PORTUGUÊS: Confira essas dicas e não erre mais!

Prezados leitores, tudo bem? Gosto muito de difundir dicas em português. Tenho convicção que elas funcionam melhor do que a leitura de textos longos ou tratados maçantes nos quais, o que mais importa, são as últimas linhas, onde os autores fazem um resumo direto e facilmente aplicável.

Então, vamos a elas! Vocês sabiam que a locução “por causa que” nem existe formalmente em português? Confira esse e outros erros muito comuns. No processo de construção textual, deve-se atentar às expressões responsáveis pela ligação. Com bom uso dos conectivos, o texto terá fluidez e lógica na transmissão das ideias.

1. Que (pronome relativo)

Nem sempre basta a ligação por meio de “que”. É preciso observar a exigência de preposição por parte do verbo. Vejamos este caso: “Era caótica a situação que chegávamos na Política.”

Apesar da ligação promovida pelo pronome relativo “que”, o verbo chegar – no sentido de atingir o termo do movimento de ida ou vinda – exige a preposição “a”.

Seguem enunciados adequados ao padrão:

  • “Chegar ao Congresso.”
  • “Chegar à sala de imprensa”
  • “Chegávamos a uma situação caótica.”

Diante disso, não se pode omitir a preposição, caso o verbo exija-a. Vejamos o primeiro exemplo, agora em acordo: “Era caótica a situação a que CHEGÁVAMOS na Política.”

2. Por causa que

Apesar de possuir registro na fala, no popular, não se encontra o registro formal dessa locução. Convêm expressões como “por causa de”, “por motivo de”, “devido a”, “porque”, “uma vez que”, por exemplo.

“Porque estava passando mal, a ministra calou-se.”

3. Sendo que

Na maioria dos casos, a expressão gerundial “sendo que” não tem nenhum valor circunstancial. No lugar dela, podem ser utilizados: conjunção, sinal de pontuação ou pronome relativo.

Veja este caso:

“Gosto muito deste professor, sendo que aquele é melhor.”

Não há, nesse exemplo, ideia alguma de causalidade, de motivo; o que existe é ideia adversativa: “Gosto muito deste professor, mas aquele é melhor.”

4. Você sabia?

Os verbos finalizados em -OAR e -UAR terão todas as pessoas do presente do subjuntivo grafadas com “e”. Vejamos o exemplo de “soar” (emitir ou produzir som) e “suar” (expelir suor pelos poros):

  • que eu soe, que tu soes, que ele soe, que nós soemos, que vós soeis, que eles soem;
  • que eu sue, que tu sues, que ele sue, que nós suemos, que vós sueis, que eles suem.

Nem todos os verbos de nossa Língua seguirão esse parâmetro da regularidade. Mesmo assim, ajuda muito observar a terminação do verbo, pensar em outros semelhantes a fim de que se facilite a conjugação.

Fonte: Dicas do professor de Língua Portuguesa Diogo Arrais

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Celso Charneca Leopoldino é graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pós-graduação em Marketing para Executivos e MBA em Gestão Socioambiental. Fez vários cursos nas áreas de gestão social e de gestão de comunicação estratégica. Possui mais de 35 anos de experiência em comunicação empresarial, gestão social, relações com comunidades e relações institucionais.