PORTUGUÊS: Em português, palavras parecidas podem ser armadilhas

Olá, caros leitores, tudo bem com vocês? Gostaram da coluna da semana passada, quando abordamos o português de forma bem humorada? Pois é! Quando topamos o desafio de escrever sobre a nossa língua mãe, sabíamos das dificuldades que encontraríamos.

Em geral, as pessoas não veem o estudo do português como uma coisa prazerosa. Uns acham difícil, outros não conseguem discernir o que é sujeito de predicado. Outros tantos apenas estudam português para “passar de ano” ou conseguir pontos suficientes em concursos.

A proposta dessa coluna é mostrar que o português não é esse bicho papão que a maioria das pessoas imagina. Claro que, para fixar qualquer conteúdo, é preciso estudar. Ninguém nasce sabendo. Precisamos nos valer de ferramentas adequadas (no caso, o conhecimento do português) para alcançar o nosso objetivo.

Essa semana, meus amigos, trouxe para vocês um pouco mais de humor no ensino do português. Humor sutil, é bem verdade, mas que nos aponta para um aprendizado mais prazeroso. Então, vamos a ele!

Um amigo interessado no estudo da língua portuguesa perguntou se a frase “Premiê quer descriminar a posse e o cultivo de maconha” não deveria ser estruturada com o verbo “discriminar” no lugar de “descriminar”. A resposta é não, já que “discriminar” significa “perceber diferenças, distinguir, discernir”, como em “Ele não consegue discriminar o certo do errado”.

O verbo “descriminar” tem o mesmo sentido de “descriminalizar”, ou seja, “isentar de culpa, absolver, tornar evidente a ausência de crime ou contravenção”, como em “O advogado não conseguiu descriminar seu cliente”.

Abaixo denominamos as palavras que são muito parecidas na escrita de parônimas. Deve-se tomar muito cuidado ao escrever essas palavras para não se cometer inadequação. Veja mais alguns exemplos de palavras parônimas: arrear = pôr arreios e arriar = abaixar; amoral = indiferente à moral e imoral = contra a moral, libertino, devasso; comprimento = extensão e cumprimento = saudação; conjetura = suposição, hipótese e conjuntura = situação, circunstância; deferir = conceder e diferir = adiar; descrição = representação e discrição = ato de ser discreto.

Ainda: despensa = compartimento e dispensa = desobrigação; despercebido = sem atenção, desatento e despercebido = desprevenido; discente = relativo a alunos e docente = relativo a professores; emergir = vir à tona e imergir = mergulhar; emigrante = o que sai e imigrante = o que entra; eminente = nobre, alto, excelente e iminente = prestes a acontecer; infligir = aplicar pena ou castigo e infringir = transgredir, violar, desrespeitar.

Outros exemplos: intemerato = puro, íntegro, incorrupto e intimorato = destemido, valente, corajoso; ratificar = confirmar e retificar = corrigir; soar = produzir som e suar = transpirar; sortir = abastecer e surtir = originar; sustar = suspender e suster = sustentar; vultoso = volumoso e vultuoso = atacado de vultuosidade (congestão na face).

Gostaram? Até semana que vem. Abraços!

Fonte: UOL Vestibular / professor Dilson Catarino

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Celso Charneca Leopoldino é graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pós-graduação em Marketing para Executivos e MBA em Gestão Socioambiental. Fez vários cursos nas áreas de gestão social e de gestão de comunicação estratégica. Possui mais de 35 anos de experiência em comunicação empresarial, gestão social, relações com comunidades e relações institucionais.