MÚSICA: Sobre os meus costumes ou manias

Resolvi escrever um textinho mais particular e contar qual é minha rotina musical e o que tenho ouvido ultimamente e, claro, deixar alguns links para vocês curtirem um pouquinho desses sons.

Trabalho com “arte”, na verdade publicidade, e a música é uma grande aliada, pois alimenta as ideias e ajuda a aliviar o estresse de algum “pepino” do dia-a-dia ou descarregar aquela irritação momentânea. Além de se tornar uma trilha para acompanhar todo o prazer de fazer uma arte legal.

Na maioria das vezes busco minhas pastas no Spotify e ouço o álbum de um artista em sua totalidade, mas, ultimamente, tenho gostado mais de ouvir shows “ao vivo”, aí a minha ferramenta preferida é o YouTube. As gravações das apresentações podem ser melhores ou piores em relação aos álbuns de estúdio variando de banda para banda.

Por exemplo, acho as apresentações do Rush, Red Hot Chilli Peppers e Motorhead muito melhores ao vivo do que nos discos. Tudo isso pode ter a ver com a qualidade da gravação, do repertório daquele show etc., mas acho que o fator essencial é o sentimento transmitido pelos músicos naquele dia. O som mais carnal, mais puro, sem filtros, entonação mais emocionada, os gritos mais sinceros, enfim, o artista sendo ele mesmo.

Ok! Acho que consegui explicar a minha escolha ultimamente por essas gravações ao vivo. Então, agora vou deixar aqui alguns links do que eu ando ouvindo, de sons que, para mim, representam essa essência do live e muitas vezes diferentes do álbum de estúdio.

A primeira banda de quem sou fã e que no palco se transformava é o The Raconteurs. Uma big band com a união de várias feras que se juntaram para mandar um rock and roll cheio de afinações clássicas. Jack White é um gênio da música, mas, na minha humilde opinião, nessa banda ele faz o que realmente gosta. É nítida a diferença dele no Raconteurs e no White Stripes, por exemplo. E eu tenho certeza que não é só pelo estilo musical das duas bandas.

Confira o show completo no Festival de Montreaux:

A segunda indicação é um show do Ben Harper. Esse cara, além de ser um músico de primeira linha e viajar por todas as vertentes do blues, cria uma energia ao vivo que não encontramos muito em seus discos de estúdio. Suas improvisações e a emoção que coloca nas interpretações ao vivo são de arrepiar.  Esse show especificamente é demais! A qualidade técnica incrível, mas, além disso, o tesão com que ele toca cada nota é simplesmente fantástico.

Assista o show completo no Festival de Fès des Musiques Sacrées du Monde:

Outro cara que no palco faz seu som se multiplicar é Richie Kotzen. Com sua voz peculiar, ele cria em seus shows uma atmosfera incrível sem precisar de muitas firulas, pirotecnia etc. Tanto em seus shows solos quanto com o seu power trio The Winery Dogs, Richie consegue construir uma mistura de técnica aguçada com uma pegada muito forte e visceral.

Show completo:

Para terminar, um dos melhores nomes do blues rock atual: Gary Clarck Jr. Tendo como base o blues clássico de New Orleans, Gary demonstra em seus shows toda a essência do blues, pai do rock e de mais uma centena de estilos. Tendo também como característica suas apresentações simples, ele leva na garganta e na ponta dos dedos um show cheio de emoção e verdade.

Veja o show completo no Glastonbury Festival 2016:

Espero que tenham gostado. Grande abraço!

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André Luiz é publicitário, sócio fundador da Origami Propaganda, músico e um apaixonado pelo cinema. Viciado em páginas de Design e programas de culinária, mesmo sem saber aplicar nada na cozinha. Amante do futebol, tanto no campinho do bairro quanto nos grandes estádios, e das suas companhias: o "tira-gosto" e a cerveja.