LÍRICA IMPETUOSA: Gestalt!

Ah, coração… O amor, esse louco no andor.

Felicidade é uma só. Valorize-a, reconheça-a, aproveite-a ao máximo! Ou você a tem ou alguém a tira de você. Portanto, ame-se em primeiro lugar e deixe as paixões acontecerem na sua vida por mero acaso. Pois existe muito mais desilusão nos corações de quem corre atrás de sua cara-metade do que um amor. Afinal, esperam-se sempre dos seus amores muito mais do que eles são capazes de oferecer, ou deveriam. E mesmo assim não seja um coração hermético, tolo, sem chances de se abrir até achar um novo segredo para o cadeado da emoção, desequilibrado na corda bamba de um circo sem plateia.

Quando o amor não é verdadeiro – digamos que por conveniência -, é desumano; ele machuca, justamente por estar além da nossa compreensão. O coração demora muito mais tempo do que o cérebro para entender o que queremos e muitas vezes não entende nada. Porque o coração é inconformado e existem mais motivos para fazê-lo parar do que possa entender nossa ciência. Mas, se o coração é bem amparado, entenderá que nunca mais haverá hora de tomar novos rumos e essa dor que conhecemos bem, inexiste. O ritmo em que bailam dois amores às vezes se atropela. Assim, é importante dar tempo ao tempo para que entendam o tempo da música. Mas também é preciso que você aceite novos momentos em sua vida e descarte os desapegos! Na hora de dançar juntinhos, não pisem nos calos um do outro, por favor!

Você só precisa daquela pequena atenção, de vez em quando, para se sentir existindo novamente e fazer com que seu mundo reerga? Claro! Sentimos a necessidade de amar o próximo a partir do momento em que esse amor nos transborda. Partilhar desse brilho único é dar ao universo a energia que ele precisa para existir.

Ao lado de quem se ama qualquer céu estrelado é melhor do que qualquer hotel de cinco bilhões de estrelas.

Você vai saber a hora certa. E a hora certa é sempre!

Laz Muniz
Cigano guru charlatão do amor nas horas vagas

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Laz Muniz cultiva trepadeiras em arranha-céus e cria marimbondos debaixo do travesseiro. Cozinha para si mesmo (Ainda bem que a comida do seu cachorro já vem pronta, lhe poupando algumas horas de vida). E por falar em vida, faz desenhos para viver só porque não sabe fazer forcas e guilhotinas, o que seria muito mais rentável. Mas, quando criança, aprendeu com a doméstica da casa da sua avó a fazer um bodoque de galho de goiabeira e câmara de ar de pneu de bicicleta que é uma maravilha! Se define como escrevinheiro de mariolas ou desenheiro de escrivinhações. Ou seja, um Iluscritor. Facebook: http://facebok.com/lazmuniz Instagram: http://instagram.com/lazmuniz Twitter: http://twitter.com/lazmuniz Blog: http://lzmz.blogspot.com