Português, o nosso idioma pátrio

Fui, durante dois anos de minha vida, professor de Língua Portuguesa para estudantes da antiga 4ª série ginasial, em um tradicional colégio da Baixada Fluminense, no Estado do Rio de Janeiro. Bons tempos! Época em que o professor era respeitado como profissional e como gente.

Desde cedo fui seduzido pelas nuances que o nosso idioma pátrio carrega. Aprender a escrever corretamente após copiar, centenas de vezes, as palavras grafadas de forma errada, foi um grande aprendizado. Assim como aprender a interpretar textos e elaborar redações longas com início, meio e fim.

Fui, igualmente, seduzido pela possibilidade de uma palavra ou expressão significar duas ou mais coisas distintas, dependendo do sentido que se colocava na frase. Por exemplo, a expressão “Pois sim”, que pode significar positividade ou negatividade.

Tudo isso sempre me fascinou, devo confessar. E a árdua tarefa de repassar para os jovens um pouco do que sabia sobre a nossa língua exercia sobre mim uma atração quase fatal. Porque àquela época não era, e hoje continua não sendo, uma missão muito fácil para os professores resgatar nos estudantes o amor e o fascínio pela Língua Portuguesa.

Com essa coluna que ora inicio, tenho como pretensão tentar fascinar os leitores e fazê-los refletir sobre a importância do idioma português nas nossas vidas e, principalmente, na formação daqueles que, um dia serão os responsáveis pelos destinos do país.

A Língua Portuguesa não é de fácil trato. Poucos sabem colocar bem uma vírgula. Muitos não sabem a diferença entre acento agudo e acento grave. A grande maioria não coloca crase onde é pertinente. E a esmagadora maioria dos brasileiros desconhece que a ortografia, embora ainda não oficial, tem uma nova versão que veio para facilitar a vida de todos nós.

Quinzenalmente, a partir da próxima coluna trarei uma dica referente à nova ortografia. Sempre comparando como era antes e como ficou após a reforma ortográfica. Espero que essas dicas também fascinem os leitores e induzam-nos a despertar em seus filhos, amigos, parentes e quem mais conseguirem, o amor pelo nosso idioma pátrio.

O desenvolvimento de um país pode ser medido de diversas formas. Certamente uma delas diz respeito à educação. Quanto mais educado for um povo, mais desenvolvida será uma nação. E, por conseguinte, existirá menos violência, menos confrontos, mais saúde e bem estar, e mais qualidade de vida.

Na próxima coluna abordaremos a questão da acentuação correta. Até lá, espero que cada leitor faça uma reflexão sobre seus conhecimentos de Português. Afinal de contas, falar e escrever corretamente são componentes essenciais para quem quer se destacar. Até lá!

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Celso Charneca Leopoldino é graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pós-graduação em Marketing para Executivos e MBA em Gestão Socioambiental. Fez vários cursos nas áreas de gestão social e de gestão de comunicação estratégica. Possui mais de 35 anos de experiência em comunicação empresarial, gestão social, relações com comunidades e relações institucionais.