PORTUGUÊS: 15 dicas para concurso — Parte 2

Conforme prometido, a coluna dessa semana traz nove importantes dicas de português para quem está prestando ou vai prestar concurso ou prova. Estude e não caia nas armadilhas escondidas nas entrelinhas.

Vamos às dicas!

“A princípio” ou “em princípio”?

Mais uma vez, essas duas expressões são parecidas e parecem substituíveis, mas significam coisas bem diferentes. “A princípio” é um equivalente de “de início”: “A princípio, achamos que ele estava em casa”.

“Em princípio”, por outro lado, é um equivalente de “em tese”: “Em princípio, devemos sair agora para chegar a tempo”.

“Se não” ou “senão”?

Essa é ainda mais difícil para quem estuda português para concurso, porque a única diferença é o espaçamento. “Se não” é usado em condições, como “se não terminarmos agora, podemos terminar amanhã”. “Senão” significa “a não ser”: “ela não fazia nada senão dormir”.

“Onde” ou “Aonde”?

Apesar de serem parecidas, essas duas palavras têm uma diferença sutil: “onde” é um lugar onde algo está, como na frase “onde você estuda?”. “Aonde” é um lugar para onde se vai – indica movimento: “ainda não sabemos aonde vamos”.

“A” ou “há”?

Quando se usa cada uma dessas palavras? O verbo haver é usado para indicar tempo no passado: “estudo aqui há 3 anos”. O “a” é usado para indicar futuro ou distância: “A reunião é daqui a dois dias”.

“Há dois dias” ou “há dois dias atrás”?

Apesar de ser muito usado na fala, “há dois dias atrás” é uma redundância: se tem o “há”, já está marcado que foi no passado e, por isso, não é preciso usar o “atrás”. Então, a forma certa no português é “há dois anos, fiz uma viagem inesquecível”.

“Precisa-se” ou “precisam-se”?

A partícula “se” torna o sujeito indeterminado, nesse caso, e não temos como concordar o verbo com um sujeito indeterminado. Por isso, ele permanece no singular: “Precisa-se de voluntários”.

“Tem” ou “têm”?

Essas duas palavras são, na verdade, conjugações do mesmo verbo: “tem” é na terceira pessoa do singular – “ele tem” – e “têm” é na terceira pessoa do plural – “eles têm”. Por isso, dependendo da frase, os dois podem estar certos.

“Prefiro…do que” ou “prefiro…a”?

Mesmo que, no dia a dia, nós normalmente digamos “eu prefiro morango do que banana”, essa não é a forma gramaticalmente correta de reger o verbo “preferir”. Na verdade, esse verbo pede a preposição “a”: “eu prefiro morango a banana”.

“A nível de” ou “em nível de”?

Por último, outra expressão que sempre traz confusão na prova de português para concurso. “Em nível de” significa “no âmbito”, como “os estudos serão feitos em nível de análise”. “A nível de” significa “na mesma altura”, como quando dizemos que algo está “ao nível do mar”.

Boa leitura e bons estudos!

Fonte: Blog Liga da Aprovação

CLIQUE AQUI E LEIA OUTROS ARTIGOS DA COLUNA “PORTUGUÊS”

Comentários

Celso Charneca Leopoldino é graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pós-graduação em Marketing para Executivos e MBA em Gestão Socioambiental. Fez vários cursos nas áreas de gestão social e de gestão de comunicação estratégica. Possui mais de 35 anos de experiência em comunicação empresarial, gestão social, relações com comunidades e relações institucionais.