PORTUGUÊS: Novas curiosidades da língua portuguesa

Prezados, seguindo a máxima de que “time que está ganhando não se mexe”, estamos publicando mais algumas curiosidades sobre a nossa língua pátria, o Português. E essas curiosidades afetam tanto o nosso dia a dia quanto a perfeita aplicação do português em provas, testes e outras situações.

Então, vamos às curiosidades?

Qual a forma correta: trisavô ou tataravô? Sabemos que o pai do pai é o avô, e que o pai do avô é o bisavô. Mas e o pai do bisavô? Muitos afirmam ser o tataravô, no entanto os dicionários Aurélio e Houaiss, por exemplo, definem o trisavô como pai do bisavô.

Tataravô é a forma paralela de tetravô, ou seja, aquele que seria pai do trisavô. Há, contudo, dicionários que preferem aceitar aquilo que o povo consagrou no dia a dia, ou seja, tataravô como pai do bisavô.

Obs.: a partir das formas tataravô ou tetravô, costuma-se utilizar numerais ordinais seguidos do vocábulo avô. Assim, temos:

Quinto avô (no lugar de pentavô)

Sexto avô (no lugar de hexavô)

Sétimo avô (no lugar de heptavô)

Oitavo avô (no lugar de octavô)

Nono avô (no lugar de nonavô)

Décimo avô (no lugar de decavô)

Uso do itálico

Devemos usar itálico para grafar as palavras estrangeiras? Depende. Sabe-se que, na produção de textos escritos em língua portuguesa, recomenda-se que sejam grafadas em itálico as palavras estrangeiras que ainda não tenham sido incorporadas ao idioma. Nesse sentido, é importante que se conheça uma série de palavras que não requerem o uso do itálico, uma vez que já foram incorporadas ao português.

De acordo com o Manual de Comunicação do Senado Federal, não se utiliza itálico nos seguintes estrangeirismos:

A: a posteriori, a priori, abstract, ad hoc, affaire, airbag, antidoping;
B: baby, baby-doll, baby-sitter, backup, bacon, banner, barman, bar-mitzvá, beagle, best-seller, bit, blitz, blog, blues, blush, boom, breakfast, brie, briefing, brownie, browser, brunch, buffet, bug, bureau, byte;

C: camping, campus, caput, carpaccio, cashmere, chantilly, chat, checklist, check-in, check-out, check-up, cheddar, chef, chester, chip, chop-suey, clipping, close, closet, coffee-break, commodity, copyright, corpus, curry;

D: deadline, default, design, designer, desktop, display, doping, download, drink, dumping;

E: e-book, e-mail, expert, expertise;

F: factoring, fast-food, feedback, feeling, flash, flashback, flat, fondue, freelancer, free shop, freezer, funk;

G: gadget, game, gay, gentleman, gigabyte, glamour, golf, gospel, gourmet, grill, gruyere;

H: habeas corpus, habeas data, hacker, hall, hamster, happy hour, hardware, hit, hobby;

I: iceberg, influenza, in natura, in vitro, input, insight, ipsis litteris;

J: jazz, jeans, jingle, jogging, joystick;

K: kart, ketchup, know-how;

L: lady, laptop, laser, lato sensu, leasing, light, link, lobby, log in, log off, log on;

M: make-up, marketing, marshmallow, mignon, milk-shake, miss, mister, mouse, muffin;

N: nécessaire, net, notebook, nylon;

O: off, office-boy, off-line, on-line, outdoor, outlet, overbooking, oxford;

P: paella, patchwork, pedigree, pen drive, per capita, performance, pickles, pickup, piercing, pin-up, pixel, pizza, playback, playboy, playground, pole-position, poodle, pub, punk;

Q: quantum, quiche, quorum;

R: rack, rafting, ranking, rap, rapper, rave, recall, record, reggae, relax, release, remake, replay, resort, réveillon, revival, rock, round, royalty, rush;

S: script, self-service, set, shopping, show, showroom, shoyu, sic, site, slide, slogan, smoking, smartphone, spam, spray, staff, standard, stand-by, status, stretch, stricto sensu, sushi;

T: tablet, tailleur, Teflon, telemarketing, ticket, timer, top, tour, trailer, transfer, trash, tsunami;

U: underground, upgrade, upload;

V: van, versus, videogame, Viking;

W: waffle, web, webmaster, wi-fi, whisky, workaholic, workshop;

Y: yakisoba, yang, yin, yin-yang, yorkshire-terrier;

Z: zoom

Gostaram? Até a próxima semana.

Abraços!

Fonte: Só Português

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Celso Charneca Leopoldino é graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pós-graduação em Marketing para Executivos e MBA em Gestão Socioambiental. Fez vários cursos nas áreas de gestão social e de gestão de comunicação estratégica. Possui mais de 35 anos de experiência em comunicação empresarial, gestão social, relações com comunidades e relações institucionais.