PORTUGUÊS: As pegadinhas em concursos continuam derrubando candidatos

Prezados leitores, 2016 começou com uma “enxurrada” de concursos. Em diversos veículos de comunicação é possível visualizar oportunidades de emprego pelo país, seja por intermédio de concursos para empresas públicas ou processos de seleção voltados para empresas privadas.

Dessa forma, e mais do que nunca, é necessário preparar-se adequadamente para as provas e estar atento às pegadinhas que elas nos pregam. Nunca é demais lembrar que as pegadinhas derrubam os menos atentos, fazendo com que eles deem adeus às oportunidades. A coluna está preocupada com isso e, mais uma vez, traz pegadinhas que podem tornar-se um diferencial positivo para quem estuda.

Vamos a elas:

Na prova, pediam-se cálculos difíceis de resolverem – a presente frase apresenta erro no uso do infinitivo. Não se flexiona o infinitivo que vem depois das expressões difíceis de, fáceis de, bons de, gostosos de etc. Exemplos: filmes difíceis de compreender. As explicações da professora são fáceis de entender. São trabalhos bons de realizar. Bolos gostosos de saborear. Então, a frase acima estará correta, se assim for escrita: Na prova, pediam-se cálculos difíceis de resolver. 

O preço do quilo da laranja varia entre um a dois reais – esta  frase é de relativa importância para quem vai prestar provas de concursos. Entre se relaciona com “e”, e não com “a”. Exemplo: O espetáculo começará entre vinte e vinte e uma horas. Se na frase não constar a palavra entre, tudo bem! Nesse caso, usa-se a preposição a. Exemplo: A altura da fogueira oscilava de trinta a quarenta metros. A frase inicial, depois da correção, fica assim: O preço do quilo da laranja varia entre um e dois reais. 

O touro investiu no capataz – nesta pegadinha, aborda-se a diferença de significado de um verbo, conforme a preposição que o acompanha. Veja, a seguir, os possíveis significados do verbo investir: 1 – usado com a preposição em, significa empossar, aplicar dinheiro: O presidente do tribunal investiu Márcio no cargo de analista.  Os corruptos investem em bolsas estrangeiras; 2 – no sentido de atacar é usado com as preposições contra ou sobre: A onça investe contra (ou sobre) o caçador. A frase inicial, depois de corrigida, fica assim: O touro investiu sobre (ou contra) o capataz. 

Fiquem absolutamente tranquilos, eu ressarço os acionistas – nesta pegadinha falaremos sobre um verbo com certas anomalias. Trata-se do verbo ressarcir. Esse verbo só é conjugado nas formas em que o acento tônico não incide no radical. Desse modo, o presente do indicativo só possui as formas:  ressarcimos e ressarcis. Quando não existe uma determinada forma verbal, substituímos por outra de mesmo significado. Em nosso caso, podemos permutar pelas  correspondentes formas dos verbos compensar, indenizar ou outro equivalente. Então, a frase inicial, depois da correção, fica assim: Fiquem absolutamente tranquilos, eu indenizo os acionistas. 

Estou sem nenhuma moral para fazer a prova – o vocábulo moral (a moral, no feminino) quer dizer  relativo à moralidade, aos bons costumes, que procede conforme à honestidade e à justiça, que tem bons costumes, diz-se de tudo que é decente, educativo e instrutivo (Dic. Michaelis). Um indivíduo sem nenhuma moral é um devasso. Já no masculino (o moral) quer dizer disposição do espírito, energia para suportar as dificuldades, os perigos; ânimo. Um indivíduo sem  nenhum moral é alguém desanimado, desmotivado. A frase inicial, depois da correção, fica assim: Estou sem nenhum moral para fazer a prova. 

A pessoa cuja a vida é tumultuada, certamente, não consegue concentrar-se em nada – não se pospõe artigo ao pronome cujo. A frase inicial, depois de corrigida, fica assim: A pessoa cuja vida é tumultuada, certamente, não consegue concentrar-se em nada. 

Até a próxima semana!

Fonte de pesquisa: Portal Tudo Sobre Concursos.

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Celso Charneca Leopoldino é graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pós-graduação em Marketing para Executivos e MBA em Gestão Socioambiental. Fez vários cursos nas áreas de gestão social e de gestão de comunicação estratégica. Possui mais de 35 anos de experiência em comunicação empresarial, gestão social, relações com comunidades e relações institucionais.