PORTUGUÊS: 15 dicas para concurso — não se confunda!

Prezado leitor, essa é a nossa 201ª coluna sobre português, nossa língua pátria que, de vez em quando e por pura desatenção ou esquecimento, joga no “buraco” concurseiros e estudantes à procura de uma vaga no serviço público. Por isso, resolvi fazer uma grande revisão focando as principais dicas sobre português.

Estudar português para concurso público parece um pesadelo. São muitas regras que não seguimos no dia a dia, mas precisamos usar na prova para garantir uma aprovação. A língua mostrada na gramática parece pouco natural e impossível de decorar.

No entanto, não há motivo para tanto desespero. Mesmo que português tenha um peso alto na maioria das provas, estudar para essa matéria não é tão difícil quanto se imagina.

Para ajudá-lo em seu plano de estudos de português para concurso público, selecionamos algumas das questões do idioma que mais confundem os concurseiros, seja na hora de responder às perguntas da prova de Português ou na hora de escrever uma redação para concurso público.

Confira e tire suas dúvidas sobre Português para concurso:

“Em vez de” ou “ao invés de”?

As duas expressões são parecidas e, às vezes, parecem significar a mesma coisa. Mas não exatamente: “ao invés de” só pode ser usado quando há uma oposição clara e direta, como em “Ao invés de sair, ficamos em casa”.

“Em vez de” é usado quando há uma substituição, e não uma oposição. Por exemplo: “Em vez de pegar o guarda-chuva, eu peguei um casaco”.“Em vez de” pode ser usado no lugar de “ao invés de” também, por isso, sempre prefira seu uso, para não correr o risco de errar.

“Faz” ou “fazem”?

A conjugação do verbo fazer deixa muitas pessoas confusas quando ele se refere ao tempo decorrido. “Faz dois meses” ou “Fazem dois meses”? A resposta é simples: se “fazer” for impessoal, ou seja, não tiver sujeito, ele fica sempre no singular. Por isso, “faz dois meses que trabalho aqui” estaria certo.

“Esquecer-se” ou “esquecer-se de”?

Outra dúvida comum para quem estuda Português para concurso é sobre o uso de Esquecer-se” ou “esquecer-se de”.

Quando o verbo “esquecer” é pronominal, ou seja, acompanhado do pronome “se”, sempre usamos “de” para complementar. Quando não há o pronome “se”, não se usa o complemento.

Por exemplo, “ele se esqueceu do casaco”, ou “ele esqueceu o casaco”.

“Ao encontro de” ou “de encontro a”?

Essas duas expressões são muito parecidas e causam muitas dúvidas em quem estuda português para concurso público, mas significam coisas muito diferentes.

“Ao encontro de” é usado quando duas coisas estão em harmonia, enquanto “de encontro a” significa “ao contrário de”.

Por isso, “minha opinião vai ao encontro da sua” é o oposto de “minha opinião vai de encontro a sua”!

“Através” ou “por meio”?

Muitas pessoas acham que essas duas expressões são substituíveis quando estudam português para concurso. Na verdade, de acordo com a gramática, “através” só pode ser utilizado quando houver a ideia de atravessar – como em “eles viajaram através do estado”.

Se você quiser dizer “por intermédio”, deve usar “por meio”: “eles conversavam por meio de mensagens”.

“A meu ver” ou “ao meu ver”?

Essa é uma expressão fixa: é sempre “a meu ver”. “Ao meu ver” está errado – por isso, nunca a use na hora de escrever uma redação!

Boa leitura!

Fonte de pesquisa: site Método de Estudos sobre Português.

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Celso Charneca Leopoldino é graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pós-graduação em Marketing para Executivos e MBA em Gestão Socioambiental. Fez vários cursos nas áreas de gestão social e de gestão de comunicação estratégica. Possui mais de 35 anos de experiência em comunicação empresarial, gestão social, relações com comunidades e relações institucionais.