PORTUGUÊS: Novo Acordo Ortográfico Descomplicado – o que mudou?

Prezado leitor, conforme prometido, nessa quarta semana mostraremos um resumo das três colunas já publicadas, ou seja, o que mudou com o Novo Acordo Ortográfico.

Vamos ao resumo!

Trema

Não se usa mais o trema, salvo em nomes próprios e seus derivados.

Acento diferencial

Não é preciso usar o acento diferencial para distinguir:

  1. Para (verbo) de para (preposição)

“Esse carro velho para em toda esquina”.

“Estarei voltando para casa daqui a uma hora”.

  1. Pela, pelo (verbo pelar) de pela, pelo (preposição + artigo) e pelo (substantivo)
  2. Polo (substantivo) de polo (combinação antiga e popular de por e lo).
  3. pera (fruta) de pera (preposição arcaica).

A pronúncia ou categoria gramatical dessas palavras dar-se-á mediante o contexto.

Acento agudo

Ditongos abertos “ei”, “oi”

Não se usa mais acento nos ditongos abertos “ei”, “oi” quando estiverem na penúltima sílaba.

He-roi-co, ji-boi-a, as-sem-blei-a, i-dei-a, pa-ra-noi-co, joi-a.

OBS.: só vamos acentuar essas letras quando vierem na última sílaba e se o som delas estiver aberto.

Céu, véu, dói, herói, chapéu, beleléu, rei, dei, comeu, foi (som fechado – sem acento).

Não recebem mais acento agudo as vogais tônicas “I” e “U” quando forem paroxítonas (penúltima sílaba forte) e precedidas de ditongo.

Feiura, baiuca, cheiinho, saiinha, boiuno.

Não devemos mais acentuar o “U” tônico os verbos dos grupos “GUE/GUI” e “QUE/QUI”. Por isso, esses verbos serão grafados da seguinte maneira:

Averiguo (leia-se a-ve-ri-gu-o, pois o “U” tem som forte), arguo, apazigue, enxague, arguem, delinguo.

Acento Circunflexo

Não se acentuam mais as vogais dobradas “EE” e “OO”.

Creem, veem, deem, releem, leem, descreem, voo, perdoo, enjoo.

Outras dicas

Há muito tempo a palavra “coco” – fruto do coqueiro – deixou de ser acentuada. Entretanto, muitos alunos insistem em colocar o acento: “Quero beber água de côco”.

Quem recebe acento é “cocô” – palavra popularmente usada para se referir a excremento.

Então, a menos se que queira beber água de fezes, é melhor parar de colocar acento em coco.

Para verificar praticamente a necessidade de acentuação gráfica, utilize o critério das oposições:

Paroxítonas terminadas em “M” não levam acento, mas as oxítonas SIM: Imagem      armazém.

Paroxítonas terminadas em “ENS” não levam acento, mas as oxítonas levam: Jovens        provéns.

Paroxítonas terminadas em “L” têm acento, mas as oxítonas não levam porque o “L”, o “R” e o “Z” deixam a sílaba em que se encontram naturalmente forte, não é preciso um acento para reforçar isso: Útil              sutil.

É por isso que: as palavras “rapaz, coração, Nobel, capataz, pastel, bombom; verbos no infinitivo (terminam em –ar, -er, -ir) doar, prover, consumir são oxítonas e não precisam de acento. Quando terminarem do mesmo jeito e forem paroxítonas, então vão precisar de acento.

É isso! Na próxima semana, falaremos um pouco sobre o uso do hífen. Até lá!

Fonte: Paula Perin dos Santos

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Celso Charneca Leopoldino é graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pós-graduação em Marketing para Executivos e MBA em Gestão Socioambiental. Fez vários cursos nas áreas de gestão social e de gestão de comunicação estratégica. Possui mais de 35 anos de experiência em comunicação empresarial, gestão social, relações com comunidades e relações institucionais.