PORTUGUÊS: Dicas de língua portuguesa para quem vai fazer concurso público

Prezados leitores, a coluna desta semana se apresenta um pouco diferente. Ao invés das dicas, resolvi passear um pouco sobre os conceitos de alguns autores sobre concursos públicos. Como todos sabem, a língua portuguesa é responsável pela maioria das reprovações em concursos públicos. Isso porque muitos candidatos acreditam que já sabem a matéria e acham que não precisa estudar.

A autora do livro Gramática Aplicada a Textos e Questões de Concursos, Adriana Figueiredo, destaca que o estudo desta matéria para concursos é totalmente diferente do que aprendemos na escola. Segundo ela, as provas dos cargos de nível superior são bem mais difíceis do que as de nível médio. “Alguns candidatos não estudam da maneira devida e a língua portuguesa passa a ser um diferencial. Muitos professores de outras matérias me dizem que não conseguem ensinar seus conteúdos porque os alunos não conseguem interpretar os enunciados”.

Adriana informa, ainda, que o candidato precisa estudar por meio de livros específicos para concursos. E dá a dica: “Só consegue passar quem conhece muito bem a banca. Fazer umas dez provas já é uma boa preparação”, disse.

Já o diretor pedagógico da Academia do Concurso, Paulo Estrella, afirma que, conhecidas no universo de quem almeja fazer parte da carreira pública, as bancas organizadoras possuem um perfil diferente entre cada uma. Devido a isso muitos candidatos, além de estudar as disciplinas cobradas em concursos, também estudam a maneira como as bancas se comportam e cobram tais disciplinas.

Ele lembra que a FunRio é uma banca relativamente nova nos grandes concursos. O perfil dela vem se desenhando prova a prova. Essa banca vem cobrando questões literais, “letra da lei”, favorecendo mais a memória que o raciocínio do aluno. Para essa banca o candidato deve evitar perder muito tempo nas questões.

Dicas de Português

Português é fim e é meio. Saber a sua língua mãe é algo fundamental para se fazer a comunicação adequada. Sem o conhecimento da língua, não há como se aprofundar em nenhum outro ramo do conhecimento humano. Por isso, a sua exigência em nível tão alto nos concursos. Imagine um servidor público incapaz de redigir um ofício. O estudo da língua portuguesa é de uma importância gigantesca. As provas são extremamente difíceis e Português assume papel decisivo para a classificação ou não de um candidato.

O trabalho deve ser realizado em longo prazo. Inicialmente, se o indivíduo tiver grandes dificuldades, deve fazer um curso básico. Se a pessoa já vier com boa base, se estudou em boa escola, pode pular essa etapa e fazer um curso avançado específico (com média de 60 horas). A continuidade vem com os exercícios.

Importante enfatizar que o bom candidato de concurso público deve lembrar-se sempre de que o estudo não pode ser feito em prazo curto. É lógico que se pode fazer uma subdivisão do Português, mas não é o caminho mais adequado. Na atualidade, muitas questões trabalham com conceitos diversos da língua. Então, o importante não é mais estudar cada assunto como algo estanque, porém como algo que faz parte de um conjunto.

Na redação, por exemplo, pode-se fazer uma análise tanto do conhecimento gramatical do concurseiro, mas também de sua capacidade de organizar um texto, de desenvolver suas ideias com coerência e de argumentar com lógica. O estudo de redação também é de longo prazo, requer um professor empenhado que esteja disponível para corrigir muitas redações do candidato. O trabalho de redação é de evolução. O aluno faz uma e o professor corrige, demonstrando as falhas. Faz outra evitando repetir aquelas falhas e o professor corrige novamente, E esse processo deve se repetir muitas vezes. Enfim, é um trabalho de aperfeiçoamento.

Em relação às mais importantes bancas organizadoras de concursos no Brasil, vale a pena uma leve abordagem sobre o estilo de cada uma, abrindo caminho para que você, leitor interessado em concursos, aprofunde seus conhecimentos e seja vencedor.

Pelo estilo do CESPE, o aluno não resolve exatamente as questões, mas sim julga afirmações. Por esse motivo, trata-se de uma prova totalmente diferente. E não há um modelo de questões, já que depende muito do que o texto escolhido pela banca oferece. A melhor forma de o candidato estudar para o CESPE é fazer muitas provas da banca, para se acostumar ao estilo da banca. Com isso, terá chances de aprovação. Estudar alguns tópicos como conjunções, preposições, pontuação… é fundamental. Mas, repetindo, o Mais importante é fazer as provas anteriores do CESPE e se dedicar até o limite.

As provas da ESAF são muito inteligentes. Dificilmente é cobrada a identificação das funções sintáticas – exceto do sujeito -, das classes gramaticais ou das orações. É uma banca que enxerga a gramática não como fim, mas sim como meio, ou seja, um caminho para interpretar melhor o texto ou para redigi-lo corretamente. Sendo assim, são privilegiados alguns assuntos como pontuação, emprego do acento grave indicador de crase, colocação pronominal, regência, concordância e conectores (conjunções e preposições, fundamentais para a intelecção textual). Por fim, e não menos importante, é fundamental que o candidato faça as provas anteriores para se acostumar com o tipo de questão presente nas provas da ESAF.

A Fundação Cesgranrio faz provas extremamente interessantes. Trata-se de uma banca que privilegia o candidato que se esforça, que efetivamente estuda. A divisão de questões atende a uma razoabilidade: há um bom percentual de questões de interpretação – sempre muito bem redigidas, não dando margem a dúvidas -, e as de gramática percorrem geralmente os assuntos que se tornam fundamentais para o candidato escrever corretamente quando ingressa no serviço público: verbo, concordância, regência, colocação pronominal, crase, ortografia, pontuação, valores semânticos de conjunções e preposições.

Para as provas voltadas àqueles concursos que exigem ensino médio, a Cesgranrio sempre apresenta provas inteligentes. Vê-se, por exemplo, que se trata de uma banca preocupada em não redigir questões dúbias, sobretudo de interpretação de textos, fato que denota grande respeito pelo candidato. Algumas matérias são fundamentais para o concursando fazer uma boa prova: regras de acentuação, crase, regência, colocação pronominal, concordância nominal e verbal, pontuação, semântica de conjunções e preposições, flexão e vozes dos verbos. Por fim, também é fundamental o candidato resolver provas anteriores da Cesgranrio. Assim, ele se adaptará ao estilo das questões da banca.

Fonte: Marcelo Rosenthal, professor do site Concurso Virtual

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Celso Charneca Leopoldino é graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pós-graduação em Marketing para Executivos e MBA em Gestão Socioambiental. Fez vários cursos nas áreas de gestão social e de gestão de comunicação estratégica. Possui mais de 35 anos de experiência em comunicação empresarial, gestão social, relações com comunidades e relações institucionais.