O cinema e Eu!

Esta é a minha primeira coluna e eu não tenho a mínima pretensão de criticar tecnicamente nenhum dos filmes que indicarei aqui. Deixo isso para os críticos de verdade, como Pablo Vilaça e Sérgio Rizzo, dos quais sou super fã.

A minha intenção aqui é indicar a vocês, leitores, alguns filmes que julgo interessantes e falar um pouquinho deles deixando aflorar as minhas sensações de quando os assisto.

Nesta primeira coluna gostaria de explicar essa paixão pelos filmes que criei desde 2001, quando comecei a cursar publicidade e propaganda em Belo Horizonte. Cheguei à capital vindo do interior sem uma rotina de assistir filmes, ir ao teatro e etc. Primeiro pelas poucas oportunidades que tínhamos no interior naquele tempo e, segundo, pela cultura da minha família que nunca foi muito próxima desse tipo de arte.

Assim que comecei os estudos me sentia um peixe fora d’água nas rodas de bate-papo, onde os assuntos eram cinema, teatro e as mais diversas artes. Resolvi então correr atrás. Ia aos cinemas nas últimas sessões, único horário possível já que tinha o dia todo ocupado pelo trabalho e estudos, e fiquei amigo dos donos das locadoras próximas de onde eu morava, sempre conversando e pedindo opiniões sobre o que alugar. Ainda eram as boas e velhas fitas VHS.

Nesse tempo eu assistia de tudo. E, quando eu digo tudo era tudo mesmo, desde os clássicos Spaghetti western até a nova onda do Dogma 95*.

(*) O Manifesto Dogma 95 foi escrito para a criação de um cinema mais realista e menos comercial. Continha dez regras que determinavam partes técnicas das produções. Um exemplo de filme desse movimento é o Dogville de 2003. Assistam!

Assistindo tanta coisa comecei a ter minhas preferências e, com a matéria sobre Cinema na faculdade, também a conhecer um pouco mais a fundo como funcionavam os bastidores da sétima arte, me fazendo, então, um cinéfilo.

Me tornei um viciado, chegando a alugar de uma vez 15 filmes para assistir em um fim de semana. Bons tempos!

Comecei a colecionar filmes e trocar figurinhas com amigos que eram minhas referências do que assistir, do que era bom ou ruim. Foi aí que eu descobri que, para saber se um filme é bom ou ruim, não bastam as críticas, temos que assistir. Nossa visão da sociedade, nosso repertório de vida, nossa criação, e até o momento que vivemos, entre outros tantos fatores, vão te fazer interpretar cada filme de uma forma única e bastante pessoal.

Então lhes digo: assistam! Tirem suas próprias conclusões.

Espero poder aqui, neste espaço, compartilhar com vocês alguns dos filmes que mais gosto, ter uma oportunidade de trocarmos informações e bater um papo sobre essa máquina que transforma todos os tipos de sonhos em realidade.

Grande abraço! E até próxima coluna.

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André Luiz é publicitário, sócio fundador da Origami Propaganda, músico e um apaixonado pelo cinema. Viciado em páginas de Design e programas de culinária, mesmo sem saber aplicar nada na cozinha. Amante do futebol, tanto no campinho do bairro quanto nos grandes estádios, e das suas companhias: o "tira-gosto" e a cerveja.