GASTRONOMIA: Operação Carne Fraca – Mais uma vez quem perde é o consumidor

A Polícia Federal (PF) deflagrou a operação Carne Fraca para combater a corrupção de agentes públicos federais que, juntos com empresas do agronegócio, estavam fraudando a fiscalização de frigoríficos e liberação de licenças irregulares.

A operação envolve grandes empresas do setor, como a BRF Brasil, que controla marcas como Sadia e Perdigão, e também a JBS, que detém a Friboi e Seara, dentre outras marcas.

A Polícia Federal (PF) deflagrou a operação Carne Fraca para combater a corrupção de agentes públicos federais que, juntos com empresas do agronegócio, estavam fraudando a fiscalização de frigoríficos e liberação de licenças irregulares.

A operação envolve grandes empresas do setor, como a BRF Brasil, que controla marcas como Sadia e Perdigão, e também a JBS, que detém a Friboi e Seara, dentre outras marcas.

Apesar de a polícia obter informações de que as empresas vendiam carnes vencidas, adulteradas com ácidos, trocas das etiquetas com data de validade, além de inserção de papelão em embalagens de frango e carne de cabeça de porco em linguiças (proibido por lei), as empresas negam qualquer acusação.

A operação já vinha sendo conduzida há dois anos e tem o envolvimento de políticos e partidos políticos. Foram emitidos mandados e a investigação já é, em números, a maior operação realizada pela PF.

Diante de fatos tão assustadores, nós, consumidores, ficamos apavorados sem saber como confiar na procedência dos alimentos que levamos à nossa mesa. Se não podemos confiar nos cargos competentes para fiscalizar os produtos que comemos, em quem vamos confiar? Como saber se aquela carne que estamos adquirindo está própria para consumo? Sentimo-nos ludibriados, roubados e à mercê do poder daqueles que pagam mais para conseguir benefícios em causa própria.

Lutamos e estamos perdendo diariamente contra a indústria do agrotóxico, produtos transgênicos e agora carnes adulteradas. Como vamos vencer? Em quem confiar? Perguntas que estão suspensas no ar levando a população à descrença nos mais diversos setores de um país que enfrenta uma extensa crise política e só acumula mais problemas socioambientais e econômicos ao longo dos anos.

Enquanto a PF investiga, cabe a nós, consumidores, cuidado e atenção redobrados na hora de ir ao supermercado escolher os produtos que levamos para casa.

Seria nosso futuro a fotossíntese? Só fazendo piada para aguentar!

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Kamila Duarte de Jesus ou simplesmente Nêga, como é chamada pela família e pelos amigos, traz a paixão pelas panelas no DNA. Bisneta de Raimundo Cozinheiro - cozinheiro dos ingleses que vieram para Itabira junto com a Companhia Vale do Rio Doce -, aprendeu a cozinhar ainda criança quando usava um mini fogão a lenha para preparar guisados e batatas para suas bonecas. Formou-se em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário Newton Paiva por ouvir de todos que era muito criativa. A paixão pela gastronomia passou de brincadeira de criança a assunto de adulto e já atuando profissionalmente na área se formou em Cozinha Profissional pelo Senac – MG em 2014. Acredita que um bom prato de sopa até cura, que doce é um carinho na alma e que cozinhar é uma maneira de demonstrar amor ao próximo.