PORTUGUÊS: mais algumas dicas ortográficas

Prezado leitor, dando continuidade ao nosso estudo, nesta semana abordaremos a ortografia oficial e nuances importantes para quem vai prestar concurso ou fazer alguma prova.

Ortografia Oficial: como acertar qualquer questão no seu concurso!

Ortografia Oficial é um assunto muito presente em conteúdos programáticos de diversos concursos Brasil afora. Por isso trouxemos um artigo completo sobre o tema, que gera muitas dúvidas e curiosidades entre os candidatos que estudam Português no conteúdo programático de um concurso.

Importante ressaltar: aprenda Língua Portuguesa, depois comece a estudar para concurso. E para aprender a Língua Portuguesa, aprender a Ortografia Oficial é uma prioridade.

Ortografia Oficial, ou simplesmente Ortografia, é a parte da nossa gramática que se dedica a estudar a escrita correta das palavras.

Vamos para a origem dos componentes do termo “Ortografia”:

  • Orthos – palavra grega que exprime a ideia de direito, reto, exato.
  • Graphia – palavra latina que significa “escrever”.

Sendo assim, praticar Ortografia é escrever corretamente, conhecer as regras gramaticais que tornam a escrita de acordo com as regras da Língua Portuguesa, em nosso caso.

Quando falamos de “Ortografia Oficial” estamos nos referindo à Ortografia definida oficialmente no Brasil como a correta.

Alfabeto, consoantes e vogais

Essa é uma parte bem simples, mas é sempre bom falar um pouco. Lembre-se que uma das bases de qualquer língua, inclusive a Língua Portuguesa, é o alfabeto, onde estão definidos quais os sinais gráficos e quais os sons que cada sinal representa.

O alfabeto é formado pelas vogais (A, E, I, O, U) e pelas consoantes (B, C, D, F, G…).

Uma curiosidade sobre a classificação de vogais e consoantes se refere ao uso das letras Y, K e W.

Quando utilizá-las no Português? Vemos muitos concurseiros errando questões com pegadinhas desse tipo. Mas a partir de agora você não erra mais. Veja as duas possibilidades para a utilização dessas letras:

  1. Na transcrição de nomes própriosestrangeiros e de seus derivados portugueses: Katy Perry, Nova York, Disney World etc.
  2. Nas abreviaturas e símbolos de uso internacional: Kg (quilograma), W (Watt), Km (quilômetro) etc.

Se na parte de Ortografia Oficial do seu concurso for perguntado se qualquer substantivo comum (iogurte, ilha, vale, cabelo, cansaço) pode ser escrito com Y, K ou W não faça a besteira de escrever que sim.

Y, K e W só para abreviaturas e nomes próprios!

Os acentos

Quem nunca teve dúvida se uma palavra admite ou não acento? Esse é um dos principais erros nas questões de Ortografia Oficial dos diversos concursos. Para entendermos melhor sobre acentuação, é melhor saber para que serve a acentuação.

De maneira geral, a acentuação serve para modificar o som de alguma letra, fazendo com que palavras de escrita semelhante tenham leituras diferentes e, portanto, significados diferentes. Assim, o acento é utilizado para diferenciar SECRETÁRIA de SECRETARIA. BABA e BABÁ. MAGOA e MÁGOA.

Sem os acentos, essas diferenciações não poderiam ser feitas.

De maneira geral, podemos definir os acentos da seguinte forma:

  • ACENTO AGUDO: é representado por um traço voltado para a direita. É colocado sobre as vogais indicando que a sílaba onde ele está é tônica (tem o som mais forte). O acento agudo faz com que a vogal seja pronunciada de forma aberta. Exemplos: maré, jacaré, tórax, célebre.
  • TIL: o til é representado por um traço sinuoso (um “S” deitado). Ele torna nasal o som das letras A e O. Exemplos: canhão, interpõe, barão, constituição, leões.
  • ACENTO CIRCUNFLEXO: é representado pelo famoso “chapéu” em cima das vogais A, O e E. O acento circunflexo indica que a vogal deve ser pronunciada de forma fechada. Exemplos: judô, bônus, ângulo, acadêmico.
  • ACENTO GRAVE: o acento grave é semelhante ao agudo, só que virado para o lado esquerdo. Ele indica a ocorrência de crase. Mas sobre isso vamos falar mais adiante, de maneira mais aprofundada. Por enquanto, basta saber que o acento existe.

Você sabe utilizar os acentos adequadamente? Uma dica é falar a palavra mentalmente e tentar verificar se o som está de acordo com o significado e com o que está escrito.

Recapitulando: o acento agudo deixa o som da vogal mais aberto. O til faz com que o som fique anasalado. O circunflexo faz com que o som fique fechado.

