GASTRONOMIA: Bem-vindo junho

Junho chega trazendo os arraiás e quermesses, quadrilhas e fogueiras, forró e muita comida. Muita mesmo! Junho tem, de longe, um dos melhores cardápios festivos em minha modesta opinião.

Quentão, canjica, cural, paçoca, pé-de-moleque, broa de milho, bolo de fubá, pamonha, milho assado e cozido, beijinho quente, pipoca e uma infinidade de iguarias de dar água na boca.

As histórias que eu busquei dão conta de que os festejos tem origem na religião católica em comemoração aos dias de Santo Antônio, São João e São Pedro e foram trazidos ao Brasil pelos portugueses. As iguarias das festas são feitas de milho por causa da época de sua colheita.

#kamilatambémécultura

Para iniciar o mês de junho com o pé direito, eu escolhi uma das minhas receitas preferidas: Canjica grossa (também conhecida como canjicão, canjica doce e mugunzá).

Mais uma vez fui pesquisar e descobri que o milho branco ou canjica chegou com os escravos ao Brasil e era um alimento muito comum nas senzalas e quilombos. Só depois chegou às casas grandes acrescido de especiarias, leite, amendoim ou coco ralado e açúcar – e, assim, a receita foi ganhando características de diversas regiões do país.

História contada, vamos à receita.

Canjica grossa

Ingredientes

  • 500g de milho branco ou canjica
  • 350g de amendoim torrado e moído
  • 2 litros de leite (pode variar pra mais)
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 xícara de açúcar
  • 1 xícara de leite em pó
  • 1 pitada de sal
  • Pau de canela e cravos a gosto

Modo de preparo

Deixe a canjica de molho por algumas horas (pode deixar até de um dia para o outro), pois isso facilita o cozimento dos grãos. Cozinhe na água em panela de pressão, conte 30 minutos depois que começar a sair o ar.

Depois de cozido, acrescente aos grãos o leite, açúcar, o pau de canela e os cravos e deixe ferver. Coloque uma pitada de sal, o leite condensado, o amendoim e o leite em pó (para ficar mais fácil, dissolva em um pouco de leite ou água). Deixe ferver bem e, se precisar, bata um pouco da canjica para engrossar o caldo.

Sirva quente!

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Kamila Duarte de Jesus ou simplesmente Nêga, como é chamada pela família e pelos amigos, traz a paixão pelas panelas no DNA. Bisneta de Raimundo Cozinheiro - cozinheiro dos ingleses que vieram para Itabira junto com a Companhia Vale do Rio Doce -, aprendeu a cozinhar ainda criança quando usava um mini fogão a lenha para preparar guisados e batatas para suas bonecas. Formou-se em Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário Newton Paiva por ouvir de todos que era muito criativa. A paixão pela gastronomia passou de brincadeira de criança a assunto de adulto e já atuando profissionalmente na área se formou em Cozinha Profissional pelo Senac – MG em 2014. Acredita que um bom prato de sopa até cura, que doce é um carinho na alma e que cozinhar é uma maneira de demonstrar amor ao próximo.