PORTUGUÊS: 48 dicas e pegadinhas – Parte I

Prezados leitores, existem competências obrigatórias para profissionais de qualquer área e o domínio do português é uma delas. Ainda assim, erros e dúvidas quanto ao uso correto da língua é uma constante, tanto nas relações pessoais quanto no mundo corporativo.

Erros frequentes refletem problemas na educação de base do brasileiro e muitas pessoas acabam ingressando no mercado de trabalho ou iniciando estudos para concursos públicos com muitas dúvidas.

Além de deficiências na formação básica, a falta de familiaridade com a escrita também contribui para o problema. Portanto, se você costuma consultar o dicionário e a internet para sanar dúvidas linguísticas pontuais, aproveite esse guia com as principais dicas e algumas pegadinhas presentes na Língua Portuguesa para você acertar nos concursos públicos e nas conversas do dia-a-dia.

A partir dessa coluna, publicaremos 48 dicas e pegadinhas que podem derrubar candidatos menos avisados ou despreparados. Prestem bastante atenção e estudem, pois essas dicas podem significar seu ingresso numa carreira longa e feliz.

Então, vamos começar com a grafia – erros e variações.

  1. Menos ou Menos?

“Menas” não existe.

Mesmo referindo-se a palavras femininas, use sempre menos.

  1. Zero graus ou zero grau?

Zero está no singular, portanto, o substantivo grau deve acompanhá-lo na flexão.

O correto é: Zero grau.

  1. Quatorze ou catorze?

Você pode ficar à vontade para usar qualquer uma das formas, visto que ambas estão corretas.

  1. Seje ou seja? Esteje ou esteja?

Esqueça o seje e o esteje. Essas palavras são usadas de forma errada na expressão oral.

Seja e esteja são as opções corretas.

  1. Troféis ou troféus?

Lembre-se: a terminação “éis” deve ser empregada apenas nas palavras terminadas em “el”, como papel, pastel, tonel, entre outras. Sendo assim, as palavras terminadas em “éu”, quando flexionadas no plural, devem levar a terminação “éus”.

Portanto, o correto nesse caso é troféus, chapéus, céus, etc.

  1. Ela quiz ou ela quis?

Assim como toda a conjugação do verbo querer (quiseram, quiseste, quisera, etc.), a palavra quis deve ser escrita com ‘s’.

O correto, então, é ela quis.

  1. Quite ou quites?

“Quite” deve concordar com o substantivo a que se refere.

Se for no singular, podemos dizer que “o contribuinte está quite com a Receita Federal”, por exemplo. Já no plural, “os contribuintes estão quites com a Receita”.

  1. Media ou medeia?

Há quatro verbos irregulares com final “iar”, são eles mediar, ansiar, incendiar e odiar.

Todos se conjugam como “odiar”, portanto, o correto é medeio, anseio, incendeio e odeio.

Exemplo: Ele sempre medeia os debates.

  1. Ao meu ver ou a meu ver?

“Ao meu ver” não existe. O correto é “a meu ver”.

Exemplo: A meu ver, o evento foi um sucesso.

  1. A ou há

Para indicar tempo passado, usa-se o verbo haver.

Exemplo: “Atuo no setor de controladoria há 15 anos”.

O a, como expressão de tempo, é usado para indicar futuro ou distância.

Exemplo: “Falarei com o diretor daqui a cinco dias”; ou, “ele mora a duas horas do escritório”.

Fonte: Dicas LFG Concursos.

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