PORTUGUÊS: Curiosidades da língua portuguesa – 10 palavras que não usávamos nos anos 90

Prezados, como muitos de vocês gostaram das curiosidades publicadas semana passada, ouso mostrar algumas outras curiosidades sobre a língua portuguesa. Imperceptíveis ao primeiro olhar, principalmente em função do nosso corre-corre diário, elas estão mais próximas do que imaginamos.

Então, prestem atenção!

O léxico de uma língua, o conjunto de todas as suas palavras, é um sistema em constante movimento, tanto de fora para dentro, como de dentro para fora. As palavras que veremos a seguir, tão comumente utilizadas pelos falantes de língua portuguesa, foram sendo introduzidas ao longo dos últimos anos em nosso idioma.

Bullying

Bullying é uma ação consciente, premeditada e persistente por parte de um estudante ou grupo de estudantes, designado agressor(es), para um aluno (vítima), causando medo, pressão e terror sobre o mesmo.” Essa é uma das definições do médico psiquiatra Daniel Sampaio para o anglicismo “bullying”.

Carregador

Se antes era um “homem que, em estações ferroviárias ou rodoviárias, aeroportos ou hotéis”, se encarregava de “transportar malas ou outros volumes”, agora usamos a palavra vulgarmente, mas para nos referirmos ao “aparelho que se liga à corrente elétrica e permite recarregar baterias ou pilhas”. Passamos a vida a pedi-lo emprestado para recarregar nossos telefones celulares.

GPS

O termo GPS é uma sigla que em português significa “sistema de posicionamento global”. Trata-se de um “sistema que, por meio de um conjunto de satélites, fornece a um aparelho móvel a sua posição em relação às coordenadas terrestres”. Agora, só se perde quem quer.

Hostel

Substantivo masculino que se traduz por “estabelecimento que fornece serviços de alojamento, em quartos privados ou coletivos a preços inferiores aos de um hotel”. Provém do inglês, hostel, que também significa “albergue” (na linha de palavras ligadas ao turismo em uso crescente desde 1990, também poderíamos ter escolhido “gourmet”, “lounge”, “vintage”).

Light

Pouco se falaria em produtos light em 1990. Diz o dicionário: “Que tem um valor calórico mais baixo do que outros alimentos do mesmo gênero” ou “que tem um teor alcoólico mais baixo do que outras bebidas do mesmo gênero”. Já em sentido figurado e pejorativo, “light” corresponde a algo “que evita ou ignora os aspectos mais complexos de determinada questão”, ou seja, “é uma abordagem suave, atenuada ou pouco profunda a determinado tema que geralmente não é tratado dessa forma”. Numa palavra, “leve”.

Probiótico

Na linha das preocupações com a saúde e o corpo, os “probióticos” entraram no léxico. Um “probiótico” trata-se então de uma “substância que contém organismos vivos favoráveis à saúde, quando tomado em doses certas, e que integra, sobretudo, a composição de produtos lácteos ou de suplementos alimentares”. Apareceu com a tendência de olhar os alimentos como medicamentos.

Reciclagem

É o “tratamento de resíduos ou matérias usadas de maneira a poderem ser reutilizados” ou ainda “atualização pedagógica, cultural, administrativa, científica, etc.”. Mas nem sempre foi assim. E finalmente temos uma palavra que não nos chegou pelo inglês, mas pelo francês “recyclage”.  Palavras associadas: “ambiente”, “biodiversidade”, “créditos de carbono”…

Sustentabilidade

“Qualidade ou condição do que é sustentável”, mas também “modelo de sistema que tem condições para se manter ou conservar”. É um termo muito empregado nos discursos políticos e empresariais.

Transgênico

Alvo das maiores polêmicas, o “transgênico” diz respeito a algo, na biologia, “a que foi acrescentado ou retirado um ou mais genes”. E também se diz “do ser, geralmente planta, a que foi alterado o código genético”.

Videoconferência

“Teleconferência que permite, além da transmissão da palavra e de documentos gráficos, a de imagens animadas dos participantes”.

Poderiam igualmente ter entrado nesta listagem de palavras que passamos a utilizar com frequência: airbagapps, banda larga, botox, clicar, deck, LGBT, lipoaspiração, mp3, papamóvel, piercingpodcast, smartphone, spoiler, tablettsunamiworkshop etc.

Que tal? Até a próxima semana.

Abraços!

Fonte: Só Português

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Celso Charneca Leopoldino é graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pós-graduação em Marketing para Executivos e MBA em Gestão Socioambiental. Fez vários cursos nas áreas de gestão social e de gestão de comunicação estratégica. Possui mais de 35 anos de experiência em comunicação empresarial, gestão social, relações com comunidades e relações institucionais.