POLÍTICA: Transição política – uma crônica itabirana

Com o fim das eleições municipais e a definição de Ronaldo Magalhães (PTB) como o próximo prefeito de Itabira, foi dado início a um novo capítulo na crônica política da cidade. Logo os meios de comunicação começaram a especular qual a possível composição de governo e quais serão os primeiros passos do petebista em seu retorno ao passo municipal.

Porém, as especulações iniciais foram deixadas um pouco de lado para tratar de outro tema um tanto mais urgente: o reajuste salarial previsto para o primeiro escalão do governo municipal. A proposta foi discutida e aprovada pela maioria dos vereadores, mesmo que a medida não conte com apoio popular.

Mais do que uma discussão à cerca dos honorários do prefeito, vice-prefeito e secretariado, o debate se volta para a própria cidade. Itabira vive um momento complicado em que a própria Prefeitura se vê em dificuldades de arcar com as suas despesas – mesmo as básicas, como o pagamento dos servidores ou custeio da saúde pública.

Dizem que essa situação é um reflexo da crise mundial que, inclusive, afeta o próprio país. Mas desse bolo não podemos descartar a má gestão do então prefeito Damon Lázaro de Sena (PV), que não conseguiu organizar as contas públicas para lidar com o atual cenário econômico. Em meio a essas dificuldades, o prefeito eleito, Ronaldo Magalhães, começa a sua gestão com uma mancha gerada pelas discussões desse reajuste salarial para o primeiro escalão municipal.

Nem mesmo o recuo do petebista, que retirou o seu aumento salarial, mas manteve o reajuste para vice-prefeito e secretários, mudou o cenário – que segue conturbado. E as discussões não tendem a parar por aí: Damon de Sena, em um de seus últimos atos como prefeito, vetou a projeto de lei que prevê essas mudanças orçamentárias. A medida, porém, foi derrubada rapidamente pelos vereadores, que insistem em lutar por melhores salários para os “cabeças” do próximo governo.

Diante de toda essa confusão é importante destacar o pouco interesse dos vereadores em fazer o seu papel como representantes do povo. As ruas clamam por não conceder o reajuste, mas as vozes que saem das calçadas foram sumariamente ignoradas, como costumeiramente acontece quando o assunto político. Resta saber se esse causo é uma demonstração clara do que se pode espera desse novo governo Ronaldo Magalhães.

A esperar os próximos capítulos dessa novela.

CLIQUE AQUI E LEIA OUTROS ARTIGOS DA COLUNA “POLÍTICA”

Comentários

A profissão é jornalista. A diversão é um livro. Mas também pode ser um filme ou uma série. O esporte é futebol - desde que acompanhado do sofá da sala. O universo digital exerce grande interesse. Não dispensa uma xícara de café ou um copinho de cerveja.