PORTUGUÊS: Revisão de dicas, curiosidades e conceitos

Prezado leitor, tudo bem com você? Tens acompanhado as dicas e curiosidades sobre português? E o que tem achado? Bem, como estamos nos encaminhando para o final do ano, momento em que muitas empresas e instituições fazem seus processos de seleção de pessoas, achamos conveniente rever diversos conceitos, dicas e curiosidades que, certamente, ajudarão naquela prova ou concurso.

A partir dessa semana, e ao longo de algumas outras, faremos uma completa revisão de assuntos abordados pela coluna, para que você fique melhor preparado. Vamos a elas?

Qual usar: precursor ou percursor?

Um pequeno erro de digitação pode transformar inventores em maratonistas ou o contrário. Afinal, as palavras “precursor” e “percursor” são parônimas e muito suscetíveis a confusões (basta fazer uma busca no Google Notícias para constatá-las).

Do latim praecursor, “o que vai à frente”, a palavra “precursor” aponta pioneirismo. Galileu Galilei, por exemplo, foi considerado o precursor da astronomia. Descartes, Bacon, Locke e Newton foram os pioneiros (ou seja, precursores) do Iluminismo.

Já percursor é aquele que faz um percurso (aliás, essa palavra não é tão utilizada). Em uma maratona, por exemplo, pode-se dizer que todos os participantes são percursores.

Para não confundir os dois, lembre-se de que o prefixo pre – exprime anterioridade (pré-escola, pré-aviso e a própria palavra prefixo). Quando quiser dizer que alguém foi o primeiro a realizar algo, portanto, use “precursor”.

“A longo prazo” ou “em longo prazo”?

Independentemente da duração do prazo – curto, médio, longo – recomendam vários gramáticos que se utilize “em”. Por quê? Pela impossibilidade do emprego da preposição “a” a respostas de perguntas como “Em que prazo a reforma terminará?”, “em que prazo será entregue o carro?”. Respostas: “em dez dias”, “em um mês”.

Da mesma forma, pergunta-se “em quanto tempo sua casa ficará pronta” e não “a quanto tempo sua casa ficará pronta?”. A preposição, portanto, é a mesma usada em “em quanto tempo?”, “em que período?”.

Não há motivos, porém, sendo a Língua Portuguesa mutável e constantemente modificada pelo seu uso, para não se registrar a forma corrente “a longo prazo”, tão usada atualmente, por indivíduos de todos os níveis de escolaridade. Não se trata, portanto, de um uso isolado: atualmente, vê-se mais o uso da expressão “a longo prazo” que “em longo prazo”. E a Língua precisa ser um lugar de aceitação do diverso. O Houaiss, seguindo esse pensamento, registra e aceita essas duas ocorrências.

E, então, qual usará: a expressão cujo uso está consagrado pelos gramáticos, mas vem caindo em desuso, ou a expressão ainda não aceita por todos eles, mas que tem sido a mais recorrente?

Boa leitura e até a próxima semana.

Fonte: Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Educação Continuada – CPDEC

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