Esse é outro tópico frequentemente cobrado no conteúdo de ortografia oficial.

Palavras homônimas e parônimas: fique atento a estas pegadinhas!

É importante você estar atento a dois conceitos importantíssimos, que tem feito muita gente boa cair em cascas de banana nas questões de Ortografia Oficial. Você já ouviu falar em palavras parônimas e homônimas? Entenda:

  • PARÔNIMAS são palavras com pronúncia e grafia semelhantes, mas significados diferentes. Exemplos: deferir (acatar) e diferir (adiar); tráfico (comércio) e tráfego (trânsito); flagrante (evidente) e fragrante (aromático).
  • HOMÔNIMASsão palavras que possuem a mesma pronúncia, mas significados diferentes. Exemplos: conserto (correção) e concerto (apresentação); são (do verbo ser e sadio); ser (verbo e substantivo).

Como gera muita confusão, esse é um tema bastante cobrado em questões de concurso. Fique atento a ele.

A partir de agora vamos abordar diretamente dúvidas comuns entre candidatos que têm dificuldade em Ortografia Oficial. É hora de aprender, na prática, como escrever corretamente.

Mal e Mau

Essa é uma das grandes dúvidas de quem escreve: devemos escrever “MAU” ou “MAL”?

Acho essa uma questão bem fácil de entender. “Mal” é o oposto de bem, e “mau” é o oposto de bom.

“Mal” será substantivo, quando estiver acompanhado de artigo ou pronome.

Exemplo: Preciso me curar desse mal.

“Mal” será advérbio quando modificar um verbo ou um adjetivo.

Exemplo: Mal me olhou e foi embora.

Já a palavra “mau” exerce sempre a função de adjetivo.

Exemplo: Você é um homem mau.

Para não errar, basta substituir “mau” ou “mal” por “bom” ou “bem”, e assim confirmar o correto uso gramatical da palavra.

Uso dos Porquês

Esse é outro grande dilema entre os candidatos a concurso público: como saber o correto uso dos porquês?

Aqui vai o esclarecimento definitivo dessa questão.

  • Porque (junto e sem acento) – o “porque” é uma conjunção explicativa. É um substituto da palavra “pois”. Então, quando couber essa substituição pode errar sem medo o “porque” junto e sem acento. Exemplo: eu estou gripado porque tomei suco gelado.
  • Por que (separado e sem acento) – o “por que” é utilizado no início de perguntas, ou como substituto de “o motivo pelo qual”. Exemplo (pergunta): por que você foi para o bar? Outro exemplo (motivo pelo qual): ninguém explicou por que nós brigamos.
  • Porquê (junto e com acento) – “porquê” nada mais é que um substantivo. Ele vem acompanhado de artigo, numeral, adjetivo ou pronome. Exemplo: ainda me pergunto o porquê desta multa.
  • Por quê (separado e com acento) – É usado no final de frases interrogativas. Exemplo: você deixou o livro no armário por quê?

Simplificando:

PORQUE – substitui por pois.

POR QUE – início de pergunta ou substitui por motivo pelo qual.

PORQUÊ – substantivo.

POR QUÊ – final de pergunta.

E aí, alguma dúvida?

Uso do X e CH

Uma das dificuldades no aprendizado da Língua Portuguesa diz respeito à quantidade de exceções existentes em relação a determinadas regras. O uso do “x” e do “ch”, por exemplo, traz essa dificuldade para os candidatos.

Mas podemos, de maneira geral, apontar as seguintes circunstâncias para o uso ou não uso dessas estruturas na ortografia oficial:

  • Costuma-se utilizar o “X” depois da sílaba inicial “me”. Exemplo: mexendo e mexicano.
  • Costuma-se utilizar o “X” depois da sílaba inicial “en”. Exemplo: enxergar e enxugar.
  • Costuma-se utilizar o “X” depois de ditongos. Exemplo: caixa, abaixar.
  • Costuma-se utilizar o “X” em palavras de origem indígena e africana. Exemplo: orixá e abacaxi.

Esses são os casos básicos onde você deverá usar o “x” no lugar do “ch”. Mas minha sugestão é que você leia muito e assimile a grafia das palavras independentemente das regras. Vai lhe ajudar muito mais na sua prova.

Fonte de pesquisa: Português, o seu sítio da Língua Portuguesa

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Celso Charneca Leopoldino é graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pós-graduação em Marketing para Executivos e MBA em Gestão Socioambiental. Fez vários cursos nas áreas de gestão social e de gestão de comunicação estratégica. Possui mais de 35 anos de experiência em comunicação empresarial, gestão social, relações com comunidades e relações institucionais.