GASTRONOMIA: Então é natal… ou quase

O Natal está batendo à porta e aposto que todo mundo já montou a árvore e o presépio, e o pisca-pisca já foi devidamente instalado.

Depois que adquiri alguns anos e um pouquinho de experiência, passei a não me empolgar muito com o Natal, apesar de ser uma festa na qual minha família se reúna pra festejar. Depois da morte da minha avó, mãe da minha mãe, fiquei ainda mais desanimada.

Mas, enfim, é Natal! Alegria e confraternização! Anime-se Kamila!

Eu nunca tinha comido rabanada até uns dois anos atrás. Juro! Outras pessoas também se assustaram quando contei isso. Na minha família nunca tivemos a tradição da rabanada, pois comemoramos mesmo o dia 25 com churrasco, peru e outras comidas típicas da data. Quando experimentei, me lembrei um pouco dos bolinhos de chuva e adorei.

Fiz uma breve pesquisa na internet sobre a origem desse típico doce natalino vindo de Portugal para terras brasileiras.

As histórias são bem variadas. Desde a sua preparação com ou sem vinho, frita ou assada, regada com calda de açúcar ou xarope de bordo e até as versões salgadas com pimenta e cobertura de queijo.

O que se sabe ao certo é que a iguaria surgiu para o reaproveitamento do pão dormido e há ainda a lenda de que era usado para dar sustância a mulheres recém paridas – tanto que o doce possui também o nome de “fatia-de-parida”.

Também é encontrado em outros países como Estado Unidos (French Toast), Inglaterra (Eggy Bread) e França (PainPerdu).

A origem do nome rabanada é controversa. Encontrei diversas explicações em minhas pesquisas. Há também quem chame de “fatia dourada” devido à coloração que o doce ganha após a fritura, originalmente feita em manteiga.

Após essa miniaula de história, fui pra cozinha pra fazer as rabanadas da coluna de hoje. E como há inúmeras receitas por aí, eu fiz a minha: RABANADAS ASSADAS RECHEADAS COM DOCE DE LEITE

Ingredientes
200 ml de leite
50 gr de açúcar
1 colher de café de sal
1 colher de café de baunilha
1 colher de sopa de manteiga
1 ovo
1 gema
Uma pitada de noz moscada
1 pau de canela
Raspas de um limão
5 pães amanhecidos
150 gr de doce de leite
Manteiga derretida para pincelar
Açúcar e canela para polvilhar

Modo de preparo
Em uma panela misture o leite, o açúcar, o pau de canela, a manteiga, a noz moscada, o sal e a baunilha.

Leve em fogo baixo e quando levantar fervura desligue o fogo e deixe esfriar. Depois de frio misture o ovo inteiro, a gema e as raspas de limão.

Corte os pães em fatias de aproximadamente 1 cm de largura. Una duas fatias de pão com uma camada de doce de leite, mergulhe na mistura e coloque em uma assadeira coberta com papel manteiga ou papel próprio para assar alimentos (isso evita que as rabanadas grudem).

Para ficar douradinha pincele a manteiga derretida nas rabanadas antes de levar ao forno.

Asse em forno pré-aquecido por 30 min, retire do forno e polvilhe açúcar e canela. Pronto!

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Kamila Duarte de Jesus ou simplesmente Nêga, como é chamada pela família e pelos amigos, traz a paixão pelas panelas no DNA. Bisneta de Raimundo Cozinheiro - cozinheiro dos ingleses que vieram para Itabira junto com a Companhia Vale do Rio Doce -, aprendeu a cozinhar ainda criança quando usava um mini fogão a lenha para preparar guisados e batatas para suas bonecas. Formou-se em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário Newton Paiva por ouvir de todos que era muito criativa. A paixão pela gastronomia passou de brincadeira de criança a assunto de adulto e já atuando profissionalmente na área se formou em Cozinha Profissional pelo Senac – MG em 2014. Acredita que um bom prato de sopa até cura, que doce é um carinho na alma e que cozinhar é uma maneira de demonstrar amor ao próximo.