POLÍTICA: A laboriosa crônica do trabalhador brasileiro

A indústria quer produção em massa. O comércio quer consumo em massa. A economia quer circulação de dinheiro em massa. É bom para o país, é bom para o estado, é bom para o município. É, certamente, muito bom para o empresário. A produção avança, o consumo aumenta e a grana não para de girar. E, com isso, o dinheiro cai no bolso – do empresário, do político.

Essa equação, onde tem muita coisa boa, só não é boa, de verdade, para o trabalhador. Que para a produção aumentar, o consumo aumentar e a economia girar é preciso ver a aposentadoria ser transformada de sonho em utopia, aceitar a redução de seus – parcos – direitos e, ainda, engolir medidas que colocam em xeque o vínculo empregatício, o mínimo de estabilidade e aquela rendazinha a mais que faz com que a produção aumente, o consumo cresça e a economia gire.

Opa! Espera aí! A equação parece errada, não?! Depende do ângulo que você olhe. Para o dono do capital está tudo legal: mão de obra mais barata, menos obrigações com seus empregados e sua segurança e a grande maravilha: algumas pilhas de dinheiro no bolso. E para o trabalhador, o grande motor produtivo, o que sobra? Aquele pequeno quinhão, chamado salário, para ser gasto a serviço do capital – que, certamente, se esquece do social.

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