Hoje é dia de receita

Antes de começar a coluna de hoje gostaria de falar aqui rapidinho pra vocês que eu terminei hoje meu desafio #21diassemcarne.

Estou muito feliz por ter participado e pude notar boas mudanças no meu organismo. Como já havia falado pra vocês antes, meu intestino, humor e pele melhoraram consideravelmente. Não tive azia e, com certeza, estaria ainda mais indisposta se a carne estivesse na minha alimentação aliada a esse calor absurdo que estamos passando.

Eu recomendo esse desafio para quem quer viver uma experiência diferente, para os que querem ajudar o meio ambiente e também para saberem que é possível viver bem sem carne. Conhecer os alimentos é fundamental para uma vida saudável, uma alimentação consciente faz toda diferença.

Valeu a pena demais e, apesar de sentir falta da costelinha e do bife de alcatra, estou disposta a seguir mais uns dias nesse projeto.

Quem fizer esse desafio me conta aqui ou me marca nas postagens das redes sociais para eu acompanhar.

Então, hoje eu vou falar um pouquinho sobre receitas e minha dificuldade em segui-las e, no fim desse texto, tem uma dica deliciosa pra vocês.

Eu sempre digo que não sei seguir receita; eu não leio nem manual de instrução. No fim, tudo vira uma adaptação e uma coisa ou outra acaba indo na base do “olhômetro”.

Minha mãe tem um caderno de receitas bem antigo. A gente reconhece as receitas mais executadas pelas páginas sujas de farinha de trigo, óleo, achocolatado e outros ingredientes utilizados no preparo e que nem sempre estão lá listados.

Quase sempre quando preparo alguma coisa alguém me pede a receita. E é ai que eu me enrolo! Eu posso chamar de toque especial, mas na maioria das vezes é “invencionice”, feeling ou palpite que dão o toque especial às preparações.

Quando eu comecei a trabalhar profissionalmente com cozinha aprendi técnicas e comecei a seguir receitas. Eu era subordinada ao Chef da cozinha, portanto deveria seguir tudo à risca. Deveria…!

No Senac era realmente tudo bem técnico. As receitas vinham em fichas técnicas, geralmente em quilograma, inclusive os líquidos. Pode soar estranho, mas torna-se extremamente plausível se pensarmos que o tamanho dos ovos variam assim como as cebolas, os tomates… quem nunca trocou a xícara por caneco e o copo americano por aquele de requeijão, achando que não ia fazer diferença? Quando pesamos os ingredientes não há variação, mas, com o tempo adquirimos experiência e prática e conseguimos saber, de olho, se a quantidade está de acordo e se vamos ter sucesso naquela preparação. Aprendemos a fazer conversões de medidas também. Um exemplo: uma colher de sopa tem aproximadamente 20gr e um ovo em média 60gr.

Para quem não tem muita intimidade com as panelas, ou está na correria da rotina, as receitas mais simples e que não exigem muita técnica ou pré-preparos complicados são sempre bem vindas.

E eu sou fã da praticidade! “Tô” sempre correndo e é tão bom encontrar coisas que facilitam nossa rotina.

Eu escolhi essa receita porque eu amo massa. Vai bem sempre como prato único, acompanhamento, entrada… no almoço com uma salada ou no jantar.  A dica de hoje é prática, simples e deliciosa, garanto!

Cannelloni de espinafre e tomate seco ao molho aurora

Ingredientes:
1 maço de espinafre desfolhado e limpo
150 gramas de tomate seco escorrido e picado em tiras (guarde o óleo da conserva)
1 cebola picada
100 gramas de requeijão cremoso
Sal, pimenta do reino e orégano a gosto
Massa fresca para lasanha/cannelloni

Para o molho
400 ml de molho de tomate concasse (de preferência caseiro) ou uma lata de 400 ml de tomate pelati
400 ml de creme de leite
Sal, pimenta do reino e noz moscada a gosto

Modo de preparo
Em uma panela com água fervente escalde as folhas de espinafre rapidamente, transfira para um bowl com água gelada e dê um choque térmico para impedir o cozimento. Coloque para escorrer e depois repique as folhas.

Coloque o óleo do tomate seco em uma panela e refogue a cebola, o alho e acrescente o tomate e o espinafre, acerte o tempero, deixe evaporar a água e desligue. Acrescente o requeijão.

Separe as massas e distribua o recheio com a ajuda de uma colher, faça os rolinhos dando forma aos cannelloni, distribua em um refratário untado com azeite ou manteiga, cubra com fatias de muçarela.

Para o molho
Há algumas variações do molho aurora, apesar de não ser a receita tradicional francesa é muito saboroso e bem mais prático (que é o objetivo da nossa receita).

Processe o tomate pelati com o creme de leite, leve ao fogo e tempere com sal, pimenta do reino e noz moscada. Se achar o molho muito líquido acrescente beurre manié (o beurre menié é utilizado para dar uma consistência mais espessa, de modo rápido, a um líquido por meio de adição de manteiga e farinha de trigo nas mesmas proporções). Misture manteiga com farinha formando uma pasta e acrescente aos poucos ao molho mexendo para engrossar e não empelotar.

Coloque o molho por cima dos cannelloni (não economize no molho, pois a massa precisa cozinhar) e leve ao forno médio por aproximadamente 30 minutos.

Dica: Fica muito bom com cubinhos de bacon no recheio.

Dica 2: Folhas de manjericão deixam o molho com um toque refrescante delicioso.

Comentários

Kamila Duarte de Jesus ou simplesmente Nêga, como é chamada pela família e pelos amigos, traz a paixão pelas panelas no DNA. Bisneta de Raimundo Cozinheiro - cozinheiro dos ingleses que vieram para Itabira junto com a Companhia Vale do Rio Doce -, aprendeu a cozinhar ainda criança quando usava um mini fogão a lenha para preparar guisados e batatas para suas bonecas. Formou-se em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário Newton Paiva por ouvir de todos que era muito criativa. A paixão pela gastronomia passou de brincadeira de criança a assunto de adulto e já atuando profissionalmente na área se formou em Cozinha Profissional pelo Senac – MG em 2014. Acredita que um bom prato de sopa até cura, que doce é um carinho na alma e que cozinhar é uma maneira de demonstrar amor ao próximo.