ESPORTES: Romário, 50 anos de sucesso

Na sexta-feira, 29 de janeiro, o meu maior ídolo, Romário, completou 50 anos e nada mais justo do que dedicar um espaço para ele. Hoje é Senador da República e favorito à prefeitura do Rio de Janeiro. Alguns dizem que existe até uma campanha para sua candidatura a governador do Rio. E há quem diga que futuramente será presidente da república.

Entretanto, todo seu prestígio e relevância não foram conquistados como político, e sim como jogador de futebol. Foi um dos melhores atacantes de todos os tempos. Ganhador do prêmio Bola de Ouro da FIFA em 1994 – mesmo ano em que levou o Brasil ao tetracampeonato mundial.

Também o admiro pela pessoa que é. Não que tenha sido exemplo para ninguém, porém sempre foi autêntico, direto, corajoso e sincero. E, talvez por ser assim, a sua carreira é recheada de polêmicas. Muitas delas cobrando titularidade na seleção brasileira.

Romário teve uma infância difícil. Chegou até a dizer que não sabia como sobreviveu. Sua família vivia na favela, nasceu subnutrido e cabia em uma caixa de sapatos. Seu pai fez berço com uma rede e dois bambus e o balançava para parar de chorar à noite. Edevair era pintor de paredes e sua mãe, Lita, empregada doméstica e lavadeira. Eram muito conhecidos na comunidade do Jacarezinho.

Sem camisa e descalço sempre estava correndo atrás da bola. E lá mesmo “o baixinho” aprendeu a lei da selva. E daí criou sua personalidade. Não poderia engolir qualquer desaforo para não ser ridicularizado, pisado pelos amigos ou desconhecidos. Mesmo os envolvidos em crime. Sempre dizia que desde cedo aprendeu a não baixar a cabeça para ninguém.

Diante de todas as injustiças que viveu, buscou na política uma forma de amparar os desamparados. Com o nascimento de Ivy, sua filha com Síndrome de Down, Romário mudou sua maneira de ver a vida. “Fui sugado para um mundo novo, onde eu nada conhecia, exceto o modo de amar. E foi assim, amando incondicionalmente, que aprendi tudo sobre essa característica genética. Pouco tempo depois apresentei minha filha ao mundo: ‘tenho uma filhinha Down que é uma princesinha!’, exibi a frase em minha despedida da Seleção Brasileira”, contou.

Se alguém esperava mais um jogador, um ídolo do esporte facilmente manipulável na política, deve estar arrependido. Diferente de muitos ídolos que usaram seus prestígios para se beneficiar na política, Romário, aos poucos, foi mostrando uma postura independente e firme. Sua atuação na CPI do Futebol foi corajosa. Investigou, cobrou e usou todo seu conhecimento adquirido em sua gloriosa carreira para mostrar a sujeira do esporte mais popular deste país.

Parabéns ao cinquentão! Salve Romário, salve “O baixinho”!

Comentários

Lucas, Cabelo e até Lucão (juro!). Único filho homem em uma família com duas irmãs que, assim como todo brasileiro, também sonhava em ser jogador de futebol. Tão talentoso que do campo foi para o sofá e do sofá para o teclado. Hobbie? Bola. Seja redonda ou oval, grande ou pequena, com ou sem costura; a emoção é sempre a mesma!