POLÍTICA: Está aberta a temporada de caça ao voto. Fiquemos atentos!

Estamos em campanha política. Quando digo isso não é porque concorro a algum cargo público, mas para lembrar que desde terça-feira, 16 de agosto, estão oficialmente liberadas as campanhas políticas. E mais: prepare-se para a chuva de santinhos, o incessante pedido de voto e apoio, os discursos na TV e no rádio e as eternas discussões nas redes sociais. Situações que farão parte de nossas vidas nos próximos 45 dias.

Por um lado tudo isso pode parecer chato, cansativo e desgastante, mas, por outro, é de grande importância – pra você, pra mim e pra todos nós. O Brasil vive um momento delicado e de grande instabilidade política. Sucessivos escândalos de corrupção, eterno cinismo da classe política e uma série de decisões questionáveis minou a credibilidade de nossos representantes nos cargos eletivos.

Um movimento natural, ainda mais quando assistimos um governo interino, capitaneado por Michel Temer (PMDB), tomar uma série de decisões que coloca em xeque direitos históricos dos trabalhadores, permitir o retrocesso nos avanços sociais no país e, ainda, assustar com a possibilidade de perder serviços básicos, como saúde e educação, em detrimento a interesses econômicos que em nada beneficia a população. Isso para ficar em poucos exemplos.

A situação pela qual passa o Governo Federal é apenas um retrato do que muitos municípios brasileiros passam. Muitas de nossas cidades convivem com governos claudicantes, ineficientes e que não provêm as melhoras esperadas pela população. Encobertos pela impunidade e a baixa exposição de suas ações, prefeitos e vereadores cometem todo o tipo de desmandos, criando, assim, uma situação preocupante e que só se agrava com a crise política nacional.

Porém, parte da responsabilidade por contarmos com um sistema falho e uma representatividade política extremamente baixa é de nós, eleitores. O discurso pode até parecer batido, mas não há como deixar de falar que as péssimas escolhas eleitorais é que transformaram o Brasil nesse mar de escândalos que estouram em todos os cantos e em quantidades absurdas.

Na hora de votar é necessário mais do que conhecer o candidato, a sua história e as suas propostas. É necessário analisar a atuação do partido, a coligação a qual pertence e quais as consequências de que a possível eleição daquele candidato pode acarretar. Não é uma escolha que pode ser baseada apenas no que o seu vizinho acha ou porque o jornal tal falou bem. Pensamento crítico e visão analítica são essenciais – então vamos estudar as nossas possibilidades.

E nada de lavar as mãos após as eleições. Manter a postura crítica é importante e isso quer dizer cobrar e fiscalizar incessantemente para exigir o cumprimento de propostas e a boa condução dos mandatos públicos. Portanto, votar não é trocar por um saco de cimento ou pagamento da conta de luz. Votar é participar, é cobrar, é fiscalizar. Que essa crise política que assola o país sirva, ao menos, para que mudemos a nossa postura em relação ao voto.

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A profissão é jornalista. A diversão é um livro. Mas também pode ser um filme ou uma série. O esporte é futebol - desde que acompanhado do sofá da sala. O universo digital exerce grande interesse. Não dispensa uma xícara de café ou um copinho de cerveja.