Mais dicas importantes sobre Português

Prezados leitores, em primeiro lugar quero agradecer pelas palavras elogiosas a respeito da minha coluna. Na verdade, como gosto muito da nossa “Língua Pátria”, e como vejo e ouço pessoas “assassinando” o Português diuturnamente, resolvi ajudar a melhorar a percepção e a aplicação correta do nosso idioma.

Para facilitar esse trabalho nada melhor que publicar dicas simples que, se aplicadas, trarão benefícios para estudantes, pessoas que lidam com o Português, e, principalmente, farão um grande bem aos nossos olhos e ouvidos.

Então, dando prosseguimento a esse trabalho de “formiguinha”, aí vão mais algumas dicas importantes:

Fui eu que fiz, fui eu quem fez ou fui eu quem fiz?

Você imagina qual dessas expressões é a correta? Quer saber mesmo? Por incrível que pareça, todas estão corretas. Senão, vejamos:

Fui eu que fiz – Justificativa – O verbo que tem como sujeito o pronome relativo que concorda em número e pessoa com o antecedente, a palavra que precede esse pronome. Exemplos: “Foi ele que te nomeou“, “Sou eu que vou agora”, “Fomos nós que escrevemos a carta” e “Serão os pais dele que receberão a herança”.

Fui eu quem fez – Justificativa – Se o sujeito é o pronome relativo quem, o verbo, geralmente, permanece na terceira pessoa do singular. Exemplos: “Foi ele quem te nomeou“, “Sou eu quem vai agora”, “Fomos nós quem escreveu a carta” e “Serão os pais dele quem receberá a herança”.

Fui eu quem fiz – Justificativa – Se o sujeito é o pronome relativo quem, o verbo pode ser influenciado pelo sujeito da oração anterior, com o qual acaba concordando. Exemplos: “Sou eu quem vou agora”, “Fomos nós quem escrevemos a carta” e “Serão os pais dele quem receberão a herança”.

Ao invés de ou em vez de?

E nesse caso, qual das duas formas está correta? Semelhante à dica anterior, ambas estão corretas, cada uma com seu sentido. Vejam só:

Ao invés de” significa “ao contrário de” e usa-se quando se colocam em oposição ideias contrárias. Exemplos: “Ao invés de economizar, Gilda gastou todo o dinheiro” e “Teria sido melhor se Mário, ao invés de falar, ficasse quieto”.

Em vez de” quer dizer “no lugar de” e usa-se tanto no primeiro caso como quando as ideias não são contrárias. Por exemplo: “Manifeste-se, em vez de se omitir”, “Em vez de crase, estude regência nominal agora” e “Por que você não usa a blusa amarela, em vez dessa (de + essa) feiosa aí?”.

Assim, é incorreto dizer-se “Ao invés de ir à padaria, foi ao supermercado”, pois padaria não encerra ideia contrária à de supermercado.

Essas duas dicas certamente vão dirimir as dúvidas que vocês sempre carregaram. Todos nós, em algum momento, nos vimos diante do impasse: qual dessas expressões usar? Para saná-las, consultem essa e as colunas anteriores.

Boa leitura!

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Celso Charneca Leopoldino é graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pós-graduação em Marketing para Executivos e MBA em Gestão Socioambiental. Fez vários cursos nas áreas de gestão social e de gestão de comunicação estratégica. Possui mais de 35 anos de experiência em comunicação empresarial, gestão social, relações com comunidades e relações institucionais.