GASTRONOMIA: Grandes Chefs, grandes histórias

Já faz alguns meses que li, se não me engano na coluna Paladar, do Estadão, uma matéria sobre uma série de documentários a respeito dos maiores chefs de cozinha do mundo: “Chef’s Table”.

Produzidos pela Netflix, os seis episódios de quase cinquenta minutos retratam o cotidiano, a história e as curiosidades dos mais renomados e estrelados chefs do mundo. Em comum, além de grandes prêmios, a paixão pela cozinha e a vontade de aprimorarem cada vez mais suas técnicas.

Ainda estou no início do quinto episódio, mas posso adiantar a vocês que vale a pena o tempo investido à frente da tela: imagens belíssimas, histórias apaixonantes, distintas e que instigam o paladar, a imaginação e os sonhos.

Um dos meus episódios prediletos até agora é do grande chef Massimo Bottura, que possui três estrelas Michellin no seu Osteria Francescana, na Itália. Bottura é famoso por suas massas e por sua polêmica história ao introduzir o novo à tradicional e engessada gastronomia italiana.

Os pratos parecem telas, obras de arte em galerias! A viagem que fazemos enquanto assistimos a cada episódio é fantástica; por isso o texto de hoje é breve (estou ansiosa para voltar para a série e dar continuidade à saga gastronômica cultural).

E é uma dica em meio a tantos programas rasos sobre culinária e a artistas metidos a chefs. Eu recomendo que assistam, em “Chef’s Table”, verdadeiros artistas da alquimia culinária em ação, contando histórias, mostrando técnicas e pratos incríveis, outras facetas do mundo gastronômico, aula de história e de cultura que despertam fome de conhecimento também.

Espero que a Netflix explore a série e faça novas temporadas com outros profissionais e, quem sabe, chegue ao Brasil.

“Chef’s Table” foi criada por David Gelb, diretor do documentário cult “O Sushi dos Sonhos de Jiro (2011) e os chefs retratados na série são Massimo Bottura (Osteria Francescana, Itália), Niki Nakayama (N/Naka, EUA), Magnus Nilsson (Fäviken, Suécia), Francis Mallmann (El Restaurante Patagonia, Argentina), Dan Barber (Blue Hill, EUA) e Ben Shewry (Attica, Austrália).

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Kamila Duarte de Jesus ou simplesmente Nêga, como é chamada pela família e pelos amigos, traz a paixão pelas panelas no DNA. Bisneta de Raimundo Cozinheiro - cozinheiro dos ingleses que vieram para Itabira junto com a Companhia Vale do Rio Doce -, aprendeu a cozinhar ainda criança quando usava um mini fogão a lenha para preparar guisados e batatas para suas bonecas. Formou-se em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário Newton Paiva por ouvir de todos que era muito criativa. A paixão pela gastronomia passou de brincadeira de criança a assunto de adulto e já atuando profissionalmente na área se formou em Cozinha Profissional pelo Senac – MG em 2014. Acredita que um bom prato de sopa até cura, que doce é um carinho na alma e que cozinhar é uma maneira de demonstrar amor ao próximo.