PORTUGUÊS: Semântica – Parte 1

Prezado leitor, o Carnaval acabou ontem, dia 28 de fevereiro. Com ele foram-se os dias de folga, o período dos “pés pra cima”, o doce e gostoso ócio nosso de cada dia. A partir de hoje, 1º de março, como diz o povo, é que o ano realmente começa.

Palavras ao vento, é tempo de voltar à vidinha normal, aos deveres e obrigações cotidianas, à labuta em busca do pão nosso de cada dia, aos estudos e, principalmente, voltar nossas atenções para os concursos e provas com as quais estejamos envolvidos.

Nessa e nas próximas duas ou três colunas focaremos nossa atenção num capítulo muito importante da língua portuguesa: a Semântica. Em linguística, Semântica estuda o significado e a interpretação do significado de uma palavra, de um signo, de uma frase ou de uma expressão em um determinado contexto. Nesse campo de estudo se analisa, também, as mudanças de sentido que ocorrem nas formas linguísticas devido a alguns fatores, tais como tempo e espaço geográfico.

Vamos abordar, nos nossos próximos encontros, a linguagem e seus tipos, a língua (falada e escrita) e a fala e signo. Além disso, mostraremos a significação das palavras, ou seja: sinônimos, antônimos e polissemia; homônimos e homônimos perfeitos; e, parônimos.

Então, vamos lá!

Linguagem é a capacidade que possuímos de expressar nossos pensamentos, ideias, opiniões e sentimentos. A Linguagem está relacionada a fenômenos comunicativos; onde há comunicação, há linguagem. Podemos usar inúmeros tipos de linguagens para estabelecermos atos de comunicação, tais como: sinais, símbolos, sons, gestos e regras com sinais convencionais (linguagem escrita e linguagem mímica, por exemplo). Num sentido mais genérico, a Linguagem pode ser classificada como qualquer sistema de sinais que se valem os indivíduos para comunicar-se.

A linguagem pode ser Verbal: aquela que faz uso das palavras para comunicar algo. E, pode ser também, Não Verbal: aquela que utiliza outros métodos de comunicação, que não são as palavras. Dentre elas estão a linguagem de sinais, as placas e sinais de trânsito, a linguagem corporal, uma figura, a expressão facial, um gesto etc.

A Língua é um instrumento de comunicação, sendo composta por regras gramaticais que possibilitam que determinado grupo de falantes consiga produzir enunciados que lhes permitam comunicar-se e compreender-se.

A língua possui um caráter social: pertence a todo um conjunto de pessoas, as quais podem agir sobre ela. Cada membro da comunidade pode optar por esta ou aquela forma de expressão. Por outro lado, não é possível criar uma língua particular e exigir que outros falantes a compreendam. Dessa forma, cada indivíduo pode usar de maneira particular a língua comunitária, originando a fala. A fala está sempre condicionada pelas regras socialmente estabelecidas da língua, mas é suficientemente ampla para permitir um exercício criativo da comunicação. Um indivíduo pode pronunciar um enunciado da seguinte maneira:

A família de Regina era paupérrima. Outro, no entanto, pode optar por:

A família de Regina era muito pobre.

As diferenças e semelhanças constatadas devem-se às diversas manifestações da fala de cada um. Note, além disso, que essas manifestações devem obedecer às regras gerais da língua portuguesa, para não correrem o risco de produzir enunciados incompreensíveis como: Família a paupérrima de era Regina.

Na próxima semana vamos falar sobre a língua falada e escrita, fala e signo. Abraços e até lá!

Fonte: Só Português

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Celso Charneca Leopoldino é graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pós-graduação em Marketing para Executivos e MBA em Gestão Socioambiental. Fez vários cursos nas áreas de gestão social e de gestão de comunicação estratégica. Possui mais de 35 anos de experiência em comunicação empresarial, gestão social, relações com comunidades e relações institucionais.