GASTRONOMIA: Ensinando a pescar

Amanhã começa a Quaresma, um período muito importante para os católicos. Nesse período de 40 dias, os fiéis se dedicam à reflexão sobre os 40 dias em que Jesus passou no deserto e o sofrimento que ele enfrentou na cruz até o momento da ressurreição.

É comum que neste período muitas pessoas não comam carne vermelha – deixo aqui registrado o meu respeito por todas as crenças e religiões – e como esse fato é muito lembrado pelas pessoas, acaba virando pauta da mídia televisa, virtual e impressa e, para não ficar de fora, decidi usar este tema para a coluna de hoje.

Nesse período que antecede a Páscoa vemos o preço de peixes e frutos do mar decolar e muitas vezes, quem não abre mão desta tradição, fica sem opção para boas refeições, certo? Nem sempre. Eu mesma já falei aqui na coluna de quando passei um período sem nenhum tipo de carne e volto a afirmar que é possível manter refeições saudáveis e saborosas, sim.

Mas voltando ao assunto anterior, o objetivo de hoje é compartilhar com vocês algumas dicas de como escolher os peixes e acertar na qualidade.

CRITÉRIOS DE ESCOLHA

Peixes inteiros frescos

  • Os olhos devem estar com um aspecto vivo, claro, brilhante e transparente, além das pupilas de cor preta;
  • A pele deve estar grudada na carne dos filés e recoberta com uma mucosidade transparente e ter boa coloração;
  • O abdômen não deve estar inchado, firme e elástico, sem rupturas ou manchas de qualquer tipo;
  • As escamas devem ter coloração brilhante com reflexos metálicos e estarem bem presas à pele. No caso da sardinha, por exemplo, as escamas se soltam e perdem os reflexos metálicos;
  • As guelras devem estar rosadas ou vermelhas sanguíneas, dependendo da espécie, e devem estar úmidas e brilhantes. A coloração amarronzada indica que o peixe não está em bom estado;
  • O aroma deve ser suave e agradável.

Peixes frescos em filés, pedaços ou postas:

  • A carne deve ser firme, brilhante, elástica e ter cheiro agradável.

Peixes congelados:

  • A carne deve ser fresca, firme e brilhante. Não se deve observar nenhum rastro de ressecamento ou queimadura de frio;
  • Deve se apresentar completamente congelado, de preferência selado a vácuo. Com uma embalagem que não demonstre sinais de descongelamento ou cristais de gelo.

Peixes salgados:

  • A carne deve ter uma cor atraente e cheiro agradável. Não deve estar ressecada demais.

*Fonte: Técnicas de Cozinha Profissional, Marina Sebess – Editora Senac

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Kamila Duarte de Jesus ou simplesmente Nêga, como é chamada pela família e pelos amigos, traz a paixão pelas panelas no DNA. Bisneta de Raimundo Cozinheiro - cozinheiro dos ingleses que vieram para Itabira junto com a Companhia Vale do Rio Doce -, aprendeu a cozinhar ainda criança quando usava um mini fogão a lenha para preparar guisados e batatas para suas bonecas. Formou-se em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário Newton Paiva por ouvir de todos que era muito criativa. A paixão pela gastronomia passou de brincadeira de criança a assunto de adulto e já atuando profissionalmente na área se formou em Cozinha Profissional pelo Senac – MG em 2014. Acredita que um bom prato de sopa até cura, que doce é um carinho na alma e que cozinhar é uma maneira de demonstrar amor ao próximo.