GASTRONOMIA: Vamos celebrar o hambúrguer

No dia 28 de maio comemorou-se o Dia Mundial do Hambúrguer, uma iguaria que é praticamente unanimidade em todo mundo. O mais lembrado entre os fast foods acompanha um simples pão com queijo e transita em cozinhas gourmets por aí, de trailers a bistrôs.

Li diversas histórias pesquisando na Internet e achei desde dados de que o hambúrguer teve origem na Mongólia, século XIII, até uma história curiosa de que no século XVII na cidade de Hamburgo, na Alemanha, os cavaleiros colocavam as carnes embaixo das celas dos cavalos para amaciar (eca!).

O que sabemos ao certo é que o hambúrguer se popularizou nos Estados Unidos, onde é consumido em larga escala, e de lá ganhou o mundo.

Se não me engano já falei por aqui dos chamados hambúrgueres gourmets e de suas variações, blends de carnes nobres e acompanhamentos inusitados. Eu ainda prefiro o bom e velho hambúrguer “made in chapa de trailer” com batata, milho e, de preferência, maionese caseira.

O segredo de um hambúrguer de qualidade é a escolha da carne, sempre! Carnes muito magras podem deixar o bife seco, por isso recomenda-se misturar dois tipos de carne, uma com mais gordura que a outra ou usar uma carne que possua alguma gordura.

A alcatra é uma boa pedida para fazer seu hambúrguer. Com custo benefício honesto, seu bife não precisará mais do que pimenta do reino e sal para acompanhar o pão de sua preferência e tudo mais que sua imaginação permitir.

Há quem opte por misturar bacon à carne escolhida para agregar sabor, há quem misture carne bovina e suína também. São opções válidas, tudo a gosto do freguês.

Outra dica importante é o ponto. Um hambúrguer muito bem passado fica seco e borrachudo, por melhor que seja o corte da carne escolhida. Sempre bom deixar o bife com interior ainda rosado para que se preserve o suco da carne que, moída ou picada na ponta da faca, já é bem menor do que o suco de uma peça inteira.

Na hora de temperar há controvérsias. Existe aqueles que preferem temperar a massa de carne antes de moldar os hambúrgueres e há os que preferem (eu) temperar apenas na hora de ir à chapa, com sal e pimenta do reino, ou apenas sal. Sim, é o suficiente, o sal é um realçador de sabor e, se você escolheu bem sua carne, vai saboreá-la em sua totalidade.

Dicas dadas, é hora de pôr em prática e convidar os amigos para uma noite de hambúrgueres artesanais no melhor estilo self service, onde cada um escolhe seu pão e os acompanhamentos. Boa ideia, não acham?!

Cebolas grelhadas ou caramelizadas, bacon tostado, cogumelos refogados, queijos variados, milho, picles, azeitona, tomate, ovos e folhas são alguns dos muitos acompanhamentos e, claro, não se esqueça da batata que pode ser assada, palha ou frita.

Enjoy!!! 😉

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Kamila Duarte de Jesus ou simplesmente Nêga, como é chamada pela família e pelos amigos, traz a paixão pelas panelas no DNA. Bisneta de Raimundo Cozinheiro - cozinheiro dos ingleses que vieram para Itabira junto com a Companhia Vale do Rio Doce -, aprendeu a cozinhar ainda criança quando usava um mini fogão a lenha para preparar guisados e batatas para suas bonecas. Formou-se em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário Newton Paiva por ouvir de todos que era muito criativa. A paixão pela gastronomia passou de brincadeira de criança a assunto de adulto e já atuando profissionalmente na área se formou em Cozinha Profissional pelo Senac – MG em 2014. Acredita que um bom prato de sopa até cura, que doce é um carinho na alma e que cozinhar é uma maneira de demonstrar amor ao próximo.