PORTUGUÊS: Um pouco mais de pegadinhas na Língua Portuguesa

Prezados leitores, conforme dissemos na coluna anterior, estamos tendo boa repercussão em relação à publicação de pegadinhas, principalmente porque muita gente está se preparando para prestar os diversos concursos país a fora.

Por isso, insistiremos na publicação de pegadinhas também nesta semana. Como já comentamos, elas podem ser um diferencial a favor dos concursandos e de quem utiliza a língua escrita e falada como ferramenta de trabalho.

Então, vamos às pegadinhas:

O ministro destinou vultuosa quantia para a execução do projeto – a sutil inclusão de uma letra — o u que sucede o t em “vultuoso — produz uma expressiva alteração de sentido em relação a vultoso. Vultuoso quer dizer inchado, volumoso. Vultoso significa muito grande, de grande vulto, elevado, enorme. A frase correta é: O ministro destinou vultosa quantia para a execução do projeto.

A esquadra de Cabral aportou na Bahia em 1500 – aportar quer dizer chegar, chegar ao porto, chegar ao aeroporto etc. Pela sua regência, aportar exige a preposição “a”. A frase inicial, depois da correção, fica assim: A esquadra de Cabral aportou à Bahia em 1500. 

Ele bebeu todo o aguardente que havia na garrafa – aguardente é palavra do gênero feminino e, por isso, usa-se com palavras também no feminino. Reescrevendo a frase inicial, com correção, temos: Ele bebeu toda a aguardente que havia na garrafa.

Se sentirem sede, utilizem o bebedor que está na sala de recepção – bebedor é aquele que bebe. O sufixo  “dor” designa o agente da ação de beber. Já bebedouro é o lugar onde se bebe. O sufixo “douro” informa o lugar, o local. Corrigindo a frase inicial, fica assim: Se sentirem sede, utilizem o bebedouro que está na sala de recepção.

Todas as vezes em que penso naquele acontecimento, sinto um aperto no coração – essa locução é temporal, portanto não se usa a preposição “em”, que é locativa. Então, a frase inicial, depois da correção, fica assim: Todas as vezes que penso naquele acontecimento, sinto um aperto no coração.

Antes de mais nada, devo manifestar o meu apoio a você por sua bela atitude – “mais nada” é uma expressão que, por si só, indica  inexistência de qualquer coisa, ou seja, negação total. O correto e coerente seria usar expressões do tipo antes de qualquer coisa, antes de tudo etc. A frase inicial, depois de corrigida, fica assim: Antes de qualquer coisa, devo manifestar o meu apoio a você por sua bela atitude.

O ministro disse que é na educação onde estão os mais difíceis problemas nacionais – esta pegadinha apresenta um discreto obstáculo, no qual tropeçam muitos concursandos. O pronome relativo “onde” só pode referir-se a lugar físico ou assim considerado como se o fosse. Empregam-se os pronomes relativos “no qual, na qual, nos quais, nas quais, em que”, sempre que o referente não for um lugar físico, um local, para evitar o uso indevido do pronome “onde”. A frase correta fica assim grafada: O ministro disse que é na educação em que estão os mais difíceis problemas nacionais.

Confundiu-me de modo excessivo as informações – esta pegadinha nos mostra como aumentam as chances de errarmos, quando se coloca o verbo na frente do sujeito. Sempre que se encontrar uma oração iniciada por verbo, deve-se, antes de qualquer análise, se possível, colocá-la em ordem direta, isto é, distribuí-la nesta ordem:  sujeito, predicado, complementos e adjuntos. Então, corrigindo o erro em questão, a frase inicial fica assim: Confundiram-me de modo excessivo as informações.

A famosa modelo pousou durante toda a tarde de ontem – só se fosse passarinho, avião ou outra coisa que voa. A modelo faz pose para o fotógrafo fotografá-la. Se faz pose, o verbo certo é posar. A frase inicial, depois de corrigida, fica assim: A famosa modelo posou durante toda a tarde de ontem.

Na próxima semana, para dar um descanso aos leitores, a coluna abordará outras questões igualmente importantes relativas à língua portuguesa. Então, boa leitura e até semana que vem.

Fonte de pesquisa: Portal Tudo Sobre Concursos.

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Celso Charneca Leopoldino é graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pós-graduação em Marketing para Executivos e MBA em Gestão Socioambiental. Fez vários cursos nas áreas de gestão social e de gestão de comunicação estratégica. Possui mais de 35 anos de experiência em comunicação empresarial, gestão social, relações com comunidades e relações institucionais.