PORTUGUÊS: Novas curiosidades – fala popular

Prezados, no dia a dia é comum observarmos que muitas pessoas se confundem ao empregar certos termos da língua portuguesa. Veja a seguir uma lista com os termos que selecionamos e atentem para a forma padrão, buscando utilizá-la.

Você não come mortandela. O que você come é mortadela.

Aquele sujeito deitado na rua não é um mendingo, mas sim um mendigo.

Ninguém toma iorgute. Todos tomam iogurte.

A janela do seu banheiro não é uma vasculhante, mas sim uma basculante.

Seu sapato não possui cardaço, mas sim cadarço.

Nunca diga “haviam muitas pessoas no local”. Neste caso, o verbo haver não tem um sujeito com quem concordar, pois ele tem o sentido de existir. Logo, o correto é “havia muitas pessoas no local”.

Você não chega em casa meia cansada. Você chega meio cansada. Deixe a meia para colocar no pé.

Você não chega do futebol soando, a não ser que seja um sino. O correto é suando.

Não use a expressão “a nível de”, que é um modismo criado nos últimos anos. Use “em nível de”. Por exemplo: “O problema será resolvido em nível de diretoria”. A exceção ocorre quando nos referimos a um nivelamento. Por exemplo: “Esta cidade não fica ao nível do mar”.

Elimine as palavras seje e esteje do seu vocabulário, pois elas não existem. Nunca escreva para um amigo dizendo “seje feliz” ou “espero que esteje bem”.

Ninguém tem poblema ou pobrema. As pessoas têm problemas.

Minha mãe pediu para eu fazer, para eu comprar e não para mim fazer ou para mim comprar.

Não havia “menas pessoas” na aula ontem. Havia “menos pessoas”.

Você não apoia a cabeça em um trabisseiro, mas sim em um travesseiro.

Não peça trezentas gramas de queijo. É O grama e não A grama.

Ele não é di menor, nem di maior. É simplesmente maior ou menor de idade.

Ninguém desenha um asterístico. O correto é asterisco.

É bastante comum, principalmente no telemarketing, o uso excessivo do gerúndio. Não diga “vou estar mandando”, “vou estar verificando”, e sim, “vou mandar”, “vou verificar”. Por exemplo, se você disser: “esta semana estarei lhe enviando um e-mail”, pode parecer que passará a semana toda enviando um e-mail para a pessoa. Portanto, prefira dizer “esta semana irei lhe enviar um e-mail”.

Não existe evento beneficiente. Existe evento beneficente.

Você não vai gospir. Vai cuspir.

O peixe não tem espinho, mas sim espinha (dorsal).

Se você é homem, diga obrigado. Se for mulher, diga obrigada.

Não diga “fazem dois anos”. O verbo fazer, quando designa tempo, é impessoal. O correto é “faz dois anos”.

Então, gostaram? O emprego desses termos fora do padrão de linguagem é mais comum do que possamos pensar.

Até a próxima semana.

 Abraços!

Fonte: Só Português

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Celso Charneca Leopoldino é graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pós-graduação em Marketing para Executivos e MBA em Gestão Socioambiental. Fez vários cursos nas áreas de gestão social e de gestão de comunicação estratégica. Possui mais de 35 anos de experiência em comunicação empresarial, gestão social, relações com comunidades e relações institucionais.