ESPORTES: Rio 2016 – O ano do ouro

Pela primeira vez em nossa história tivemos a oportunidade de sediar os jogos olímpicos. Dois anos depois da Copa das Copas, o país inteiro já estava ansioso para, novamente, se tornar a capital mundial do esporte e o desafio dessa vez era muito maior.

A Copa do Mundo de Futebol é um evento dos mais grandiosos e tínhamos passado no teste, pelo menos fora de campo. As Olimpíadas, no entanto, contavam com dificuldades maiores, que iriam desde o número de países envolvidos até o número e modalidades: 42 no total divididas em 33 esportes.

Logo na chegada de algumas delegações alguns problemas estruturais começaram a aparecer, em especial na Vila Olímpica, o que causou um certo receio de que algo pudesse dar muito errado. Felizmente a primeira impressão se perdeu logo na festa de abertura. Os atletas começaram suas disputas e os jogos se encaminhavam para um final de sucesso.

Dentro da água, dos campos, pistas e quadras o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) tinha traçado um plano audacioso: deixar o Brasil pela primeira vez entre os 10 primeiros colocados no quadro geral de medalhas. Algumas frustrações em esportes que éramos favoritos ou, no mínimo, candidatos ao ouro afastaram a possibilidade de cumprimento da meta inicial. Foi o caso, por exemplo, de Fabiana Murer no salto com varas, do futebol feminino, do handebol feminino, do basquete masculino, do voleibol feminino e a natação em geral, que não conquistou nenhuma medalha e foi muito abaixo da expectativa.

Ainda com todos os problemas e surpresas negativas, o Brasil terminou na décima terceira posição do quadro geral de medalhas, apenas duas medalhas douradas afastaram o país de conseguir cumprir a meta inicial estabelecida pelo COB. De qualquer maneira esta foi a melhor participação tupiniquim na história das Olimpíadas, superando Londres 2012. O Brasil somou ao todo 19 medalhas, sendo sete de ouro, seis de prata e seis de bronze.

Todas as conquistas foram muito celebradas pelo brasileiro, mas nada se comparou a alegria da vitória no futebol masculino. O único título que faltava para a seleção calhou de acontecer em casa. Mesmo com uma campanha que começou cheia de desconfiança e más atuações, o técnico Rogério Micale conseguiu organizar a equipe no momento decisivo. As atuações canarinho melhoraram consideravelmente na parte final do torneio e o título merecido tirou um peso enorme de nossas costas.

Os Estados Unidos venceram mais uma edição dos jogos, mas o grande vencedor pode ser o Brasil, se conseguirmos usar a oportunidade que tivemos para nos desenvolvermos muito mais nos esportes, criando, a partir de então, uma nova geração vencedora.

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Amante do futebol, skatista há mais de uma década, entusiasta de automobilismo e apreciador de esportes em geral. Acompanha os principais eventos esportivos nacionais e internacionais, muitos deles "in loco", para absorver melhor as emoções e repassa-las com maior riqueza de detalhes.