PORTUGUÊS: Estilística – Vícios e Funções de Linguagem

Prezados leitores, hoje mostraremos um pouco mais dos vícios de linguagem. Esses pequenos vícios, rotineiros para muitos que não se preocupam com a língua portuguesa, podem levar candidatos à reprovação em concursos. Portanto, não custa nada dar uma pequena atenção ao português que, como todos sabem, tem peso de desempate.

Como estamos quase finalizando o assunto “Estilística”, vamos aproveitar a oportunidade para introduzir o capítulo sobre Funções da Linguagem.

Ambiguidade ou Anfibologia

Ocorre quando, por falta de clareza, há duplicidade de sentido da frase.

Exemplos:

  • Ana disse à amiga que seu namorado havia chegado. (O namorado é de Ana ou da amiga?)
  • O pai  falou com o filho caído no chão. (Quem estava caído no chão? Pai ou filho?)

Cacofonia

Ocorre quando a junção de duas ou mais palavras na frase provoca som desagradável ou palavra inconveniente.

Exemplos:

  • Uma mão lava outra. (mamão)
  • Vi ela na esquina. (viela)
  • Dei um beijo na boca dela. (cadela)

Eco

Ocorre quando há palavras na frase com terminações iguais ou semelhantes, provocando dissonância.

Exemplo: 

  • A divulgação da promoção não causou comoção na população.

Hiato

Ocorre quando há uma sequência de vogais, provocando dissonância.

Exemplos:

  • Eu a amo.
  • Ou eu ou a outra ganhará  o concurso.

Colisão

Ocorre quando há repetição de consoantes iguais ou semelhantes, provocando dissonância.

Exemplo:

  • Susaia sujou.

Funções da Linguagem

Sabemos que a linguagem é uma das formas de apreensão e de comunicação das coisas do mundo. O ser humano, ao viver em conjunto, utiliza vários códigos para representar o que pensa, o que sente, o que quer, o que faz. Sendo assim, o que conseguimos expressar e comunicar por meio da linguagem? Para que ela funciona?

A multiplicidade da linguagem pode ser sintetizada em seis funções ou finalidades básicas. Veja a seguir:

1) Função Referencial ou Denotativa / Palavra-chave: referente

Transmite uma informação objetiva sobre a realidade. Dá prioridade aos dados concretos, fatos e circunstâncias. É a linguagem característica das notícias de jornal, do discurso científico e de qualquer exposição de conceitos. Coloca em evidência o referente, ou seja, o assunto ao qual a mensagem se refere.

Exemplo: Numa cesta de vime temos um cacho de uvas, uma maçã, uma laranja, uma banana e um morango. (Este texto informa o que há dentro da cesta, logo, há função referencial).

2) Função Expressiva ou Emotiva / Palavra-chave: emissor

Reflete o estado de ânimo do emissor, os seus sentimentos e emoções. Um dos indicadores da função emotiva num texto é a presença de interjeições e de alguns sinais de pontuação, como as reticências e o ponto de exclamação.

Exemplos: a) Ah, que coisa boa! b) Tenho um pouco de medo… c) Nós te amamos!

3) Função Apelativa ou Conativa / Palavra-chave: receptor

Seu objetivo é influenciar o receptor ou destinatário, com a intenção de convencê-lo de algo ou dar-lhe ordens. Como o emissor se dirige ao receptor, é comum o uso de tu e você, ou o nome da pessoa, além dos vocativos e imperativo. É a linguagem usada nos discursos, sermões e propagandas que se dirigem diretamente ao consumidor.

Exemplos: a) Você já tomou banho? b) Mãe, vem cá! c) Não perca esta promoção!

Na próxima semana finalizaremos o assunto “Estilística”, mostrando as três últimas Funções de Linguagem.

E não esqueça: quem se prepara adequadamente sai na frente. Abraços!

Fonte: Só Português

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Celso Charneca Leopoldino é graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pós-graduação em Marketing para Executivos e MBA em Gestão Socioambiental. Fez vários cursos nas áreas de gestão social e de gestão de comunicação estratégica. Possui mais de 35 anos de experiência em comunicação empresarial, gestão social, relações com comunidades e relações institucionais.