PORTUGUÊS: Dicas para não errar nas provas

Prezado leitor, tudo bem com você? Espero que tenhas aproveitado os últimos dias para estudar e aperfeiçoar seu português. Os concursos estão por aí. Chamando aqueles que desejam estabilidade no emprego e tranquilidade na vida. Por isso resolvi trazer mais dicas importantes e que, às vezes, passam despercebidas aos nossos olhos.

Vamos às dicas?

Primar e prezar – A regência de

Prezo pela boa regência. Soou estranho para você? Não? Se soou, o desconforto deve ter sido causado pela regência errada do verbo. Para muitos, não causará nenhum estranhamento. Expliquemos, então, o erro para que todos sintam vontade de editar essa oração.

“Prezar” é sinônimo de “valorizar”. E assim como este é transitivo direto:

 Acima de tudo, prezo a responsabilidade no trabalho.

A empresa que conheci preza o meio ambiente em suas ações.

A regência de “prezar” é confundida com a do verbo “primar”. Em seu uso mais comum, “primar” é sinônimo de “notabilizar-se”. Com esse sentido, é um verbo transitivo indireto, ou seja, exige uma preposição antes do objeto que regerá.

O filme prima pelos seus grandes atores.

Ou seja, “destaca-se”, “notabiliza-se” pelos seus grandes atores.

Talvez fique mais fácil assim: a regência do verbo “prezar” é a mesma do verbo “valorizar”, um de seus sinônimos.

Valorizo sua coragem.

=

Prezo sua coragem.

E não

Valorizo  sua coragem

Prezo  sua coragem.

Aquela frase do início deveria ser: “Prezo a boa regência”.

Por que alguns verbos terminam com “s” e outros com “z”?

Já se perguntou por que alguns verbos, na escrita, apresentam “s” e outros “z” na última sílaba? Nas produções orais tudo se torna o mesmo som. Mas, na hora de escrever, para qual regra recorremos, se falar em voz alta ou mentalizar o som, nesse caso, não resolvem para grafá-los corretamente?

“Rivalizar”, “alisar”, “acusar”, “reluzir”, “improvisar”, “paralisar”, “cristalizar”.

Que razão há para que uns tenham “s” e outros “z” em suas terminações?

Simplesmente depende de qual palavra o verbo se originou. Muitos verbos se originaram de palavras que já contêm um “s” em sua sílaba final (exemplo: li-so). Assim, quando é acrescentada a morfologia de verbo a ela, o “s” mantém-se:

a + liso + ar = alisar

Da mesma forma, se contém um “z”:

re + lu+ ir = reluzir

Se não há “s”, acrescenta-se à morfologia de verbo, por convenção, “z”:

cristal + izar = cristalizar

Resumidamente, mantém-se o “s” ou o “z” da palavra que dá origem ao verbo. Se não houver nem um nem outro, acrescenta-se o “z” para transformá-la em verbo.

Verbos como “paralisar” e “improvisar” possuem “s” porque os substantivos que os originaram também o possuem.

Como essa é uma dúvida estritamente do campo da ortografia, é válido consultar um dicionário, impresso ou online, quando ela surgir. Afinal, a escrita permite planejamento prévio, correções, alterações e revisão.

Examinar como se escreve uma palavra não é vergonha para ninguém (muitas palavras temos mesmo que decorar).

Por isso, pesquise e evite equívocos. Ah, pesquise – com “s”!

Conforme já escrevi em outras ocasiões, a língua portuguesa é rica e múltipla de possibilidades. Atualizá-la em função das exigências do momento da comunicação é nossa tarefa e nosso desafio.

Fonte: Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Educação Continuada – CPDEC.

CLIQUE AQUI E LEIA OUTROS ARTIGOS DA COLUNA “PORTUGUÊS”

Comentários

Celso Charneca Leopoldino é graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pós-graduação em Marketing para Executivos e MBA em Gestão Socioambiental. Fez vários cursos nas áreas de gestão social e de gestão de comunicação estratégica. Possui mais de 35 anos de experiência em comunicação empresarial, gestão social, relações com comunidades e relações institucionais.