POLÍTICA: As redes sociais foram ocupadas pelas propagandas políticas… saiba o que o candidato pode e não pode fazer

A rotina das pessoas acaba por ter alguns pontos em comum. Acessar as redes sociais – seja ela o Facebook, Instagram ou Twitter – é uma prática que fazemos com certa constância ao longo do dia. Lá encontramos notícias, mantemos contatos com amigos e compartilhamos conteúdos que consideramos relevantes. Mas há algum tempo esse terreno foi “invadido” pelas manifestações políticas e, com a chegada de agosto, também ocupado pelas propagandas político-partidárias.

Textos, posts, vídeos e fotos de candidatos a algum cargo eletivo – que neste ano se divide entre prefeito e vereador –, sem contar as mensagens inbox pedindo apoio a esse ou aquele político. Por mais que essas manifestações possam incomodar, o internauta tem sempre a possibilidade de reduzir a quantidade desse material que chega à sua timeline: descurtir uma página, bloquear um contato, denunciar postagens abusivas etc.

A diversidade e variedade de informações são de grande importância para a construção do pensamento crítico, se aproximar das propostas dos candidatos e definir o seu voto. Porém, a internet se notabilizou por ser um ambiente em que o usuário tem liberdade para definir o conteúdo que consome ou não. E como bem sabemos a propaganda política é, de diversas maneiras, abusivas e de pouco valor informativo na maioria dos casos.

Com a importância que os meios digitais ganharam para os processos de comunicação e marketing, dificilmente candidatos e partidos políticos deixarão de explorar esse meio – que além de abrangente necessita de investimentos menores em comparação com as mídias tradicionais. Para regular as propagandas no ambiente digital foram definidas diversas regras que vão nortear as campanhas políticas a partir de 2016.

Conhecer essas regras é importante para perceber se determinado candidato está jogando conforme o que foi estabelecido ou não. Ter esse entendimento ajuda na hora de fazer a leitura de quem merece ou não seu voto. Veja, então, o que está permitido e o que está vetado na disputa pelas prefeituras e câmaras municipais:

Tá liberado!

As propagandas eleitorais na internet são permitidas – então acostume-se com os santinhos online na sua timeline –, mas desde que sejam feitas de maneira gratuita, ou seja, o candidato não pode pagar pela veiculação da propaganda, e veiculadas no site do candidato ou da coligação hospedados no Brasil, em redes sociais ou blogs. O envio de mensagens eletrônicas, os famosos e-mails marketing, também é permitido, porém, devem conter a opção de descadastramento do destinatário, que deverá ser feito em no máximo 48 horas.

Isso não pode candidato!

Propaganda paga na internet está determinantemente proibida, mesmo se tratando de publicações impulsionadas em redes sociais ou anúncios patrocinados em buscadores. Assim como publicar propagandas em sites de empresas, outras pessoas jurídicas ou órgãos públicos – este último, inclusive, está proibido de passar seus cadastros eletrônicos para candidatos.

A má conduta na internet também será fiscalizada e pode render sanções aos candidatos. Dessa forma, é proibido fazer propaganda em meios digitais atribuindo indevidamente a sua autoria a outra pessoa, partido ou coligação. E, vejam só, não é permitido agredir e atacar a honra de candidatos na internet e nas redes sociais, assim como divulgar inverdades sobre os adversários políticos.

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A profissão é jornalista. A diversão é um livro. Mas também pode ser um filme ou uma série. O esporte é futebol - desde que acompanhado do sofá da sala. O universo digital exerce grande interesse. Não dispensa uma xícara de café ou um copinho de cerveja.