ESPORTES: Unfair Play

Ultimamente tem-se criado muita polêmica sobre o famoso “fair play” no futebol brasileiro. A famosa devolução da bola quando algum jogador se encontra machucado no gramado ou coisa do tipo. Mas ouso questionar a legitimidade desse gesto tão honesto em jogos no Brasil. Nós, brasileiros, temos mania de “adaptar” conceitos e regras e, nesse caso, não foi diferente. Mas, vamos entender primeiro o que realmente significa a palavra “fair play”.

Fair Play significa jogo justo, jogar limpo, ter espírito esportivo. O conceito está vinculado à ética no meio esportivo, onde os praticantes devem procurar jogar de maneira que não prejudiquem o adversário de forma proposital. Ou seja, existem normas de conduta que os jogadores devem seguir para serem considerados éticos. Em vista disso, falar de ética significa falar de ações guiadas por um padrão construído socialmente. E, a partir desse conceito, faz-se interessante pensar sobre como a ética é conduzida na atualidade.

O “jogo limpo” foi difundido pelo Barão de Coubertin, idealizador dos Jogos Olímpicos modernos, a partir dos ideais aristocráticos ingleses de lealdade e honra. Bem resumidamente o fair play significa na prática: honestidade na execução da tarefa e respeito pelo adversário. Entregar a bola ao adversário, quando o juiz marca em prol do seu time, é, por exemplo, bastante comum nessa prática futebolística. Outro exemplo incomum é o jogador assumir quando comete uma falta, pedindo desculpas para o adversário e ajudando-o a se levantar.

Entretanto, o que se percebe na prática é muito diferente de todos esses lindos conceitos que se fazem presentes em campo. Pura ladainha, balela e conversa pra boi dormir… Aqui não é bem assim que funciona. Todos nós sabemos que a primeira chance que um jogador tiver de cavar um pênalti para prejudicar o adversário ele o fará. Ou seja, sem generalizar, mas aproximadamente 99% dos nossos jogadores não têm Fair Play e tentam ludibriar a arbitragem com alguma situação que “facilite” sua vida.

Em síntese, o maior vilão, que deveria ser o jogador, acaba se tornando o árbitro da partida, que, em certos momentos, precisa julgar a real intenção de ambas as equipes em determinada situação, pois o que vemos de fato, aqui, é muito pouca justiça e grande astúcia.

Comentários

Lucas, Cabelo e até Lucão (juro!). Único filho homem em uma família com duas irmãs que, assim como todo brasileiro, também sonhava em ser jogador de futebol. Tão talentoso que do campo foi para o sofá e do sofá para o teclado. Hobbie? Bola. Seja redonda ou oval, grande ou pequena, com ou sem costura; a emoção é sempre a mesma!