PORTUGUÊS: Concordâncias e pegadinhas

Prezado leitor, por meio dessa coluna, pretendemos apresentar algumas dicas sobre concordância e também pegadinhas que surpreendem aqueles concurseiros menos avisados ou desatentos. Olhem só!

  1. Para mim fazer ou para eu fazer? Lembre-se do que dizia sua professora de português: “Mim não faz nada”. Mim é um pronome pessoal oblíquo, por isso não pode vir antes de um verbo exercendo função de sujeito em uma oração.

Sendo assim, o correto é “para eu fazer”, “para eu falar”, “para eu estudar” e assim por diante.

  1. São uma hora ou é uma hora? O verbo deve concordar com as horas. Exemplo: É uma hora da tarde. Outro exemplo: São duas horas da tarde, são três horas da tarde e assim por diante.
  1. Anexo – é preciso atenção para acertar nessa concordância. Dizer que algo está em anexo é o mesmo que dizer que algo está anexado, por isso a palavra deve concordar com o substantivo a que ela se refere. Exemplo: Anexas seguem as cartas, ou, anexo segue o comprovante, ou ainda, os documentos solicitados estão anexos.

Em anexo é uma forma invariável, portanto, não vai para o feminino e nem para o plural. Exemplo: Em anexo, seguem as cartas. Segue o comprovante em anexo. Os documentos solicitados seguem em anexo.

  1. Em vez de ou ao invés de? “Em vez de” é usado como substituição. Exemplo: Em vez de elaborarmos um relatório, discutimos o assunto em reunião.

“Ao invés de” é usado como oposição. Exemplo: Subimos, ao invés de descer.

  1. Ao encontro de ou de encontro a? “Ao encontro de” dá ideia de harmonia, concordância. Exemplo: Os diretores estão satisfeitos, porque a atitude do gestor veio ao encontro do que desejavam.

“De encontro a” dá ideia de oposição. Exemplo: Os ideais do partido não estão indo de encontro a minha ideologia, por isso me afastei.

  1. Através ou por meio? Através expressa a ideia de atravessar. Exemplo: Ele olhava através da janela.

Por meio significa “por intermédio”. Exemplo: Os senadores sugerem que, por meio de lei complementar, os convênios sejam firmados com os estados.

  1. Precisa-se ou precisam-se? Nesse caso, a partícula “se” tem a função de tornar o sujeito indeterminado, ou seja, o verbo permanece sempre no singular, sem variar para o plural mesmo que o sujeito o faça. Exemplo: Precisa-se de estagiários.
  1. Implicar, implicar com ou implicar em? No sentido de acarretar, o verbo “implicar” não admite preposição. Exemplo: O acidente implicou várias vítimas.

no sentido de ter implicância, a preposição exigida é “com”. Exemplo: Ele sempre implicava com os filhos.

E quando se refere a comprometimento, deve-se usar a preposição em.

Exemplo: Ela implicou-se nos estudos e passou no concurso.

  1. De mais ou demais? Demais significa excessivamente e também pode significar “os outros”. Exemplo: Você trabalha demais.

De mais opõe-se a “de menos”. Exemplo: Alguns possuem regalias de mais, outros de menos.

Boa leitura!

Fonte de pesquisa: LFG Blog Acontece.

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Celso Charneca Leopoldino é graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pós-graduação em Marketing para Executivos e MBA em Gestão Socioambiental. Fez vários cursos nas áreas de gestão social e de gestão de comunicação estratégica. Possui mais de 35 anos de experiência em comunicação empresarial, gestão social, relações com comunidades e relações institucionais.