JAZZ– Tudo de ótimo em um só estilo

Fala, galera! Hoje venho indicar a vocês um pouquinho do que eu ando ouvindo da “nova geração” do Jazz. Infelizmente o Jazz não é um ritmo muito popular no mundo e, principalmente, no Brasil.

É muito complicado,às vezes, definirmos o que é Jazz, talvez pela sua mistura com diversos outros estilos, como o Folk, o Blues, o Pop e até a MPB. Por isso talvez as tantas variações de subgêneros como Acid Jazz, Jazz Rock, Dixieland, Bebope Fusion, dentre dezenas de outros. O certo é o encanto causado por essas músicas cheias de arranjos, solos e improvisos.

Vamos lá!

Um garoto que eu admiro muito atualmente é o eslovaco Andreas Varady, de apenas 18 anos,e que já aparece em várias listas de jazzistas que vão marcar seu nome na história. Andreas sempre foi considerado um prodígio e já aparecia em programas de Jazz desde os 11 anos, demonstrando o grande artista que se tornaria hoje. Com seu trio, que conta com o seu irmão de 12 anos na bateria – isso mesmo, 12 anos –, Andreas Varady impressiona com músicas que variam desde o Jazz tradicional dos anos 40 e 50 até misturas bem modernas com ritmos caribenhos. O menino é tão fera que seu primeiro disco de 2013 foi agenciado e produzido por ninguém mais ninguém menos que Quincy Jones, ganhador de 27 Grammys e que continua com ele até hoje. Vale a pena conhecer.

Outro nome muito legal é o Inglês Jamie Cullum, que há alguns anos vem dando uma roupagem nova ao Jazz, fazendo discos inovadores e criando releituras de clássicos com versões de cair o queixo. Apesar de não ser mais um garotinho (36 anos), Jamie se enquadra na nova geração do Jazz Pop, conseguindo vez ou outra encaixar um sucesso nas listas das mais ouvidas em várias partes do mundo – algo notável para o estilo. Diferente de outros artistas do gênero, que têm seus shows mais intimistas, Jamie faz do seu um espetáculo bem divertido que não perde em nada para os maiores artista do pop mundial.

Com 26 aninhos,CécileMcLorinSalvant tem a alma das grandes cantoras clássicas de Jazz, como Billie Holiday, Ella Fitzgerald e Nina Simone. Precisa dizer mais alguma coisa? Ganhadora de vários prêmios ao redor do mundo e capa das revistas mais importantes do gênero, essa americana vem sendo sucesso de crítica por onde passa. É só escutar para saber que seu talento é raro. Ouça e delicie-se!

Indico agora uma das principais artistas do Jazz americano na atualidade: Norah Jones. Com 36 anos de idade e treze de carreira, esse fenômeno vendeu em seu primeiro disco, em 2002, 23 milhões de cópias em todo mundo. Com uma mistura de Jazz Soul e Folk, Norah é hoje reconhecida internacionalmente como um dos maiores talentos do Jazz mundial. Os 12 Grammys conquistados até hoje por essa garota provam que o Jazz pode ser, sim, uma música popular, acessível e, principalmente, deve ter um espaço especial reservado em nossas playlists.

Agora o queridinho das americanas: o galã Michael Bublé. Com um estilo mais clássico, Michael encantou todo mundo com repaginações de clássicos de Frank Sinatra e outros grandes artistas, que muitos críticos dizem ser melhores até que as originais. Também comediante, Bublé faz dos seus shows uma mistura de concerto de Jazz com stand up comedy, o que sempre o ajuda a ganhar a simpatia da plateia. Vale a pena conferir um show inteiro e se deliciar com esse cara que é uma figura.

 

Para terminar vamos falar de uma artista brasileira que não deixa a desejar pra nenhum dos citados anteriormente: Babi Mendes. Essa santista está desde 2006 no mercado mostrando para todo mundo que nós não entendemos só de samba e MPB. Com influências claras de R&B, Blues e, claro, a nossa ilustríssima Bossa Nova, Babi lançou em 2009 seu primeiro disco:”Short Stories”.

Espero que tenham gostado e que acrescentem esses nomes nas suas listas diárias de boa música. Grande abraço a todos.

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André Luiz é publicitário, sócio fundador da Origami Propaganda, músico e um apaixonado pelo cinema. Viciado em páginas de Design e programas de culinária, mesmo sem saber aplicar nada na cozinha. Amante do futebol, tanto no campinho do bairro quanto nos grandes estádios, e das suas companhias: o "tira-gosto" e a cerveja.