GASTRONOMIA: Não existe carne de segunda

Carne de primeira e de segunda: isso é um mito! Todo corte de carne é bom e o que determina a sua qualidade é a maneira como você vai prepará-lo.

Cada país tem seu modo de produção, de acordo com a exigência do mercado e as características de produção, como mão de obra, por exemplo. Outras características que diferem o tipo de corte e produção são as diferentes colonizações e o modo de preparo de cada região. No Brasil, o corte da carne é feito quase que totalmente manual, totalizando 21 tipos.

O que determina a qualidade da carne é como o corte foi feito, a idade do animal e como ele foi criado. De qualquer maneira, não há motivo para se discriminar nenhuma parte do animal, se a escolha do modo de preparo for acertada.

A carne de “primeira” é o corte feito da parte menos exercitada do animal, por isso tem menos músculos e é mais macia; a carne de segunda vem da parte mais rija do animal, locais com mais músculos e fibras.

Não precisamos viver de filé mignon e picanha, se soubermos utilizar um coxão duro para um bom bife a rolê ou um patinho para um suculento picadinho. É importante comprar em um açougue de qualidade e observar a aparência da carne, que deve estar firme e brilhante com a gordura branca ou amarelo-pálida (gordura amarelada demais indica que o animal era velho e, por isso, a carne estará mais dura).

Carnes com mais músculo ficam excelentes quando preparadas em baixa temperatura e cozidas por um período maior de tempo, fazendo com que a parte marmorizada de gordura se desprenda lentamente, deixando-a suculenta e extremamente saborosa.

Da próxima vez que visitar o açougue, invista em cortes mais econômicos e saborosos.

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Kamila Duarte de Jesus ou simplesmente Nêga, como é chamada pela família e pelos amigos, traz a paixão pelas panelas no DNA. Bisneta de Raimundo Cozinheiro - cozinheiro dos ingleses que vieram para Itabira junto com a Companhia Vale do Rio Doce -, aprendeu a cozinhar ainda criança quando usava um mini fogão a lenha para preparar guisados e batatas para suas bonecas. Formou-se em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário Newton Paiva por ouvir de todos que era muito criativa. A paixão pela gastronomia passou de brincadeira de criança a assunto de adulto e já atuando profissionalmente na área se formou em Cozinha Profissional pelo Senac – MG em 2014. Acredita que um bom prato de sopa até cura, que doce é um carinho na alma e que cozinhar é uma maneira de demonstrar amor ao próximo.