POLÍTICA: Cinco filmes para quem gosta de política

Confetes e serpentinas caíram no chão, o volume do som diminuiu e as fantasias voltaram para o fundo do baú. O Carnaval chegou ao seu fim. Está na hora dos foliões retornarem para os seus trabalhos ou aproveitar o resto da semana para descansar de toda a festança que aconteceu nos últimos dias. E nada melhor para recuperar as energias do que se esticar em um sofá, preparar um balde de pipoca e curtir um bom filme.

Para os amantes da política o que não faltam são filmes que abordem essa temática – o que ajuda a entender um pouco mais sobre os acontecimentos que vêm contribuindo para as transformações sociais no mundo. Nesta semana, preparei uma pequena lista com cinco películas imperdíveis que têm a política como tema. E esses filmes também estão disponíveis na Netflix, o serviço de streaming que vem fazendo sucesso. Confira!

A Onda
Dir.: Dennis Gansel. Ano de lançamento: 2009. Um professor é designado para ensinar autocracia para os seus alunos em uma escola alemã. Para exemplificar melhor o tema, ele propõe um experimento social e passa a simular, em sala de aula, a construção de um regime autocrático. O filme toca em um tema sensível, principalmente para os alemães que ainda convivem com a sombra do nazismo, e assusta pela realidade que expõe. A história é baseada em fatos reais. Ah!, já falamos um pouco sobra “A Onda” aqui na coluna de Política.

Cidade de Deus
Dir.: Fernando Meirelles, Kátia Lund. Ano de lançamento: 2002. Como o próprio nome do filme revela, um dos principais destaques é o bairro Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, que, entre diversas personagens, abriga dois garotos que acabam seguindo destinos diferentes: um se torna fotógrafo e outro passa a comandar o crime organizado local. A película mostra, de diversas formas, a criminalidade brasileira – seja no tráfico de drogas, no confronto entre facções, na relação com os moradores das favelas e na influência política nesse ambiente.

O Grupo Baader Meinhof
Dir.: Uli Edel. Ano de lançamento: 2008. Nos anos 70, a Alemanha ainda luta para fortalecer a sua democracia quando é abalada por uma série de atentados a bomba. Andreas Baader, Ulrike Meinhof e Gudrun Ensslin são os líderes de um grupo que entende o imperialismo norte-americano como uma nova forma de fascismo e passam a combatê-lo. Esses jovens desejam criar uma sociedade mais humana, porém escolhem métodos violentos para alcançar os seus objetivos. O filme é baseado em fatos reais.

Hotel Ruanda
Dir.: Terry George. Ano de lançamento: 2004. Em 1994, Ruanda, na África, se viu em meio a um sério conflito político que, em apenas 100 dias, foi responsável pela morte de quase um milhão de pessoas. Sem o apoio de outros países, a população de Ruanda teve que buscar alternativas para sobreviver ao conflito. O filme conta a história real de Paul Rusesabagina, gerente do hotel mais luxuoso da capital de Ruanda, que mostrou imensa coragem ao abrigar no prédio em que trabalhava mais de 1200 pessoas durante o massacre que abateu o seu país.

O Mordomo da Casa Branca
Dir.: Lee Daniels. Ano de lançamento: 2013. A causa negra e outros fatos da história americana são contados a partir da história de Cecil Gaines, um negro que, após assistir a violência contra a sua família, é preparado para ser um serviçal e acaba se tornando mordomo da Casa Branca e do presidente dos EUA. Durante os anos de trabalho, serve a oito presidentes diferentes, de Harry Truman, em 1952, a Ronald Reagan, em 1986. O filme tem um tom bastante político e conta com uma atuação memorável de Forest Whithaker no papel do protagonista dessa história.

Se, além desses filmes, ainda procura outros materiais com essa temática, nós já fizemos uma lista com algumas séries que utilizam a política em seu enredo. É só clicar aqui e conferir as nossas dicas.

O que achou desta lista? Indicaria algum outro filme político? Compartilhe as suas ideias com a gente!

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A profissão é jornalista. A diversão é um livro. Mas também pode ser um filme ou uma série. O esporte é futebol - desde que acompanhado do sofá da sala. O universo digital exerce grande interesse. Não dispensa uma xícara de café ou um copinho de cerveja.