz e dançar e pular. Mas ao mesmo tempo me deixou atrasado. Se me pedirem pra tocar uma música eu fico com vergonha porque o meu jeito de tocar não é igual nem a quando os caras estavam aprendendo, então pra que eu vou tocar se os caras tão sempre comigo aí. Então, o que esse disco trouxe pra mim foi esse amadurecimento e essa alimentação na coragem.

Aproveitei esse tempo pra voltar com essa ideia, como está acontecendo com os Filhos de um Poeta Morto [coletivo artístico que promove shows autorais em Itabira]. Itabira precisa somar nesse sentido, acabar com esse negócio de vaidade, cara. Se todo mundo, há tempos, olhasse um pro outro de forma a somar, a gente já estava longe. Mas Itabira tem um comodismo de que a Vale faz e a Prefeitura faz, mas quando alguém faz o próprio itabirano joga uma toalha fria em cima do negócio. E esse trabalho me trouxe isso, dos lugares que eu passei, das pessoas com quem convivi, os contatos que eu fiz, de que o coletivo é muito forte. Acho que essa vai ser a minha próxima luta: formar um coletivo que possa somar com outros coletivos que estão vindo aí.

É o que eu sempre falei da maioria das bandas, parece que a Venal acabou agora, e olha pra você ver, que foi a banda itabirana, e posso afirmar isso, com exceção da K-57, que acabou lá atrás, que mais produziu. Os caras estão na internet. Na época da Amantes de Juanitas não tinha isso, mas olha os contatos dos caras pra fazer clipe, pra gravar, pra fazer um teaser.

Quais os seus próximos projetos?

Primeiro eu quero fazer um lançamento do disco. Quero trazer o André aqui pra tocar. A Fundação [Cultural Carlos Drummond de Andrade] me recebeu muito bem. Tinha a ideia de fazer no teatro, mas prefiro fazer na praça. No teatro acho que tem tudo a ver porque o disco não dá 50 minutos e pra fazer na rua tem que ter outros convidados pra continuar.

Tem a questão de gravar o clipe, que a gente deve agendar para o fim do ano ou início do ano que vem. São uns amigos que estão somando, então quando der pra todo mundo vai sair. Mas esse lançamento… deixa passar esse papo de crise e não ter dinheiro. Também estou vendendo o meu CD e já é um dinheirinho que ajuda nessa questão do lançamento.

No clipe a gente deve gravar a música “Procissões”, que é a música que o André mais gosta, que tem uma letra muito bonita. Ela tem uma letra até introspectiva, mas a harmonia ficou alegre. Foi a música que o Pantoja gravou. Essa música “Procissões” fala dessa coisa da gente se julgar o tempo inteiro.

Ouça a versão online do álbum “Karlo, de Bem com a Vida” aqui.

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