PORTUGUÊS: Não deixe a Língua Portuguesa derrubar você

Prezados leitores, mais uma coluna com algumas dicas e pegadinhas na Língua Portuguesa. Nunca é demais lembrar que as pegadinhas derrubam os menos atentos ao emprego correto da língua. Portanto, se você está se preparando para prestar concursos públicos, não custa nada dar uma “olhadinha” nas dicas.

Então vamos a elas:

Ganho apenas um mil reais por mês – não se mistura um (singular) com mil (plural). Com mil só se usam os numerais dois, três, quatro e os que exprimirem valor superior. Exemplos: Comprei mil quilos de farinha. Vendemos mil quilos de peixe, Transportamos dois mil suínos para o Nordeste. Trouxemos seis mil sacas de cimento. A frase inicial, depois da correção, fica assim: Ganho apenas mil reais por mês. 

O time perdeu porque seu centroavante não chutou em gol durante toda a partida – neste caso, quem acaba perdendo, verdadeiramente, é quem diz ou escreve uma frase dessas, desperdiçando a oportunidade de calar-se. O verbo chutar admite as seguintes regências: chutar a, chutar para, chutar contra ou, simplesmente, chutar. Exemplos:  O jogador chutou a gol. O jogador chutou para o gol. O jogador chutou contra o gol. O goleiro chutou para fora. O jogador chutou acima da trave. (E não: … em cima da trave).

A expressão dar chutes pode ser usada, também, com a preposição em. Exemplos: O jogador deu chutes na bola contra o gol adversário. A criança dava chutes na porta. A frase inicial, depois da correção, fica assim: O time perdeu porque seu centroavante não chutou a gol durante toda a partida. 

Ninguém sabe aonde eu moro! – aonde somente se emprega com verbos e expressões que indicam movimento: E agora! Vamos aonde? Determinaram sua ida aonde? Já, para designar um local, usa-se onde: Trabalho onde poucos teriam coragem de trabalhar. A frase inicial, devidamente corrigida, fica assim: Ninguém sabe onde eu moro!  

A obrigação do preenchimento da guia é do próprio contribuinte! – a palavra  obrigação exige um tipo de preposição, conforme o elemento ao qual se refere. Referindo-se a nomes, no sentido de fazer uma determinada ação,  exige a preposição “a”. Referindo-se a verbos, obrigação exige a preposição “de”. Já, referindo-se a nomes, usada sempre no plural (obrigações), no sentido de compromisso, exige a combinação das preposições “para” e “com”. Exemplos: A obrigação ao alistamento militar é intransmissível (fazer o alistamento). A obrigação de pagar as custas é do requerente. Todo técnico de futebol tem obrigação para com seus jogadores. A frase inicial, depois da correção, fica assim: A obrigação ao preenchimento da guia é do próprio contribuinte!

Se você ver o Marcos, diga-lhe que a data do concurso foi adiada! – esta frase representa uma pedra no sapato para muitos candidatos. O futuro do subjuntivo do verbo ver faz-se assim: vir, vires, vir, virmos, virdes, virem.  Então a frase inicial, depois da correção, fica assim: Se você vir o Marcos, diga-lhe que a data do concurso foi adiada! 

Depois que ouvi a notícia, fiquei curioso por conhecer aquela cidade – eis um equívoco no uso da regência nominal.  Curioso e  curiosidade pedem a preposição “de” para unirem-se a seus complementos. Algumas vezes, ficamos curiosos de ou temos curiosidade de alguma coisa, porém jamais por alguma coisa. Exemplos: Curioso de saber porque errava tanto, resolvi ler mais e estudar português. Curioso de vê-lo chegar àquela hora, quis saber onde estivera. A curiosidade infantil de entender como o rádio funcionava levou-o à faculdade de engenharia, na qual destacou-se como o mais qualificado aluno.

A palavra  curioso pode ser usada sem complemento. Algumas pessoas são levadas a confundir a regência nessa construção, achando, erroneamente, que curioso pede a preposição “por”. Exemplo: Sou curioso por estar sempre inquieto. Levando a frase acima à ordem direta, comprova-se que a preposição não é exigida pela palavra curioso, mas apenas é parte integrante do adjunto adverbial de modo: Por estar sempre inquieto, sou curioso. A frase correta então seria: Depois que ouvi a notícia, fiquei curioso de conhecer aquela cidade.

Até breve!

Fonte de pesquisa: Portal Tudo Sobre Concursos.

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Celso Charneca Leopoldino é graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pós-graduação em Marketing para Executivos e MBA em Gestão Socioambiental. Fez vários cursos nas áreas de gestão social e de gestão de comunicação estratégica. Possui mais de 35 anos de experiência em comunicação empresarial, gestão social, relações com comunidades e relações institucionais.